Aconteceu nesta quinta-feira (30) o leilão do lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, que contempla 433 quilômetros de estradas nas regiões Oeste e Noroeste do Estado, conectando Maringá, Campo Mourão, Cascavel e Guaíra. O leilão foi arrematado pela empresa Reune Rodovias Holding II S/A, do Grupo Pátria, que já administra o Lote 1. Trata-se do último dos seis lotes do programa em leilão.Ele deve receber R$ 6,7 bilhões em obras e melhorias e R$ 5,2 bilhões em despesas operacionais ao longo de 30 anos de contrato.As seis concessões do programa rodoviário do Paraná têm prazo de 30 anos a partir da assinatura dos contratos. Os investimentos ultrapassam R$ 60 bilhões, sendo considerado o maior programa rodoviário da América Latina. Ao todo, são 3,3 mil quilômetros de estradas – 1,1 mil quilômetros de rodovias estaduais e 2,2 mil de rodovias federais.Os dois primeiros lotes estão em operação desde janeiro de 2024. O Lote 1 é operado pelo Grupo Pátria — o mesmo que arrematou o Lote 5 —, com investimento previsto de R$ 7,9 bilhões. O Lote 2, do Grupo EPR, terá R$ 10,8 bilhões em obras. Já os Lotes 3 e 6 tiveram seus contratos iniciados em abril deste ano, sendo o Lote 3 gerido pelo Grupo Motiva (antiga CCR S.A.) e o Lote 6, também pelo Grupo EPR.Na semana passada, o Consórcio Infraestrutura PR, do Grupo EPR, apresentou desconto de 21,30% sobre a tarifa básica de pedágio e arrematou o lote 4, formado por 627,52 quilômetros de rodovias que cruzam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná.O modelo paranaense virou referência nacional por equilibrar segurança jurídica, atratividade para investidores e tarifas mais baixas ao usuário. Consolida um novo ciclo de desenvolvimento para a infraestrutura e a economia do Estado.
Leilão encerra um ciclo e uma chaga no Paraná, diz governador
A conclusão dos leilões das concessões rodoviárias do Paraná encerram um ciclo e uma chaga no Estado, que tinha o pedágio mais caro do País, sem a contrapartida das obras. Foi o que destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.“A conclusão desse processo traz uma diferença gigantesca de ganho, de escala de segurança para as rodovias e também no bolso dos paranaenses. Para nós, é um motivo de missão cumprida, depois de tanto tempo trabalhando para tirar do papel esses seis lotes”, afirmou o governador.“É um pacote importante não apenas para a logística do Paraná, mas também do Brasil. Porque interliga o Sul ao Sudeste e ao Centro-Oeste e também a outros países do Mercosul”, disse. Ratinho Junior destacou que, ao longo de 24 anos de contrato das antigas concessões, os investimentos não chegaram a R$ 7 bilhões. Esse é o montante aportado por ano pelas novas concessionárias com este novo pacote, que prevê 1,8 mil quilômetros de duplicações, contornos rodoviários e uma série de melhorias em rodovias que atravessam todas as regiões do Paraná.
Concessão: Principais obras
O Lote 5 abrange 432,7 quilômetros de estradas nas regiões Oeste e Noroeste, interligando Maringá, Campo Mourão, Cascavel e Guaíra. O contrato prevê R$ 6,7 bilhões em obras e melhorias e R$ 5,2 bilhões em despesas operacionais ao longo do período da concessão. O ciclo principal de obras está previsto entre o terceiro e o sétimo ano do contrato, quando haverá a execução das grandes intervenções estruturais que vão mudar a realidade de tráfego da região.O projeto prevê a duplicação de 238,5 quilômetros de rodovias federais e estaduais, a implantação de 19,9 quilômetros de marginais, 3,7 quilômetros do contorno de Guaíra, 51 interseções em desnível, 17 retornos e rotatórias, 5 passarelas de pedestres, 6 obras de arte especiais, além de 12 quilômetros de ciclovias e um ponto de parada e descanso.Essas obras se somam à recuperação integral dos pavimentos e à instalação de dispositivos modernos de segurança e monitoramento, como sistemas de detecção automática de incidentes, câmeras de vigilância (CFTV), painéis de mensagem variável e pesagem em movimento.
Entre as principais intervenções estão as duplicações contínuas da BR-163, entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra, e da BR-369, entre Campo Mourão e Cascavel, que somam mais de 220 quilômetros de novas pistas duplas, além de trechos urbanos de Campo Mourão na PR-158. O contorno de Guaíra, previsto para o quarto ano do contrato, vai desviar o tráfego pesado da área urbana, garantindo mais fluidez e segurança.
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