sábado, 7 março, 2026
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Paraná tem 161 etnias e 51 línguas indígenas, revela Censo 2022

O Paraná reúne mais de 161 etnias, povos ou grupos indígenas, com a existência ainda de 51 línguas indígenas no território paranaense. É isso o que revelam dados do Censo Demográfico 2022, os quais apontam ainda que a população indígena em 2022 somava 30.466 pessoas no estado.

Entre as etnias presentes no estado, a mais representativa é a Kaingang, com 12.966 indivíduos. Em seguida vêm os guaranis, com 8.147 – são 3.388 Avá-Guarani, 2.011 Guaranis, 1.121 Guarani Mbya, 753 Guarani Kaiowá, 645 Guarani Nhandeva e 254 Tupi-Guaranis.

As demais etnias reúnem um menor grupo de pessoas. Alguns exemplos são os Xetás (147), Tupinambás (111), Terenas (83) e Pataxós (69).

Já as línguas indígenas com mais falantes são aquelas do tronco Macro-Jê, com 8.904 indíviduos. As línguas mais faladas nesse grupo são o Jê (8.894) e a Kaingang (8.884). Há ainda 5.780 falantes do tupi, com especial destaque ao Tupi-Guarani (5.771) e ao Avá Guarani (3.131).

Curitiba possui uma das primeiras e até hoje únicas aldeias urbanas do Brasil

O Paraná reúne, em sua população, mais de 30 mil pessoas que se reconhecem como indígenas. Presentes em nove de cada 10 municípios paranaenses, esses indivíduos possuem uma representação expressiva na Capital. Segundo dados do Censo, em Curitiba há 2.303 índios, o segundo maior contingente de todo o estado. E cerca de 10% dessa população vive numa das primeiras até hoje únicas aldeias urbanas de toda a região Sul: a Kakané Porã.

Localizada no bairro Campo de Santana, a comunidade reúne três etnias diferentes: Guarani, Xetá e Kaingang. Foi a segunda aldeia indígena urbana da região Sul – a primeira é a Morro dos Cavalos, em Palhoça (SC), que é de 2001. Uma história que teve início em 2004, na antiga aldeia Cambuí, que se tornou a aldeia Kakané Porã em 2009, após a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) adquirir e ceder o local aos indígenas.

Com 40 anos de idade, Carlos Ubiratã é o filho do Cacique Carlos, fundador e primeiro cacique da Kakané Porã. Ele conta que tudo teve início quando seu pai começou a ter dificuldades na comunidade tradicional onde vivia, em Mangueirinha, o que a levou a se mudar para a Grande Curitiba. Após dois anos ele conseguiu trazer a esposa e filhos para a cidade grande. Nesse meio tempo, teve contato com outros índios que viviam na região, o que o levou a iniciar a luta pela criação duma aldeia.

LEIA MAIS: Aldeia Kakané Porã, em Curitiba: adaptação ao urbano e a preservação da cultura indígena

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