sábado, 7 março, 2026
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Príncipe Andrew renuncia a títulos reais após polêmicas e acordo judicial nos EUA

A decisão do príncipe Andrew de renunciar aos seus títulos reais, incluindo o de Duque de York, foi confirmada após discussões com o rei Charles III, em um desdobramento de polêmicas que marcaram sua trajetória. A medida, anunciada em outubro de 2025, ocorre dias antes da publicação das memórias póstumas de Virginia Giuffre, que acusou o príncipe de abuso sexual em um caso civil nos Estados Unidos. Andrew, que nega as alegações, resolveu o caso em 2022 com um acordo extrajudicial. A perda dos títulos intensifica as pressões sobre sua situação financeira e residência no Royal Lodge.

O príncipe, terceiro filho da rainha Elizabeth II, já havia devolvido títulos militares e patrocínios reais em 2022, após o caso Giuffre ganhar repercussão. Ele também deixou de usar o título de Sua Alteza Real (SAR) em funções oficiais. A decisão atual reflete a tentativa da monarquia britânica de conter danos à sua imagem.

Acusações envolvem abuso sexual quando Giuffre tinha menos de 18 anos.

Andrew negou as alegações em entrevista à BBC em 2019.

Acordo extrajudicial evitou julgamento, mas não encerrou controvérsias.

A renúncia aos títulos ocorre em meio a debates sobre o financiamento do príncipe e sua permanência no Royal Lodge, uma propriedade alugada do Crown Estate.

Reações à decisão real

A renúncia de Andrew aos títulos foi recebida com apoio por parte da opinião pública britânica, que há anos questiona sua conduta. Parlamentares e ativistas têm pressionado por maior transparência sobre suas fontes de renda.

Grupos de defesa das vítimas de abuso sexual destacaram a importância de responsabilização, embora o acordo extrajudicial tenha evitado um julgamento formal. A monarquia busca agora redistribuir os patrocínios devolvidos por Andrew.

Andrew – Foto: Reprodução/royal.uk

Contexto das acusações

Virginia Giuffre alegou ter sido vítima de tráfico sexual por Jeffrey Epstein, sendo oferecida a homens poderosos, incluindo Andrew, quando menor de idade. O príncipe negou as acusações, afirmando não se lembrar de Giuffre. O caso ganhou notoriedade após a entrevista de Andrew à BBC, em 2019, considerada desastrosa por analistas. O acordo de 2022, com valor não divulgado, foi pago à Giuffre sem admissão de culpa. A publicação das memórias de Giuffre, em 2025, reacendeu o debate público sobre o caso.

Situação financeira do príncipe

Andrew perdeu o financiamento do Sovereign Grant em 2019, quando deixou de ser um membro ativo da realeza. Há especulações sobre o uso de fundos privados da rainha Elizabeth II e, posteriormente, do rei Charles III, embora este tenha cortado o suporte em 2024. O príncipe vendeu sua casa em Sunninghill Park, em 2007, por £15 milhões, gerando lucros significativos. Ele mantém conexões comerciais com países como China e Estados do Golfo, além de um projeto com uma startup holandesa, recentemente interrompido. Residente no Royal Lodge, Andrew enfrenta pedidos para deixar a propriedade, mas seu contrato de arrendamento, válido até 2078, dificulta a mudança. A segurança privada, custeada pelo próprio príncipe, representa outro desafio financeiro.

Impacto na monarquia

A renúncia de Andrew aos títulos é vista como um esforço do rei Charles III para proteger a imagem da monarquia. A Ordem da Jarreteira, da qual Andrew abriu mão, é uma das honrarias mais prestigiosas do Reino Unido.

Residência e futuro

O Royal Lodge, onde Andrew vive, é uma propriedade histórica alugada do Crown Estate. Apesar das pressões para sua saída, o contrato de longo prazo garante sua permanência.

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