A seleção brasileira sub-20 estreia neste domingo, 28 de setembro de 2025, na Copa do Mundo da categoria, disputada no Chile até 19 de outubro. O time comandado por Ramon Menezes enfrenta o México às 20h (de Brasília), no Estádio El Teniente, em Rancagua, pelo Grupo C. A ausência de nomes como Endrick, Estêvão e Vitor Reis reflete a promoção precoce de talentos para elencos profissionais, priorizando competições adultas.
O torneio reúne 24 seleções em seis grupos, com os dois melhores e os quatro melhores terceiros avançando às oitavas de final. O Brasil busca o sexto título, após conquistas em 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011. Especialistas apontam que a competição perde relevância com a escalada rápida de jovens para seleções principais e clubes europeus.
A Confederação Brasileira de Futebol anunciou a convocatória em 18 de setembro, com 21 jogadores. Dos 23 campeões do Sul-Americano sub-20 de fevereiro de 2025, apenas sete foram liberados pelos clubes. Essa limitação ocorre porque o Mundial não é data Fifa, o que dificulta a liberação de atletas.
- Capitão Pedrinho, do Zenit, lidera o meio-campo com experiência europeia.
- Atacante Deivid Washington, do Chelsea, é uma das apostas ofensivas.
- Zagueiro Kayke, do Internacional, reforça a defesa com solidez.
- Meia João Victor, do Benfica, traz visão de jogo ao setor criativo.
Ausências elevam desafios no grupo da morte
O Grupo C inclui adversários fortes como Espanha, México e Marrocos. A Espanha, sem Lamine Yamal, ainda conta com talentos como o meia Brayan Zaragoza. O México chega após amistosos contra o Brasil em setembro de 2024, perdidos por 2 a 1 e 3 a 2. Marrocos evolui em categorias de base, com jogadores formados em academias europeias.
Ramon Menezes treinou o time em São Paulo antes da viagem ao Chile. Os jogadores se apresentaram em 22 de setembro e realizaram sessões táticas focadas em transições rápidas. A CBF planeja amistosos contra França e Portugal em novembro, mas o foco imediato é a fase de grupos.
A estreia contra o México testa a coesão do elenco. Vitor Roque marcou dois gols nos duelos preparatórios de 2024, mas agora joga pelo Palmeiras. O técnico enfatiza a adaptação ao fuso horário chileno e à altitude de alguns estádios.
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Sedes renovadas impulsionam o torneio no Chile
Chile sedia o evento pela segunda vez, após 1987, com investimentos em infraestrutura. O governo destinou recursos para modernizar quatro cidades centrais: Santiago, Rancagua, Valparaíso e Talca. O Estádio Nacional, em Santiago, abriga a abertura com capacidade para 48 mil torcedores.
Os recintos de treinamento receberam melhorias em gramados e vestiários. Autoridades regionais coordenaram obras concluídas em setembro de 2025. A FIFA aprovou 54 árbitros de 22 países para o torneio, garantindo imparcialidade.
O Estádio El Teniente, palco da estreia brasileira, passou por reformas em iluminação e acessibilidade. Capacidade de 14 mil lugares, o local sediou jogos da Copa América de 2015. A organização espera legado esportivo para o futebol local.
A transmissão ocorre em canais como SporTV e Globo, com streaming na plataforma FIFA+. Ingressos esgotaram para partidas iniciais, refletindo o interesse sul-americano.
Destaques individuais no elenco brasileiro
Pedrinho assume a braçadeira de capitão aos 19 anos. O meia do Zenit disputou 15 jogos na liga russa em 2025, com dois gols. Sua visão de jogo é essencial para conectar defesa e ataque. Ele integrou o time desde os 16 anos na base do Corinthians.
Deivid Washington, 18 anos, transferiu-se para o Chelsea em julho de 2025 por 15 milhões de euros. Marcou três gols em amistosos sub-20 este ano. Sua velocidade nas pontas desafia defesas adversárias. O atacante treinou com o elenco principal dos Blues na pré-temporada.
João Victor, 19 anos, joga no Benfica desde janeiro. O meia contribuiu com assistências no Sul-Americano de 2025. Sua habilidade em bolas paradas fortalece o setor ofensivo. Ele se adaptou ao futebol português com minutos regulares na equipe B.
Outros nomes incluem o goleiro Mycael, do Athletico-PR, com 12 jogos limpos na temporada. O zagueiro Isaque, do Cruzeiro, destaca-se pela marcação física. Esses atletas formam o núcleo de uma equipe equilibrada.
Preparação e histórico recente da seleção
O Brasil venceu o Sul-Americano sub-20 em fevereiro de 2025, com 3 a 1 na final contra a Argentina. O torneio qualificatório ocorreu na Venezuela, com o time invicto na fase final. Ramon Menezes usou rotação para poupar jogadores, mas manteve o padrão tático.
Em 2023, o Brasil caiu nas quartas de final da Copa Sub-20, perdendo por 3 a 2 para Israel após eliminar a Tunísia. A campanha incluiu vitórias sobre Senegal e Itália. O técnico ajustou o esquema para 4-3-3, priorizando posse de bola.
Amistosos em 2024 contra o México serviram de teste. O primeiro jogo, no Estádio São Januário, terminou 2 a 1 para o Brasil, com gols de João Pedro. No segundo, 3 a 2, com destaque para Vitor Roque. Esses duelos revelaram fragilidades defensivas corrigidas agora.
A CBF investe em categorias de base com centros de treinamento em Granja Comary. O programa inclui monitoramento de 500 atletas anualmente. O objetivo é formar gerações consistentes para a seleção principal.
Jogadores para observar no Mundial
A competição destaca promessas globais apesar das ausências. Na Argentina, Ian Subiabre, do River Plate, pode brilhar no Grupo D. O ponta de 18 anos atraiu olhares do Barcelona com dribles precisos. Ele marcou quatro gols no Sul-Americano de 2025.
Na França, do Grupo E, o meia Warren Zaïre-Emery, do PSG, lidera com maturidade. Aos 19 anos, acumula 50 jogos profissionais. Sua passagem pelo Mundial sublinha o equilíbrio entre clube e seleção. O time francês busca o título inédito.
No Japão, do Grupo A, o atacante Hyuga Yanagihara, do Kashima Antlers, é veloz e finalizador. Ele contribuiu com cinco gols na classificação asiática. O Egito, no mesmo grupo, aposta em Ahmed Nabil, zagueiro do Al Ahly, pela solidez aérea.
Esses atletas exemplificam a diversidade do torneio, com influências de ligas europeias e locais.
