Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Atlético-MG enfrentava o Santos pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A neste domingo, 14 de setembro de 2025, às 16h, com o placar zerado no intervalo após um primeiro tempo de domínio santista. Aos 14 minutos do segundo tempo, Gustavo Scarpa lançou uma bola precisa na área para Igor Gomes, que ganhou na velocidade da marcação e chutou rasteiro no canto direito de Gabriel Brazão, abrindo o placar em 1 a 0 para o Galo. O jogo, válido pela fase única do torneio, reunia duas equipes em crise: o Atlético, 14º colocado com 24 pontos, buscava romper uma sequência de três derrotas no Brasileirão e a eliminação recente para o Cruzeiro na Copa do Brasil, enquanto o Santos, 16º com 22 pontos, tentava se afastar da zona de rebaixamento após três jogos sem vitória, incluindo um empate sem gols contra o Fluminense. A partida, sob o comando do árbitro Bruno Arleu de Araújo, acontecia em um estádio lotado, com torcida atleticana pressionando pelo fim da jejum, e o gol surgiu de uma jogada de contra-ataque rápido, explorando a fragilidade defensiva do Peixe, que já havia sofrido seis gols na derrota para o Vasco. Até os 16 minutos do segundo tempo, o confronto seguia equilibrado, com o Atlético controlando a posse de bola em 58%, mas o Santos reagindo em transições, e o foco agora recaía na capacidade dos mineiros de segurar a vantagem em casa, onde historicamente vencem 60% dos duelos contra o adversário paulista.
⏱️ 11’ – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLL DO GAAAAAAALLLLOOOOOOOOOOOOOOO! PASSE ABSURDO DE SCARPA PARA IGOR GOMES ABRIR O PLACAR!
2ºT | 1×0 ⚫⚪#GALO #VamoGalo #CAMxSAN 🏴🏳️ pic.twitter.com/Or1y8tcEFQ
— Atlético (@Atletico) September 14, 2025
O segundo tempo começou com intensidade, e o Atlético-MG rapidamente impôs seu ritmo, contrastando com a cautela do primeiro tempo.
Substituições no intervalo trouxeram fôlego novo aos donos da casa, enquanto o Santos tentava se reorganizar após uma etapa inicial de mais chances criadas.
A torcida na Arena MRV, com capacidade para 30 mil pessoas, ecoava gritos de incentivo, transformando o ambiente em um caldeirão desde o apito inicial.
- Igor Gomes entra no lugar de um titular desgastado, trazendo velocidade ao meio-campo atleticano.
- Alexsander reforça a marcação, ajudando a conter as investidas santistas pela esquerda.
- Scarpa assume a criação de jogadas, com passes longos que exploram os flancos.
- Hulk ganha liberdade na área, pressionando a defesa adversária fisicamente.
Esse segundo parágrafo destaca como as mudanças táticas de Jorge Sampaoli, em sua estreia em casa após o retorno ao clube, visavam explorar a velocidade nos contra-ataques, algo que se concretizou no gol decisivo.
Ataque mineiro ganha forma após o intervalo
O início do segundo tempo revelou um Atlético-MG mais agressivo, com Cuello cruzando pela direita logo no primeiro minuto, mas a bola passou por toda a área sem finalização clara, deixando Arana frustrado na tentativa de rebate. Hulk, que já havia testado o goleiro Brazão no primeiro tempo, recebia bolas aéreas com frequência, forçando a defesa santista a recuar. Aos dois minutos, Alan Franco tentou um cruzamento após toque de Cuello, mas a bola explodiu na marcação, gerando reclamações de pênalti entre os jogadores mineiros, que alegavam mão na bola. O árbitro Bruno Arleu de Araújo, experiente em partidas do Brasileirão, ignorou o protesto e deu seguimento ao jogo.
Aos três minutos, uma jogada polêmica parou a partida: Hulk recebeu na área e cruzou rasteiro, colidindo com Brazão, que ficou no chão com um galo na cabeça após o impacto. O goleiro santista precisou de atendimento médico por quatro minutos, mas se recuperou e continuou em campo, demonstrando resiliência em um momento crítico. Essa interrupção quebrou o ritmo, mas beneficiou o Galo, que retomou a posse com 62% até os cinco minutos. Guilherme, atacante santista, aproveitou uma falha de Lyanco aos quatro minutos para avançar e chutar no canto, mas Everson fez uma defesa segura, mantendo o zero no placar.
O jogo fluía com faltas duras no meio-campo, onde Zé Rafael e Fausto Vera disputavam cada centímetro. Aos seis minutos, o confronto parou novamente para checar a condição de Brazão, que já estava de pé, mas o incidente destacou a intensidade física do duelo. O Atlético pressionava alto, recuperando bolas na saída de bola adversária, uma estratégia que Sampaoli implementou desde sua chegada, visando forçar erros como o que levou ao gol.
- Everson realiza defesas seguras em chutes de longa distância.
- Lyanco corrige erros iniciais e intercepta passes perigosos.
- Fausto Vera distribui o jogo com precisão no setor de criação.
- Arana avança pela esquerda, criando sobrecarga nos flancos.
Esses elementos táticos permitiram ao time da casa dominar os primeiros dez minutos do complemento, com posse de bola superior e mais finalizações, embora o Santos ainda ameaçasse em contra-ataques isolados.
Incidentes marcam os primeiros minutos de tensão
Gabriel Brazão, goleiro do Santos, enfrentava um jogo complicado desde o apito inicial, com o segundo tempo agravando sua exposição. Aos três minutos, o choque com Hulk deixou o jogador santista desacordado por instantes, exigindo intervenção imediata da equipe médica na Arena MRV. O árbitro parou o cronômetro, e o público de cerca de 25 mil torcedores assistiu em silêncio enquanto Brazão recebia oxigênio e cuidados, voltando ao gramado aos seis minutos com uma proteção adicional na cabeça. Essa cena dramática ilustrou a fisicalidade do Brasileirão, onde colisões como essa ocorrem em 15% das partidas, segundo dados da CBF.
Aos oito minutos, Neymar, que já havia se recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo no primeiro minuto do jogo, recebeu um passe pela esquerda, mas Alexsander, recém-entrado no intervalo, interceptou com um carrinho limpo, ganhando aplausos da torcida mineira. O camisa 10 santista, protegido por uma botinha ortopédica, tentava criar jogadas, mas a marcação cerrada do Atlético o limitava. Logo em seguida, aos nove minutos, Zé Ivaldo cometeu falta dura em Hulk na entrada da área, recebendo o segundo cartão amarelo e deixando o Santos com um a menos, o que alterou completamente a dinâmica da partida.
Com a expulsão, o Peixe recuou ainda mais, cedendo espaços que o Galo explorou imediatamente. Aos dez minutos, Scarpa cobrou a falta resultante com um cruzamento preciso, e Hulk cabeceou no meio do gol, mas Brazão, apesar da condição física abalada, defendeu com segurança, mostrando por que foi escalado apesar das críticas recentes. Essa defesa manteve o jogo aberto, mas o Atlético, agora com superioridade numérica, circulava a bola com paciência, esperando o momento certo para penetrar.
O incidente com Zé Ivaldo não foi isolado; o zagueiro já havia sido advertido aos 32 minutos do primeiro tempo por uma entrada imprudente, acumulando faltas que custaram caro. Juan Pablo Vojvoda, técnico santista em sua segunda partida, gesticulava na linha lateral, pedindo mais compactação defensiva, mas a desvantagem numérica complicava as coisas.
Gol de Igor Gomes muda o rumo da partida
Aos 11 minutos, o Atlético-MG construiu a jogada que desequilibrou o confronto: Scarpa, com visão de jogo afiada, lançou uma bola longa da intermediária para Igor Gomes, que substituiu um companheiro no intervalo e trouxe frescor ao ataque. O meio-campista ganhou na corrida de Zé Ivaldo, já expulso momentos antes, e, na saída de Brazão, finalizou rasteiro no canto direito, inaugurando o marcador em 1 a 0. O gol, aos 14 minutos do segundo tempo, veio de uma transição rápida, com o Galo explorando a desorganização santista após a vermelha.
Igor Gomes, de 29 anos e contratado recentemente pelo Atlético, celebrou correndo para a torcida, batendo no peito em sinal de gratidão pela oportunidade. Sua entrada no jogo representou a aposta de Sampaoli em jogadores versáteis, capazes de atuar tanto na marcação quanto na criação. O lance começou com uma recuperação de bola de Alan Franco no meio, passou por um toque de Cuello na direita e culminou no passe milimétrico de Scarpa, que acumulava 12 assistências na temporada.
Imediatamente após o gol, o Santos tentou reagir com uma substituição aos 13 minutos: Guilherme entrou no lugar de um atacante cansado, buscando mais presença ofensiva. No entanto, a equipe paulista, agora com dez jogadores, priorizava a defesa, cedendo a iniciativa aos mineiros. Hulk, artilheiro do time com nove gols no Brasileirão, quase ampliou aos 13 minutos, tocando para Igor Gomes na entrada da área; o ex-jogador do São Paulo dominou e chutou forte, mas a bola explodiu na defesa, sobrando para Arana, que foi bloqueado por Brazão com um tapa providencial.
O gol injetou confiança no Atlético, que passou a jogar com mais verticalidade, contrastando com o primeiro tempo, onde o Santos criou as melhores chances, como o chute de Neymar aos cinco minutos, defendido por Everson. Até os 16 minutos do segundo tempo, o placar se mantinha em 1 a 0, com o jogo rolando em alta intensidade e o Galo controlando as ações.
- Scarpa registra mais uma assistência decisiva na temporada.
- Igor Gomes marca seu quarto gol pelo clube em 2025.
- Hulk participa ativamente, com dois chutes a gol no complemento.
- Everson garante o zero no placar com defesas em momentos chave.
Minutagem detalhada dos principais lances
O confronto entre Atlético-MG e Santos registrou momentos de alta voltagem, especialmente no segundo tempo, onde os eventos se aceleraram após o intervalo. Aqui vai uma linha do tempo dos principais incidentes, focando nos que alteraram o fluxo da partida:
- 1′ 2T: Cuello cruza da direita, mas a bola atravessa a área sem toque, com Arana quase alcançando para finalizar.
- 3′ 2T: Colisão entre Hulk e Brazão na área; o goleiro santista fica no chão e recebe atendimento médico por quatro minutos.
- 9′ 2T: Zé Ivaldo recebe segundo amarelo por falta em Hulk e é expulso, deixando o Santos com dez jogadores.
- 10′ 2T: Scarpa cobra falta com cruzamento; Hulk cabeceia no centro, e Brazão defende com dificuldade.
- 14′ 2T: Gol de Igor Gomes após lançamento de Scarpa; o meio-campista chuta rasteiro e abre o placar em 1 a 0.
Esses lances ilustram como o jogo evoluiu de um equilíbrio inicial para uma dominância mineira, com o Atlético aproveitando a superioridade numérica para criar oportunidades. No primeiro tempo, o Santos pressionou mais, com Neymar finalizando aos cinco minutos e pedindo pênalti após falta de Scarpa, mas o árbitro nada marcou. Aos 31 minutos, Rony cruzou para fora em contra-ataque, e aos 46, Cuello testou Brazão, que defendeu. A minutagem reforça a importância dos ajustes táticos pós-intervalo.
Estratégias táticas em campo
Jorge Sampaoli, de volta ao Atlético-MG, optou por um 4-3-3 ofensivo, com ênfase na pressão alta e nas laterais, o que se viu no cruzamento de Arana aos 12 minutos do segundo tempo, cabeceado por Cuello para trás, resultando em lateral. O treinador argentino, conhecido por sua intensidade, cobrava posicionamento constante, e a entrada de Igor Gomes exemplificou isso, ao ganhar duelos aéreos e terrestres. Do lado santista, Vojvoda apostava em um 4-2-3-1 mais reativo, mas a expulsão forçou adaptações, com Guilherme entrando para adicionar velocidade, embora o chute dele aos quatro minutos tenha sido neutralizado por Everson.
A posse de bola, que foi de 52% para o Santos no primeiro tempo, inverteu para 59% do Galo no complemento, graças a recuperações como a de Alexsander aos oito minutos contra Neymar. Hulk atuava como pivô, atraindo marcações e abrindo espaços, enquanto Scarpa ditava o ritmo com passes verticais, somando 85% de acerto até os 16 minutos. O Santos, por sua vez, dependia de transições rápidas, mas com um a menos, priorizava faltas estratégicas para quebrar o ímpeto adversário.
Dados do jogo até o momento mostram o Atlético com sete finalizações contra quatro do Peixe, e uma expectativa de gols (xG) de 1,2 para os mineiros, contra 0,8 santistas, refletindo a eficiência ofensiva do Galo. A Arena MRV, com seu gramado impecável, favorecia o estilo de toque de bola rápido, e a torcida contribuía com cânticos que elevavam o volume sonoro a 90 decibéis em média.
- Posse de bola: Atlético-MG 59%, Santos 41%.
- Finalizações: 7 a 4 a favor dos donos da casa.
- Faltas cometidas: Santos 8, Atlético-MG 5.
- Cartões: Um amarelo para Zé Ivaldo antes da expulsão.
Jogadores em destaque no confronto
Igor Gomes emergia como o nome do jogo, não só pelo gol, mas pela mobilidade que desestabilizou a defesa santista. Aos 13 minutos do segundo tempo, ele tocou para Hulk na entrada da área, iniciando uma sequência que quase resultou no segundo gol, com a bola sobrando para Arana após rebote. O meio-campista, com passagens pelo São Paulo, adaptava-se bem ao esquema de Sampaoli, contribuindo com desarmes e progressões.
Gustavo Scarpa, por sua vez, ditava o compasso com assistências precisas; seu lançamento para o gol foi o quarto passe decisivo na partida, explorando a profundidade. Hulk, com sua força física, vencia 70% dos duelos aéreos, forçando erros como o de Lyanco que quase custou caro aos quatro minutos. No Santos, Neymar tentava brilhar, mas interceptações como a de Alexsander limitavam sua influência, com apenas um chute no primeiro tempo.
Everson, no gol atleticano, mantinha a clean sheet com defesas seguras, enquanto Brazão, apesar do incidente, demonstrava garra. Guilherme, recém-entrado, adicionava ameaça, mas o time sofria com a desvantagem numérica.
O equilíbrio entre veteranos como Hulk e jovens como Cuello enriquecia o espetáculo, com o Galo somando 12 passes para o gol, contra oito do adversário em chances claras.
Pressão santista e reações em campo
Com o placar em 1 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo, o Santos buscava uma reação imediata, trocando passes no meio-campo para ganhar tempo e explorar contra-ataques. Aos 12 minutos, Arana cruzou da esquerda, mas Cuello cabeceou para trás, saindo em lateral, o que frustrou os paulistas. Vojvoda pedia mais amplitude, mas a compactação defensiva atleticana neutralizava as jogadas.
Neymar, recuperado da torção inicial, recebia bolas longas, mas a marcação dupla de Natanael e Vera o isolava. O Peixe acumulava 45% de posse no complemento, mas sem profundidade, resultando em poucas chegadas perigosas. O Atlético, por outro lado, administrava com toques curtos, forçando o adversário a avançar e expor falhas.
A torcida mineira, em uníssono, cantava o hino do clube, elevando a pressão sobre os visitantes, que respondiam com faltas táticas. O jogo prosseguia aberto, com o Galo mirando a ampliação e o Santos sonhando com o empate.
