sexta-feira, 6 março, 2026
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Tinga revela detalhes inéditos da Máfia do Apito e diz que Brasileirão 2005 foi preparado para o Corinthians

O ex-volante Tinga, ídolo do Internacional, concedeu entrevista exclusiva e voltou a falar sobre o escândalo da Máfia do Apito, que completou 20 anos. Ele afirmou que o campeonato brasileiro de 2005 já estava definido para o Corinthians ser campeão, com base em escutas e provas da época. O Colorado busca na justiça o reconhecimento como co-campeão daquele torneio.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (20/11), exatamente no aniversário do empate por 1 a 1 entre Corinthians e Internacional no Pacaembu, pela 40ª rodada. Naquele jogo, Tinga sofreu pênalti não marcado e ainda foi expulso por suposta simulação. O lance segue como um dos mais polêmicos da história do futebol brasileiro.

Lance que mudou o destino

O confronto direto terminou empatado após gol de Tevez para o Corinthians e empate de Rafael Sobis para o Inter.

Aos 28 minutos do segundo tempo, Tinga entrou na área e foi derrubado pelo goleiro Fábio Costa. O árbitro Márcio Rezende de Freitas interpretou como simulação e aplicou o segundo cartão amarelo ao volante colorado.

O documento Máfia do Apito, exibido recentemente, voltou a mostrar as imagens do lance. Especialistas consultados pelo Inter apontam erro claro na não marcação da penalidade.

Posição sobre o pleito jurídico

Tinga acompanha de longe a movimentação do Internacional para ser declarado co-campeão de 2005.

O clube contratou perito independente e prepara dossiê completo com análise dos 11 jogos anulados pela CBF na época.

O ex-jogador entende a luta institucional, mas prefere conquistas dentro de campo.

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Ele destacou que os atletas da época queriam levantar a taça no gramado e receber a premiação correspondente.

  • Ganhar no campo tem outro valor
  • O bicho entraria no bolso na hora
  • Conquistas por trabalho são diferentes

Comparação com erros mais recentes

Tinga considera os equívocos de 2020 ainda mais graves que os de 2005.

Na última rodada daquele ano, o Inter empatou em 0 a 0 com o Corinthians no Beira-Rio e perdeu o título nos minutos finais para o Flamengo.

Lances envolvendo VAR geraram reclamações intensas da equipe gaúcha.

O ex-volante apontou decisões revisadas por múltiplos árbitros de vídeo como inadmissíveis.

Diferença entre erros técnicos e manipulação

O ídolo colorado separa claramente os tipos de falha na arbitragem.

Márcio Rezende de Freitas errou por posicionamento ruim no lance do pênalti não marcado.

Edilson Pereira de Carvalho, árbitro central da Máfia do Apito, aceitou pagamento para manipular resultados.

Tinga classifica a conduta de Edilson como questão de caráter, bem mais grave que erro técnico comum.

Reencontro e brincadeiras que amenizaram

Anos depois, Tinga encontrou Márcio Rezende de Freitas em Belo Horizonte.

Os dois moravam no mesmo bairro e frequentavam o mesmo restaurante.

O ex-volante brincou inicialmente, mas depois agradeceu ao ex-árbitro.

Ele afirmou que o erro de 2005 fortaleceu o grupo colorado, que conquistou a Libertadores em 2006 e o Mundial no mesmo ano.

Em festa de Halloween, Tinga levou a esposa vestida de Márcio Rezende enquanto ele mesmo usou o uniforme do Inter de 2005.

A fantasia virou meme entre torcedores e rende histórias até hoje.

O ex-jogador não assistiu ao documentário completo sobre o escândalo. Ele viveu os fatos na época e prefere manter distância de algumas lembranças.

Movimento atual do Internacional

O clube gaúcho reuniu material técnico para embasar o pedido formal à CBF.

Conselheiros e diretores defendem a divisão do título com base nos pontos que o Inter teria somado sem a manipulação.

A decisão final cabe à entidade máxima do futebol brasileiro.

Enquanto isso, o time atual enfrenta o Ceará precisando da vitória para se afastar da zona de rebaixamento.

Tinga torce pelo resultado positivo exatamente na data que marcou negativamente sua carreira.

FALANDO NISSO
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