sábado, 7 março, 2026
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Número de brasileiros separados aumenta nas últimas duas décadas, aponta IBGE

A proporção de brasileiros separados aumentou significativamente nas duas últimas décadas. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Nupcialidade e Família, com dados do Censo 2022.
Os novos dados revelam que a porcentagem de pessoas vivendo em união conjugal aumentou ligeiramente nas últimas décadas, passando de 49,5% em 2000 para 51,3% em 2022. Por outro lado, a porcentagem de pessoas que já viveu uma união conjugal, mas não vive mais passou de 11,9% para 18,6%, no mesmo período. O grupo de pessoas que nunca viveu em união conjugal passou de 38,6% para 30,1%.
Em 2022, o Estado do Rio de Janeiro tinha o maior porcentual (21,4%) de pessoas que não viviam, mas já haviam vivido em união conjugal, seguido de Bahia (20,4%) e Sergipe (20,1%). As menores porcentagens de separados estavam em Santa Catarina (16,1%), Pará (16,9%) e Mato Grosso (16,9%).
Entre 2000 e 2022, a porcentagem de brasileiros casados no religioso e no civil recuou quase dez pontos porcentuais, passando de 49,4% para 37,9%. Já a porcentagem de pessoas vivendo em união consensual subiu de 28,6% para 38,9%, tornando-se a forma de união mais frequente no Brasil. A proporção de casamentos somente no civil também cresceu: de 17,5% para 20,5% no mesmo período.
Quantos brasileiros vivem sozinhos? Veja comparação com outros países
A pesquisa também apontou que o número de brasileiros que vivem sozinhos aumentou nas últimas duas décadas, mas está muito abaixo do registrado em diversos outros países do mundo. A maioria da população do país (80,9%) vive com pelo menos um cônjuge ou um parente. Entre 2010 e 2022, o número de domicílios brasileiros em que vivia apenas uma pessoa passou de 12,2% para 19,1%.
A título de comparação, o IBGE compilou alguns dados de países estrangeiros, onde a realidade domiciliar é bem diferente da brasileira. Na Finlândia, por exemplo, a porcentagem de pessoas que vivem sozinhas é de nada menos que 45,34%. No Reino Unido, os solitários representam 30%, enquanto nos Estados Unidos, 27,5%. Os números de outros países só começam a ficar mais parecidos na América Latina. Na Argentina, os lares formados por uma só pessoa representam 16,2%. No México, são somente 12,4%.

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Os novos dados mostram uma mudança significativa no principal responsável pela família, mostrando que as mulheres têm uma participação cada vez maior no sustento dos lares. De 2000 para 2022, o percentual de famílias com responsáveis do sexo masculino recuou de 77,8% para 51,2%. Já o percentual de famílias cujo responsável era mulher cresceu de 22,2% para 48,8%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

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