Taylor Stanberry, de Naples, conquista o Desafio Python da Flórida 2025 ao capturar 60 pítons-birmanesas nos Everglades, entre 10 e 20 de julho, recebendo US$ 10 mil como grande prêmio. A competição, promovida pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, visa combater a proliferação dessa espécie invasora que ameaça o ecossistema local. Com apenas 1,38 m de altura, Stanberry superou 857 participantes de 33 estados e do Canadá, destacando-se pela habilidade e dedicação. A caça, que removeu 195 cobras no total, reforça a conscientização sobre a preservação ambiental. O evento combina prêmios em dinheiro, como US$ 1 mil pelo maior número de capturas, com esforços contínuos para proteger a fauna nativa.
A vitória de Stanberry não foi apenas uma conquista pessoal, mas também um marco na luta contra as pítons invasoras. Ela e o marido, Rhett Stanberry, administram páginas nas redes sociais dedicadas à caça de cobras, compartilhando técnicas e experiências. A competição atrai caçadores profissionais e amadores, todos motivados pela preservação dos Everglades.
Destaques do Desafio Python 2025:
857 participantes de 33 estados e do Canadá.
195 pítons-birmanesas removidas em 10 dias.
Prêmio de US$ 1 mil para a píton mais longa, com categorias para novatos, profissionais e militares.
A trajetória de Taylor Stanberry reflete o espírito de preservação que move o evento. Sua dedicação, aliada à expertise adquirida ao longo de anos caçando pítons, a colocou no topo da competição.
Recordes e premiações do evento
O Desafio Python da Flórida 2025 premiou não apenas Stanberry, mas outros caçadores em categorias específicas. Michael Marousky capturou a píton mais longa na categoria novatos, com 15 pés e 11 polegadas, enquanto Kennith Chamberland venceu entre os profissionais com uma cobra de 9 pés e 8 polegadas. Na categoria militar, uma píton de 11 pés e 2 polegadas garantiu o prêmio. Cada vencedor levou US$ 1 mil, reforçando a competitividade do evento. A premiação total de até US$ 30 mil atraiu participantes de diversas regiões, todos focados em reduzir a população de pítons.
O evento, realizado anualmente, exige um treinamento online de 30 minutos para garantir que os participantes identifiquem corretamente as pítons-birmanesas, evitando a captura de espécies nativas. A taxa de inscrição de US$ 25 torna o desafio acessível, enquanto a estrutura de prêmios incentiva a participação. Além do impacto ambiental, a competição gera visibilidade para a causa, atraindo turistas e curiosos.
Premiações do Desafio 2025:
Grande prêmio: US$ 10 mil para Taylor Stanberry (60 pítons).
Píton mais longa (novatos): US$ 1 mil para Michael Marousky.
Píton mais longa (profissionais): US$ 1 mil para Kennith Chamberland.
Píton mais longa (militar): US$ 1 mil para o vencedor da categoria.
Estratégias de caça e desafios enfrentados
Capturar pítons-birmanesas nos Everglades não é tarefa simples. Essas cobras, que podem atingir até 6 metros e pesar 90 kg, são mestres em camuflagem, passando até 80% do tempo imóveis. Os caçadores utilizam ganchos, sacolas especiais e luzes para detecção noturna, já que as pítons são predominantemente ativas à noite. Stanberry, com sua experiência, destacou-se por localizar cobras em áreas de difícil acesso, como pântanos e vegetação densa.
As pítons representam uma ameaça significativa, consumindo desde coelhos até jacarés, o que reduz drasticamente as populações de fauna nativa. Estima-se que, desde os anos 1990, quando foram introduzidas via comércio de animais exóticos, essas cobras eliminaram até 95% de algumas espécies locais. A caça, portanto, é tanto uma competição quanto uma medida de controle populacional.
Técnicas de caça utilizadas:
Uso de ganchos para imobilizar as cobras.
Sacolas reforçadas para transporte seguro.
Luzes infravermelhas para detecção noturna.
Rastreamento em áreas alagadas dos Everglades.
Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taylor Stanberry (McDowell) (@taylor2short)
Impacto ambiental da invasão das pítons
As pítons-birmanesas, originárias da Ásia, chegaram à Flórida por meio do comércio de animais exóticos no século XX. Sem predadores naturais, elas se proliferaram rapidamente, causando um desequilíbrio ecológico nos Everglades. Desde 2000, cerca de 19 mil pítons foram removidas, mas a população continua crescendo. O Desafio Python é apenas uma das estratégias para conter essa invasão, complementada por programas como o Python Elimination Program, que paga caçadores profissionais US$ 50 por cobra, mais US$ 25 por pé acima de 1,2 metro.
A presença dessas cobras afeta diretamente espécies como guaxinins, raposas e até panteras-da-flórida, que competem por alimento. Além disso, as pítons carregam parasitas que ameaçam cobras nativas, aumentando a urgência de ações de controle. Inovações, como coelhos-robôs com sensores, têm auxiliado na localização dos répteis, mas a detecção humana segue sendo a ferramenta mais eficaz.
A jornada de Taylor Stanberry
Taylor Stanberry, ao lado do marido Rhett, transformou a caça de pítons em uma paixão compartilhada com o público. Suas redes sociais, com vídeos e fotos de capturas, atraem seguidores interessados em conservação e aventura. Com 1,38 m de altura, sua vitória desafia estereótipos, mostrando que habilidade e estratégia superam limitações físicas. A caçadora, que já participava de edições anteriores, alcançou o topo em 2025, superando competidores experientes.
A dedicação de Stanberry vai além da competição. Ela utiliza sua plataforma para educar sobre os danos causados pelas espécies invasoras, incentivando a preservação ambiental. Sua história inspira novatos e reforça a importância de ações coletivas para proteger ecossistemas frágeis como os Everglades.
Curiosidades sobre Taylor Stanberry:
Residente de Naples, Flórida, com forte presença nas redes sociais.
Trabalha em dupla com o marido, Rhett Stanberry.
Usa vídeos para ensinar técnicas de caça segura.
Participou de edições anteriores, mas venceu pela primeira vez em 2025.
O futuro da conservação nos Everglades
O Desafio Python da Flórida não é apenas uma competição, mas uma ferramenta de conscientização. A edição de 2025 removeu 195 pítons, um número significativo, mas pequeno diante das milhares que ainda habitam os Everglades. Programas complementares, como o uso de cães farejadores e tecnologias de rastreamento, intensificam os esforços de controle. A participação de caçadores amadores, como Stanberry, e profissionais, como Aaron Mann, que capturou 87 pítons em um mês, mostra a diversidade de abordagens para enfrentar o problema.
A preservação dos Everglades depende de ações contínuas. O evento atrai atenção global, mas também enfrenta críticas de organizações como a PETA, que defendem métodos mais humanitários. Apesar disso, as autoridades locais argumentam que a caça é essencial para proteger a fauna nativa, já que as pítons não têm predadores naturais na região.
Medidas de controle além do desafio:
Pagamento de US$ 50 por píton capturada em programas estaduais.
Uso de coelhos-robôs para rastreamento.
Treinamento de cães farejadores para localizar cobras.
Monitoramento contínuo por biólogos e conservacionistas.
