O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (23) que o Banco do Brasil (BB) tem sido alvo de ataques coordenados por bolsonaristas nas redes sociais, que incentivam saques e questionam a solidez da instituição. Segundo ele, “há projetos de lei no Congresso para perdoar dívidas do agro, que não está com problemas, no Banco do Brasil. Está aumentando a inadimplência por uma ação deliberada de bolsonaristas que estão tentando minar as instituições públicas”.
O Banco do Brasil informou que vem acompanhando publicações falsas e maliciosas nas redes, que podem induzir a decisões financeiras prejudiciais aos clientes. A instituição afirmou que tomará medidas legais para proteger sua reputação, funcionários e clientes. Entre os casos citados está o do advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Felipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, que chegou a recomendar publicamente saques no banco. “O fair play deu lugar para o vale-tudo e isso compromete muito a saúde da democracia brasileira”, disse o chefe da Fazenda, em entrevista à TV GGN.
As manifestações sobre a instituição se inserem no contexto da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, com bloqueio de bens e restrições financeiras. A medida gerou repercussão internacional e afetou a confiança no BB, responsável, entre outras funções, pelo pagamento de salários de ministros do STF.
Haddad destacou ainda o “abuso do crédito” no país e criticou os juros bancários cobrados de trabalhadores. Segundo ele, embora tenha havido redução nas taxas, o custo do crédito continua elevado. O governo, afirmou, busca reduzir o spread bancário e democratizar o acesso a financiamentos, evitando que trabalhadores recorram a instituições abusivas.
O ministro também defendeu o ajuste fiscal promovido pelo governo Lula, enfatizando que a redução de gastos tributários se dá principalmente pelo combate a renúncias fiscais e não pelo aumento de impostos. Ele ressaltou que, apesar da oposição, o Congresso tem aprovado pautas importantes, como a reforma tributária.
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Em outra frente, Haddad falou sobre oportunidades estratégicas para o Brasil na transformação ecológica e no setor tecnológico. Citou a abundância de vento, sol, terras raras e minerais críticos e destacou a necessidade de desenvolver empresas nacionais de tecnologia e datacenters para processar dados dentro do país, garantindo soberania e proteção frente a ameaças externas. O ministro comentou sobre a exportação de minerais estratégicos, citando o crescimento de quase 700% nas vendas de terras raras no primeiro semestre de 2025, e defendeu que o Brasil transforme suas vantagens naturais em empregos de qualidade e tecnologia de ponta.
Por fim, Haddad evitou defender nova reforma da Previdência, mas lembrou que o envelhecimento da população exigirá ajustes no futuro, citando experiências de reformas anteriores no sistema de aposentadorias públicas.
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Publicada por Felipe Dantas
*Reportagem produzida com auxílio de IA
