Arthur Rinderknech garantiu vaga na final do Masters 1000 de Xangai ao vencer Daniil Medvedev por virada, com parciais de 4/6, 6/2 e 6/4, em partida de 2h29 disputada no sábado, 11 de outubro de 2025. O francês de 30 anos, atual 54º do ranking ATP, enfrentará seu primo Valentin Vacherot, que mais cedo superou Novak Djokovic em sets diretos. O confronto em família ocorre no domingo, no Qizhong Forest Sports City Arena, em Xangai, na China, e marca a primeira decisão de Masters 1000 para ambos.
A campanha de Rinderknech inclui zeiros sobre Alexander Zverev, Jiri Lehecka e Felix Auger-Aliassime, consolidando sua melhor sequência contra top 20.
Vacherot, monegasco de 26 anos e 204º no ranking, entrou como alternate nas qualificatórias e agora é o finalista de Masters 1000 de menor ranking da história.
O francês registra oito vitórias contra top 20 desde junho de 2025, igualando o total de sua carreira anterior.
Estratégia agressiva define virada
Rinderknech adotou postura ofensiva após perder o primeiro set, salvando nove break points nos dois sets seguintes.
Ele converteu 47 winners contra 32 de Medvedev e acertou 12 aces, apesar de 40 erros não forçados.
A umidade alta em Xangai afetou o ritmo, mas o francês variou jogadas na rede, vencendo 31 de 47 pontos com voleios.
Medvedev, campeão de 2019, desperdiçou três break points no set decisivo e cometeu double fault no match point.
Trajetória surpreendente de Vacherot
Valentin Vacherot avançou com vitória de 6/3 e 6/4 sobre Djokovic, em 1h42 de jogo.
O monegasco, ex-jogador universitário na Texas A&M, salvou break points iniciais e acertou 23 winners.
Djokovic tratou lesão nas costas duas vezes no primeiro set, limitando sua movimentação.
Vacherot subirá 146 posições no ranking, alcançando o 58º lugar, e garantiu top 100 pela primeira vez.
- Ele venceu oito jogos seguidos em Xangai, incluindo Holger Rune nas quartas.
- Como qualifier, é o segundo de menor ranking em semi de Masters 1000.
- Enfrentou lesões em 2024, mas voltou forte na gira asiática de 2025.
Histórico francês em Masters 1000
Rinderknech é o nono francês em final de Masters 1000, após Guy Forget, Jo-Wilfried Tsonga e outros.
Apenas quatro compatriotas venceram: Forget (duas vezes), Tsonga (duas) e Cedric Pioline (uma).
O último título francês ocorreu com Tsonga no Canadá, em 2014.
Vacherot, primeiro monegasco em semi de Masters, adiciona camada única ao torneio.
O duelo entre primos ocorreu uma vez em ITF francês de 2018, com vitória de Rinderknech.
Números que explicam a zebra de Rinderknech
Medvedev venceu 74% dos pontos no primeiro saque no set inicial, mas caiu para 62% nos demais.
Rinderknech liderou em pontos na rede e quebrou o saque russo duas vezes no terceiro set.
O russo soma três finais perdidas em 2025 e busca fim de seca desde Roma 2023.
Ele subirá para 14º no ranking, mas arrisca ficar fora do ATP Finals pela primeira vez desde 2019.
Vacherot acertou 78% dos primeiros serviços contra Djokovic, convertendo a única quebra.
Encontro raro entre parentes no circuito
Os primos se apoiam mutuamente em Xangai, com Vacherot assistindo à semi de Rinderknech das tribunas.
Rinderknech declarou que a final em família surgiu de batalhas intensas nas quartas.
Ambos quebram barreiras: Rinderknech busca top 30 inédito, podendo chegar a 22º com título.
Vacherot, de carreira em Challengers, mira primeiro troféu ATP e top 50.
A final inicia às 14h locais, com premiação de US$ 1,18 milhão ao vencedor.
