Barroca altera ataque do CRB, mas time perde fora de casa para Cuiabá na Série B

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Eduardo Barroca, técnico do CRB

O CRB enfrentou mais uma derrota fora de casa na Série B do Campeonato Brasileiro, perdendo por 1 a 0 para o Cuiabá na noite desta segunda-feira, 8 de setembro de 2025, na Arena Pantanal. Sob o comando do técnico Eduardo Barroca, o time alagoano apostou em mudanças no ataque, com Dadá Belmonte escalado no lugar de Douglas Baggio, mas não conseguiu superar a defesa adversária. O gol de Safira, de pênalti, logo no início do jogo, definiu o placar e marcou a oitava derrota do Galo como visitante na competição. A partida expôs novamente as dificuldades ofensivas do CRB longe de Maceió, com apenas dez gols marcados em 12 jogos fora. Apesar de ajustes táticos no intervalo, a equipe não converteu suas chances e caiu para a 11ª posição na tabela, com 34 pontos. O próximo desafio será contra o Amazonas, no dia 15 de setembro, no Estádio Rei Pelé.

A escalação inicial trouxe novidades, com Barroca optando por um meio-campo mais marcador, mantendo Crystopher no lugar de Gegê. A estratégia, porém, não evitou o gol precoce do Cuiabá, que pressionou desde o início. No segundo tempo, o treinador promoveu substituições para tentar reverter o placar, mas o time continuou sem eficácia nas finalizações.

  • Mudanças táticas: Dadá Belmonte substituiu Douglas Baggio no ataque, enquanto Crystopher foi mantido no meio-campo.
  • Gol decisivo: Safira marcou de pênalti, explorando falha defensiva do CRB no início do jogo.
  • Desempenho fora: O CRB marcou apenas dez gols em 12 partidas como visitante na Série B.

Reformulação no ataque não surte efeito

O técnico Eduardo Barroca buscou renovar o setor ofensivo do CRB com a entrada de Dadá Belmonte, mas a alteração não trouxe o resultado esperado. Desde que assumiu o comando, Barroca tem testado diferentes formações para melhorar o desempenho do time, especialmente fora de casa, onde os números são preocupantes. A equipe alagoana tem enfrentado dificuldades para criar jogadas consistentes e converter oportunidades em gols. Contra o Cuiabá, a escolha por Belmonte visava maior mobilidade no ataque, mas o jogador teve atuação discreta e foi substituído por William Pottker no segundo tempo.

A estratégia inicial de Barroca também incluiu Facundo Barceló como referência no ataque, mas o jogador não conseguiu finalizar com eficiência e deu lugar a Mikael no intervalo. Mesmo com as mudanças, o CRB não encontrou o caminho do gol, evidenciando um problema crônico na temporada. O baixo aproveitamento ofensivo fora de casa reflete a dificuldade do time em se impor contra adversários que exploram bem o fator local.

  • Dadá Belmonte: Escalado como titular, teve atuação apagada e foi substituído no segundo tempo.
  • Facundo Barceló: Não conseguiu criar chances claras e saiu no intervalo para a entrada de Mikael.
  • Falta de efetividade: O CRB finalizou pouco e não superou a defesa do Cuiabá.
  • Números preocupantes: Apenas nove dos 34 pontos do CRB foram conquistados fora de casa.

Melhor chance desperdiçada no segundo tempo

O segundo tempo trouxe uma leve melhora no desempenho do CRB, com maior posse de bola e algumas chances criadas. A principal oportunidade de empate veio aos 12 minutos, quando Mikael, que entrou no lugar de Barceló, fez um pivô na área e acionou Danielzinho. O meia chutou de primeira, mas parou em uma grande defesa do goleiro Luan Polli, do Cuiabá. A jogada demonstrou potencial, mas também reforçou a falta de precisão nas finalizações, um problema recorrente na campanha do Galo.

As substituições promovidas por Barroca no intervalo, como a entrada de Léo Campos na lateral-esquerda e o deslocamento de Matheus Ribeiro para a direita, buscaram dar mais dinamismo ao time. Apesar disso, o CRB não conseguiu manter a pressão ofensiva de forma consistente, permitindo que o Cuiabá controlasse o jogo em momentos cruciais. A derrota acentuou a necessidade de ajustes antes do próximo compromisso.

Histórico de dificuldades fora de casa

O desempenho do CRB como visitante tem sido um dos principais entraves na Série B. Com apenas dez gols marcados em 12 jogos fora de casa, o time enfrenta dificuldades para equilibrar sua produção ofensiva longe do Estádio Rei Pelé. A derrota para o Cuiabá foi a oitava em jogos fora, um número que preocupa a comissão técnica e a torcida. Barroca, que assumiu o comando do time no início da temporada, ainda busca uma formação ideal para contornar esse problema.

Nas últimas rodadas, o CRB alternou momentos de consistência em casa com atuações irregulares como visitante. A equipe já enfrentou adversários diretos na luta pelo G-4, como Paysandu e América-MG, mas não conseguiu somar pontos suficientes para se manter na zona de classificação. A distância para o quarto colocado, atualmente com 38 pontos, exige uma reação imediata para manter viva a esperança de acesso à Série A.

  • Estatísticas fora de casa: O CRB venceu apenas duas vezes como visitante na Série B 2025.
  • Comparação com mandantes: Em casa, o time marcou 22 gols em 13 jogos, mais que o dobro do desempenho fora.
  • Pressão por resultados: A sequência negativa fora aumenta a cobrança por vitórias no Rei Pelé.
  • Próximo desafio: O jogo contra o Amazonas será decisivo para recuperar a confiança.

Ajustes táticos e substituições no jogo

As mudanças promovidas por Barroca durante a partida contra o Cuiabá refletem sua tentativa de adaptar o time às circunstâncias do jogo. Além da entrada de Léo Campos e Mikael no intervalo, o treinador também acionou Gegê e William Pottker no segundo tempo, buscando maior criatividade no meio-campo e força no ataque. Apesar do esforço, o CRB não conseguiu furar o bloqueio defensivo do Cuiabá, que soube administrar a vantagem construída no início do jogo.

O meio-campo, formado por Higor Meritão, Crystopher e Danielzinho, teve dificuldades para conectar as jogadas com o ataque. A escolha por um esquema mais marcador, com Crystopher no lugar de Gegê, visava conter o ímpeto do Cuiabá, mas comprometeu a criação de jogadas ofensivas. Barroca, em entrevistas recentes, destacou a necessidade de equilibrar a solidez defensiva com maior eficiência no ataque, um desafio que ainda não foi superado.

Preparação para o próximo confronto

Com a derrota, o CRB caiu para a 11ª posição na Série B, com 34 pontos, ficando a quatro pontos do G-4. O próximo jogo, contra o Amazonas, no dia 15 de setembro, às 21h30, no Estádio Rei Pelé, será uma oportunidade para o time se recuperar e voltar a pontuar diante de sua torcida. Barroca terá uma semana para trabalhar ajustes táticos e corrigir as falhas apresentadas na Arena Pantanal.

A volta de jogadores como Gegê e Douglas Baggio, que começaram no banco contra o Cuiabá, pode ser uma alternativa para reforçar o setor ofensivo. Além disso, a equipe precisa melhorar sua consistência defensiva para evitar gols em momentos cruciais, como o pênalti sofrido no início do jogo. A torcida regatiana, conhecida por apoiar o time em Maceió, será um fator importante para buscar a vitória.

  • Jogo em casa: O CRB tem aproveitamento de 75% dos pontos no Estádio Rei Pelé.
  • Reforços no ataque: Gegê e Baggio podem retornar ao time titular contra o Amazonas.
  • Semana de ajustes: Barroca terá sete dias para treinar e corrigir falhas táticas.
  • Apoio da torcida: O Rei Pelé deve receber bom público para o próximo jogo.

Cenário competitivo na Série B

A Série B de 2025 está marcada por um equilíbrio na parte superior da tabela, com várias equipes disputando o acesso. O Cuiabá, adversário do CRB, é um dos favoritos ao título, mantendo-se invicto em casa e com uma defesa sólida. A derrota do Galo para o Dourado reforça a dificuldade de enfrentar times bem organizados fora de casa. Outros concorrentes diretos, como Santos e América-MG, também têm oscilado, o que mantém a disputa pelo G-4 aberta.

Para o CRB, a recuperação passa por melhorar o desempenho como visitante e manter a regularidade em casa. A sequência de jogos nas próximas rodadas será decisiva para definir as pretensões do time na competição. Barroca, apesar da pressão, segue com o respaldo da diretoria e aposta no trabalho a longo prazo para alcançar os objetivos.