O rapper Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria, recebeu alta hospitalar neste domingo (5) do Hospital DF Star, em Brasília. O cantor de 34 anos estava internado desde quinta-feira (2) com sintomas de intoxicação por metanol, após consumir bebida alcoólica possivelmente adulterada. A assessoria do hospital informou que ele apresentou excelente evolução clínica e não necessita mais de internação, mas deve seguir cuidados ambulatoriais e reavaliações médicas.
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A suspeita surgiu após Hungria relatar cefaleia, náuseas, vômitos e turvação visual, compatíveis com exposição à substância tóxica encontrada em destilados falsificados. O tratamento incluiu hemodiálise para eliminar toxinas, procedimento suspenso no sábado (4) devido à melhora. Autoridades investigam a origem da contaminação, com foco em lotes de vodca consumidos pelo artista.
Procedimentos médicos aplicados
A equipe médica administrou etanol como antídoto, misturado a suco para administração oral, totalizando 180 ml em doses controladas. Hungria foi transferido para a UTI logo após a admissão, onde realizou sessões de hemodiálise para filtrar o metanol do sangue. Exames oftalmológicos confirmaram ausência de sequelas visuais.
O monitoramento incluiu acidose metabólica, resolvida com o protocolo terapêutico. A agilidade no atendimento evitou complicações graves, como cegueira permanente observada em outros casos.
Evolução do quadro de saúde
Boletins diários registraram estabilidade inicial na sexta-feira (3), com o paciente consciente e sem sintomas agudos. No sábado, a suspensão da hemodiálise marcou avanço significativo, permitindo caminhadas e fisioterapia na UTI.
- Exames de sangue indicaram redução de toxinas.
- Avaliações neurológicas saíram normais.
- Respiração espontânea sem aparelhos de suporte.
A família relatou que Hungria se manifestou nas redes sociais, alertando sobre riscos de bebidas adulteradas.
Investigação sobre a origem da intoxicação
Laudos da Polícia Civil do Distrito Federal analisaram amostras de vodca comprada em Vicente Pires e não detectaram metanol nos lotes locais. A suspeita recai sobre consumo em São Paulo, onde o rapper se apresentou em show no dia 28 de setembro em São Bernardo do Campo. A casa de shows foi interditada pela vigilância sanitária por venda de destilados contaminados.
O Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, coordena apurações nacionais. Casos semelhantes elevaram o total de suspeitas para 127 em 12 estados, com São Paulo concentrando a maioria.
Contexto dos casos de metanol no país
O metanol, usado ilegalmente para baratear álcool, causa danos ao sistema nervoso e renal quando ingerido. Sintomas iniciais incluem dor de cabeça e náuseas, progredindo para acidose e falência orgânica em horas. Tratamentos precoces, como hemodiálise, melhoram prognósticos.
- Protocolos incluem etanol para bloquear metabolização tóxica.
- Vigilância sanitária intensificou fiscalizações em distribuidoras.
- Consumidores devem verificar selos de autenticidade em garrafas.
Autoridades recomendam evitar destilados de fontes não confiáveis e relatar suspeitas a órgãos de saúde.
Cuidados pós-alta para o rapper
Hungria deve retornar para consultas regulares no Hospital DF Star, monitorando funções renais e visuais. A orientação inclui hidratação abundante e abstinência de álcool durante recuperação. Shows suspensos no fim de semana serão reagendados após liberação total.
O artista, originário de Ceilândia, ganhou visibilidade com músicas de rap periférico e mantém agenda nacional.
