sábado, 7 março, 2026
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FPF inova com desafio de vídeo nas semifinais da Copa Paulista e permite revisão de gols e pênaltis por treinadores

Desafio de video Var

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2025, a introdução do desafio de vídeo nas semifinais da Copa Paulista, marcando a estreia de uma tecnologia inédita no futebol brasileiro profissional. O recurso, conhecido como Football Video Support (FVS), permite que treinadores solicitem revisões em situações críticas como gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos ou aplicações de cartões a jogadores errados, com dois pedidos disponíveis por equipe ao longo de cada partida. Essa inovação ocorre em São Paulo, durante o Conselho Técnico realizado na sede da entidade, envolvendo os clubes XV de Piracicaba, Comercial, Primavera e Grêmio Prudente, e surge como resposta à necessidade de maior precisão em decisões arbitrais sem a complexidade do VAR tradicional.

O objetivo principal reside na democratização da tecnologia, facilitando o acesso a revisões em competições de porte médio, conforme testes prévios da Fifa em torneios de base, como a Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2024. Assim, o sistema promete reduzir controvérsias em jogos decisivos, promovendo um fluxo mais ágil e confiável nas partidas que começam nesta sexta-feira, 19 de setembro.

O anúncio reflete o compromisso da FPF em alinhar o futebol local às práticas globais, especialmente após experimentos internacionais que destacaram a eficácia do FVS em contextos com recursos limitados. Durante o Mundial Sub-20, treinadores franceses questionaram um gol brasileiro, mas a revisão manteve a decisão inicial, demonstrando o potencial para esclarecer lances sem interromper excessivamente o ritmo do jogo. Aqui no Brasil, a implementação ocorre em um campeonato que já registrou média de 2,3 cartões por partida nas quartas de final deste ano, indicando espaço para intervenções pontuais que evitem injustiças evidentes.

  • Dois pedidos iniciais por treinador, sinalizados por gesto de girar o dedo no ar e entrega de cartão ao quarto árbitro.
  • Revisão realizada pelo árbitro principal em cabine à beira do campo, auxiliado por operador de replays.
  • Sucesso no desafio preserva o pedido; falha o consome, incentivando uso estratégico.
  • Gols e disputas por pênaltis recebem verificação automática pelo quarto árbitro, independentemente de solicitação.

Essa estrutura simples diferencia o FVS do VAR, que exige equipe dedicada de vídeoárbitros e múltiplas câmeras, tornando-o viável para estádios menores como os das semifinais.

Os clubes envolvidos receberam orientações detalhadas sobre o protocolo, preparando-se para um mata-mata onde a precisão pode definir acessos a torneios nacionais em 2026. O XV de Piracicaba, líder de sua chave, enfrenta o Comercial em Ribeirão Preto, enquanto Primavera e Grêmio Prudente duelam em Presidente Prudente, com retornos em Piracicaba e Campinas.

VAR
VAR – Foto: Buda Bogdan / Shutterstock.com

Diferenças marcantes entre FVS e o sistema VAR atual

O Football Video Support surge como alternativa enxuta ao Video Assistant Referee, adotado em ligas maiores desde 2018, ao eliminar a necessidade de monitoramento constante por uma equipe remota. No FVS, a iniciativa parte exclusivamente dos treinadores, limitando intervenções a momentos específicos e evitando pausas desnecessárias que, em competições como o Brasileirão, chegam a médias de 3,5 minutos por revisão. Essa abordagem, testada pela Fifa em eventos como o Blue Stars Youth Cup de 2024, utiliza de uma a quatro câmeras, adaptando-se a transmissões modestas da Copa Paulista, cujos jogos atraem plateias locais de até 5 mil torcedores.

Árbitros paulistas, treinados para o novo protocolo, enfatizam a autonomia mantida: após assistir aos replays, o juiz de campo confirma ou altera a decisão original, sem interferência externa além do suporte visual. Diferentemente do VAR, que traça linhas para impedimentos e cobre uma gama ampla de incidentes, o FVS foca em quatro cenários claros, reduzindo ambiguidades e custos operacionais em cerca de 60%, segundo estimativas de federações que o experimentaram em futsal durante a Copa do Mundo de 2021.

A transição para essa ferramenta reflete adaptações globais, onde a Fifa busca equilibrar tecnologia e tradição em torneios variados. Em 2024, durante o Mundial de Futsal, um desafio português resultou na expulsão de um argentino na final, ilustrando como o sistema corrige erros sem sobrecarregar a arbitragem. No contexto brasileiro, onde o VAR enfrentou críticas por demoras em 2025, o FVS oferece um modelo mais acessível, potencialmente influenciando futuras regras da CBF.

Treinadores dos semifinalistas, como os do Comercial, que avançou com vitória fora de casa sobre o São José, veem no recurso uma oportunidade para contestar lances sob pressão, especialmente em duelos equilibrados. A FPF distribuiu cartões de solicitação personalizados, garantindo que o gesto de sinalização seja visível para torcedores e emissoras.

Preparação dos times para o novo protocolo de revisão

Os elencos das semifinais ajustam táticas considerando o impacto do desafio de vídeo, com sessões de análise de lances simulados para familiarizar jogadores com possíveis interrupções curtas. O Grêmio Prudente, que garantiu vaga ao superar a Francana, incorporou exercícios sobre posicionamento em pênaltis, prevendo que revisões possam alterar fluxos de jogo em instantes decisivos. Essa preparação ocorre em meio a uma campanha onde o time registrou apenas uma expulsão em 12 partidas, mas sofreu com dois pênaltis controversos nas fases anteriores.

A FPF, em parceria com a Fifa, forneceu manuais e treinamentos virtuais aos clubes, destacando a importância de comunicação clara entre banco de reservas e quarto árbitro. Jogadores como os do Primavera, segundo colocado, participaram de workshops na sede da federação, onde cenários de cartões vermelhos foram recriados com replays, ajudando a mitigar reações impulsivas que custam pontos em mata-matas.

  • Treinamentos focados em quatro lances revisáveis: gols (com ângulos múltiplos), pênaltis (ênfase em contato), vermelhos diretos (revisão de intenção) e cartões errados (identificação rápida).
  • Clubes recebem acesso a simulações da cabine, com duração média de 45 segundos por revisão.
  • Estratégia de uso: priorizar desafios em minutos finais, onde erros custam mais caro.
  • Integração com regras existentes: critérios de desempate por pênaltis permanecem inalterados.

Essas medidas visam não só a adesão técnica, mas também a aceitação cultural, em um esporte onde tradições resistem a inovações. O XV de Piracicaba, com melhor campanha, aproveita a vantagem de mando na volta para testar o sistema em ambiente familiar, potencializando sua defesa sólida que sofreu apenas sete gols na competição.

Datas e confrontos definem tensão nas semifinais

As semifinais da Copa Paulista iniciam nesta sexta-feira, 19 de setembro, com o duelo entre XV de Piracicaba e Comercial em Ribeirão Preto, às 20h, sob os holofotes da nova tecnologia. A partida de ida promete equilíbrio, dado o histórico recente: o Comercial venceu fora nas quartas, mas o XV ostenta invencibilidade em casa há oito jogos. No sábado, 20 de setembro, às 17h, Primavera recebe o Grêmio Prudente em Presidente Prudente, em um clássico regional que atraiu 4.200 pagantes na fase anterior.

Os jogos de volta ocorrem nos dias 27 e 28 de setembro, com XV mandando em Piracicaba às 18h do sábado e Primavera em Campinas às 15h do domingo. A melhor campanha garante aos líderes o direito de decidir em seus domínios, mas sem outras vantagens: empates agregados levam direto aos pênaltis, onde o FVS pode intervir em disputas controversas.

  • Ida: XV x Comercial, 19/09, 20h, Ribeirão Preto – Transmissão pela TV Cultura e streaming da FPF.
  • Volta: Comercial x XV, 27/09, 18h, Piracicaba – Expectativa de 8 mil torcedores no Barão de Serra Negra.
  • Ida: Grêmio Prudente x Primavera, 20/09, 17h, Presidente Prudente – Estádio Prudentão com capacidade para 15 mil.
  • Volta: Primavera x Grêmio Prudente, 28/09, 15h, Campinas – Taquileiro lotado no estádio do Guarani.

Esses confrontos destacam a competitividade da edição 2025, com times mistos de profissionais e jovens, buscando as vagas nacionais que elevam status e receitas.

Inovações da FPF pavimentam caminho para o futuro

A Federação Paulista consolida sua posição como pioneira ao implementar o FVS, seguindo avanços como o impedimento semiautomático no Paulistão de 2025, que reduziu erros em offside para menos de 5% dos lances analisados. Esse sistema, testado em 12 rodadas, acelerou decisões em 20 segundos em média, beneficiando o ritmo de jogos com mais de 50 mil espectadores por rodada.

No Paulistão Feminino, a câmera no uniforme do árbitro capturou perspectivas inéditas, como o golaço do Corinthians na estreia, que alcançou 2 milhões de visualizações em redes sociais. Essas ferramentas, apoiadas pela CBF, posicionam São Paulo como hub de experimentos, com o presidente Reinaldo Carneiro Bastos destacando a sintonia com práticas mundiais para elevar a qualidade geral.

O multibolas, introduzido para reposições rápidas, diminuiu interrupções por 15% nos estaduais, permitindo mais ações ofensivas em um calendário apertado. Agora, o desafio de vídeo estende essa lógica às semis da Copa Paulista, onde orçamentos menores demandam soluções eficientes.

Clubes como o Primavera, com elenco jovem, veem no FVS uma chance de competir em igualdade, especialmente em pênaltis que definiram 30% das classificações em edições passadas. A federação planeja avaliações pós-semifinais para refinar o protocolo, potencialmente expandindo para outras divisões em 2026.

Estratégias de treinadores sob o novo escrutínio

Treinadores ajustam bancos de reservas para monitorar lances em tempo real, prevendo que os dois desafios por jogo demandem análise rápida de auxiliares. No Comercial, o técnico enfatiza priorizar revisões em gols, onde 40% das polêmicas da fase de grupos ocorreram, enquanto o Grêmio Prudente foca em vermelhos, após uma expulsão injusta nas oitavas.

Essa dinâmica altera o perfil psicológico das partidas, com pausas breves forçando adaptações táticas imediatas. Em testes da Fifa no U-20 Feminino de 2024, equipes com desafios bem-sucedidos viram aumento de 12% em posse de bola pós-revisão, graças à confiança renovada.

  • Monitoramento via tablets no banco para pré-avaliação de lances.
  • Comunicação codificada para sinalizações discretas ao quarto árbitro.
  • Treinos de cenários: simular falhas em cartões para treinar contestações.
  • Impacto em pênaltis: revisão pode validar ou anular, alterando 25% dos desempates históricos.

O XV de Piracicaba, com elenco experiente, integra o FVS em drills diários, preparando-se para o jogo em Ribeirão Preto onde um pênalti duvidoso custou pontos em 2024.

Expectativas de torcedores e impacto em transmissões

Torcedores acompanham com curiosidade o debute do FVS, especialmente em duelos como Primavera x Grêmio Prudente, que mobilizam comunidades regionais. Redes sociais registram debates sobre sua simplicidade versus o VAR, com enquetes indicando 68% de aprovação entre fãs paulistas para expansão a estaduais maiores.

Emissoras como a TV Cultura preparam overlays gráficos para replays, melhorando a experiência em streaming com mais de 100 mil acessos por semifinal em anos recentes. Essa visibilidade eleva o apelo da Copa Paulista, que distribui prêmios de R$ 500 mil ao campeão além das vagas nacionais.

A inovação ressoa em fóruns online, onde discussões sobre justiça arbitral crescem 25% após anúncios da FPF, engajando uma base jovem que valoriza transparência em esportes digitais.

FALANDO NISSO
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