Autoridades suíças abriram processo contra Joey Mawson, piloto australiano de 29 anos, acusado de estuprar uma enfermeira na mansão de Michael Schumacher, em Gland, Suíça. O incidente ocorreu em 23 de novembro de 2019, durante uma confraternização na propriedade. A vítima, na faixa dos 30 anos, integrava a equipe de cuidados médicos do ex-piloto de Fórmula 1, que se recupera de acidente de esqui sofrido em 2013.
Mick Schumacher – Foto: PHOTOMDP / Shutterstock.com
A denúncia veio à tona em outubro de 2025, quando o Ministério Público do Distrito de La Côte formalizou a acusação. Mawson, amigo próximo de Mick Schumacher, filho do heptacampeão, nega as alegações e afirma que o encontro foi consensual. A audiência inicial, marcada para esta semana, foi adiada pela ausência do acusado.
O caso destaca a privacidade mantida pela família Schumacher desde o acidente que deixou Michael com sequelas graves. A enfermeira relatou o abuso em 2022, após ser demitida da residência.
O incidente envolveu consumo de coquetéis à base de vodca e uma partida de bilhar entre convidados.
A vítima sentiu-se mal e foi levada ao quarto por colegas, onde ficou desacordada.
Mawson retornou ao local e cometeu o abuso duas vezes, segundo a denúncia formal.
Na manhã seguinte, ela enviou mensagens confrontando o suspeito e pedindo afastamento.
Circunstâncias do incidente na mansão
A confraternização reuniu um grupo reduzido na área de lazer da propriedade, com drinks e jogos. A enfermeira, após seu turno de cuidados, participou das atividades e consumiu bebidas em excesso. Colegas a ajudaram a se deitar em um quarto no andar superior.
Mawson, hospedado na residência como convidado de Mick, aproximou-se da vítima durante a noite. Ele alega um histórico de atração mútua, incluindo um beijo em um clube de Genebra meses antes. A promotoria contesta essa versão, citando o estado de inconsciência da mulher.
O documento de acusação, com uma página e meia, descreve os fatos em detalhes cronológicos. Nenhum familiar de Schumacher é investigado, e a família optou pelo silêncio sobre o episódio.
Perfil do acusado e laços com a família Schumacher
Joey Mawson surgiu como promessa do automobilismo australiano nos anos 2010. Ele competiu em categorias de base europeias, como Fórmula 4 alemã e Fórmula 3 Europeia, onde cruzou caminhos com Mick Schumacher.
O piloto de Sydney dividiu pódios com nomes como Lando Norris e George Russell. Sua carreira desacelerou após 2020, com suspensões por doping e poucos resultados expressivos. Atualmente, reside na Austrália e compete esporadicamente.
A amizade com Mick, filho de Michael, permitiu visitas frequentes à mansão em Gland. Essa proximidade é apontada pela vítima como fator de intimidação, que adiou sua denúncia inicial.
Mawson trancou perfis em redes sociais após a identificação pública. Seu defensor argumenta consensualidade, mas o processo avança com base em evidências textuais e depoimentos.
Atrasos no processo judicial suíço
O julgamento iniciou na ausência de Mawson, que não compareceu à corte em Vaud. Promotores emitiram mandado de detenção internacional, válido na Suíça e na Austrália, país com tratado de extradição.
A defesa pediu adiamento para preparar argumentos, citando a distância geográfica. A próxima sessão permanece sem data definida, mas fontes indicam agendamento para novembro de 2025.
A vítima expressou frustração pela demora, através de seu advogado. O caso segue sob sigilo parcial, com foco em provas materiais coletadas em 2022.
Autoridades suíças priorizam a proteção à denunciante, evitando exposição desnecessária. O Ministério Público reforça que o crime configura abuso sexual agravado pelo contexto de vulnerabilidade.
Trajetória da vítima no cuidado de Schumacher
A enfermeira integrou a equipe multidisciplinar de Michael em 2018, atuando em turnos 24 horas. Seu histórico profissional incluía certificações em cuidados intensivos, essenciais para o quadro do paciente.
Ela manteve discrição absoluta sobre o estado de saúde de Schumacher, alinhada à política familiar. A demissão em 2022 ocorreu sem justificativa oficial, coincidindo com visitas de Mawson à propriedade.
Após o desligamento, a profissional buscou apoio psicológico e jurídico. Seu relato inicial, em mensagens, documentou indícios físicos do abuso na manhã seguinte ao incidente.
Impacto no círculo do automobilismo
Declarações e próximos passos
A promotoria suíça descreve o caso como grave, com potencial pena de até 10 anos de prisão se condenado. Mawson permanece na Austrália, cooperando remotamente com advogados.
A família Schumacher reforça barreiras de privacidade, sem comentários públicos. O episódio não afeta o tratamento médico em curso na mansão.
Testemunhas da confraternização foram convocadas para depoimentos futuros. O processo avança com perícias em evidências digitais, como as mensagens trocadas.
