Os paranaenses nunca fizeram tanto as malas para viajar como agora, enquanto os moradores de outros estados também nunca vieram tanto para o Paraná como recentemente. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Turismo, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro.
De acordo com o levantamento, os moradores do estado fizeram 1,52 milhão de viagens em 2024, sendo a grande maioria dessas viagens (1,47 milhão ou 96,7% do total) para destinos nacionais.
O número aponta para uma alta de 12,9% em relação ao ano anterior, quando 1,35 milhão de viagens foram realizadas. Além disso, é mais que o dobro de viagens registradas em 2021 (772 mil), ano em que o turismo ainda sofria com os efeitos da pandemia de Covid-19.
Entre todas as unidades da federação, os paranaenses são os quartos que mais viajam para destinos nacionais ou internacionais. Em 2024, os brasileiros viajaram 20,58 milhões de vezes, com os paulistas (5,05 milhões), os mineiros (2,44 milhões) e os baianos (1,8 milhões) sendo os principais “viajantes”. O Paraná aparece na sequência, seguido por Rio Grande do Sul (1,43 milhão) e Rio de Janeiro (1,32 milhão).
Paraná é também o destino preferido na Região Sul
Além do recorde de viagens feitas pelos paranaenses, no entanto, o Paraná também recebeu um número inédito de visitantes em 2024. Considerando-se apenas as viagens nacionais, 1,25 milhões de viagens tiveram o estado como destino escolhido. O resultado representa uma alta de 9,1% em relação a 2023, quando o estado recebeu 1,14 milhão de viagens. Já na comparação com 2021, quando 686 mil viagens ao território paranaense foram registradas, nota-se uma alta de 81,9%.
Com o crescimento, o Paraná se consolidou como o destino mais visitado da Região Sul. No cenário nacional o estado também aparece entre os mais procurados, atrás apenas de São Paulo (4,3 milhões de viagens nacionais), Minas Gerais (2 milhões), Bahia (1,9 milhão) e Rio de Janeiro (1,3 milhão).
Além disso, o estado também é destaque no turismo internacional. De janeiro a agosto deste ano, 764.638 turistas internacionais entraram no Estado, um aumento de 22,9% no comparativo com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 621.705 viajantes estrangeiros em municípios paranaenses. O Estado se mantém como quarto maior portão de entradas internacionais no Brasil em 2025, atrás apenas do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Paranaense está viajando mais a lazer
A pesquisa do IBGE traz ainda recortes interessantes que identificam o perfil de consumo e tendências, como a finalidade da viagem, que apresentou um crescimento no número de viagens pessoais, frente às profissionais. O paranaense está viajando mais a lazer, com um total de 85,1% das viagens com finalidade pessoal, frente aos 83,9% registrados em 2023.
Entre os motivos das viagens pessoais dos paranaenses em 2024, destaque para lazer, com 39,1%, e visita ou evento de familiar, com 34%. Na sequência, aparece tratamento de saúde ou consulta médica, com 19,4%, e por fim, a categoria outro, que reúne viagens para compras pessoais, curso, estudo ou congresso, religião ou peregrinação, bem-estar e outros motivos, com 7,5%.
O levantamento também aponta que os turistas paranaenses gastaram em média R$ 270 por dia em viagens. O gasto médio foi de R$ 1.588 por pessoa, e a estadia média foi de quase seis noites.
Viajar de carro e ficar na casa de amigos ou parentes
Quanto ao meio de transporte, a viagem em carro particular ou de empresa foi o modal preferido em mais da metade das viagens dos moradores do estado, totalizando 62,9% das viagens. Na sequência aparecem as viagens por avião (12%) e ônibus de linha (9%). No comparativo com 2023, as 3 modalidades apresentaram um pequeno crescimento, ao passo que a categoria ônibus de excursão, fretado ou turismo reduziu de 7,9% para 6% em 2024.
Além disso, no recorte de local de hospedagem, verifica-se que 41,8% das viagens realizadas pelos paranaenses em 2024 teve como destino a casa de algum amigo ou parente. Na sequência, com 26%, a categoria outro, que inclui albergue, hostel ou camping, outros tipos de hospedagem, e também quando não houve hospedagem. Em terceiro lugar ficou a categoria hotel, resort ou flat, com 19,1%, seguida por imóvel por temporada ou AirBnB (6,3%), pousada (4,3%) e imóvel próprio (2,5%).
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