sexta-feira, 6 março, 2026
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Carreira de Sydney Sweeney em risco: três passos urgentes para evitar declínio precoce em Hollywood

Uma consultora de relações públicas de Hollywood alertou que a atriz Sydney Sweeney, de 27 anos, precisa adotar ações específicas para evitar um declínio prematuro em sua trajetória profissional. A recomendação surge após a estrela de “Euphoria” protagonizar três filmes que registraram baixas arrecadações nos Estados Unidos em 2025. A polêmica envolvendo uma campanha publicitária de jeans da American Eagle, lançada em julho, agravou o cenário ao gerar críticas por suposto tom eugenista.

Os projetos “Americana”, “Éden” e “Christy” acumularam prejuízos, com arrecadações iniciais abaixo de US$ 2 milhões cada, apesar de orçamentos variando de US$ 9 milhões a US$ 40 milhões. Sweeney, conhecida por papéis em séries como “The White Lotus”, viu sua imagem pública afetada pela repercussão do anúncio, que brincava com a semelhança sonora entre “jeans” e “genes” em inglês.

A especialista Nabeela Aysen, fundadora da Nabeela PR, concedeu entrevista recente a veículos americanos e enfatizou que o momento exige foco em narrativa controlada. Estúdios priorizam projetos de baixo risco, e a sequência de eventos pode limitar oportunidades futuras para a atriz.

  • Arrecadação de “Americana”: US$ 840 mil no fim de semana de estreia.
  • “Éden”, dirigido por Ron Howard: US$ 1 milhão inicial, total de US$ 2,8 milhões.
  • “Christy”, biografia de boxeadora: US$ 1,3 milhão na estreia, com queda para US$ 108 mil na segunda semana.

Detalhes da campanha que gerou críticas

A campanha da American Eagle apresentava Sweeney em anúncios que destacavam traços físicos, como olhos azuis e cabelo loiro, com frases como “Genes são passados de pais para filhos, determinando traços como cor do cabelo e olhos. Meus jeans são azuis”. O trocadilho foi interpretado por parte do público como promoção de superioridade genética, levando a acusações de insensibilidade racial.

Sweeney optou por não se desculpar publicamente pelo comercial, o que ampliou o debate nas redes sociais. A atriz mencionou em entrevista recente que o foco era promover o produto, e que números de vendas da marca subiram 38% durante o período. Críticos apontaram que a recusa em abordar o tema reviveu discussões sobre representatividade em Hollywood.

A controvérsia coincidiu com o lançamento dos filmes, criando uma narrativa de “fadiga de marca” para Sweeney. Analistas observam que anúncios semelhantes no passado, como o de Brooke Shields para Calvin Klein em 1980, também geraram polêmicas, mas Sweeney enfrenta um escrutínio maior em era digital.

A American Eagle removeu os vídeos de suas plataformas oficiais, mas manteve a parceria ativa até novembro. A marca doou parte das vendas para linhas de apoio a vítimas de violência doméstica, causa defendida pela atriz.

Desempenho dos filmes em 2025

“Americana”, thriller policial independente estreado no festival SXSW em 2023, chegou aos cinemas em agosto de 2025 com críticas positivas, mas arrecadou apenas US$ 840 mil no fim de semana inicial. O filme, com orçamento de US$ 9 milhões, competiu com lançamentos maiores e sofreu com distribuição limitada.

“Éden”, dirigido por Ron Howard e com elenco incluindo Ana de Armas e Jude Law, explorava sobrevivência em uma ilha deserta. Lançado em 22 de agosto, o projeto de US$ 35 milhões faturou US$ 1 milhão na estreia nos EUA, totalizando US$ 2,8 milhões globalmente. Críticos elogiaram a tensão, mas o público optou por opções de streaming.

“Christy”, biografia da boxeadora Christy Martin dirigida por David Michôd, estreou em outubro com US$ 1,3 milhão em mais de 2 mil salas. O filme de US$ 15 milhões registrou a maior queda semanal da história para estreias amplas, caindo 92% na segunda semana. Apesar disso, Sweeney recebeu elogios por sua transformação física e emocional no papel.

Esses resultados contrastam com sucessos anteriores de Sweeney, como “Anyone But You” em 2023, que superou US$ 200 milhões mundialmente. Analistas atribuem parte das falhas a estratégias de marketing insuficientes e ao calendário de lançamentos concorridos.

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Reações no meio artístico e público

Atrizes como Ruby Rose criticaram abertamente “Christy”, alegando que Sweeney não convenceu no papel de uma figura inspiradora de superação. Rose, conhecida por “Batwoman”, postou nas redes que o filme merecia uma interpretação mais autêntica. Outras vozes, como a de Halsey, co-estrela em “Americana”, defenderam o trabalho da atriz contra julgamentos precipitados.

Fãs dividiram opiniões: enquanto alguns destacam a versatilidade de Sweeney em gêneros variados, outros questionam escolhas de projetos que priorizam apelo visual sobre profundidade. Discussões em fóruns como Reddit apontam para um “efeito backlash” da polêmica do jeans, com boicotes isolados afetando a presença de Sweeney em eventos.

Produtores de “Christy” enfatizaram o impacto social do filme, que aborda violência doméstica e carreira pioneira de Martin. A campanha promocional incluiu parcerias com ONGs, mas não reverteu a baixa adesão nos cinemas.

Aysen, a consultora, observou que controvérsias políticas recentes, incluindo apoio público a Sweeney por figuras como Donald Trump, complicam a percepção em Hollywood. A atriz mantém agenda ativa, com “The Housemaid” previsto para dezembro.

Três ações sugeridas pela consultora

Nabeela Aysen delineou passos práticos para Sweeney recuperar o controle de sua imagem pública. A primeira envolve evitar desculpas pelo anúncio da American Eagle, pois isso reacenderia debates desnecessários e manteria o foco negativo em buscas online sobre a atriz.

Em segundo lugar, a especialista recomenda engajamento consistente em causas filantrópicas autênticas, como parcerias de longo prazo com marcas sociais. Um tour de mídia dedicado a esses temas ajudaria a construir uma narrativa positiva sem aparentar esforço forçado para “limpar” a reputação.

Por fim, Sweeney deve selecionar colaborações comerciais com critérios rigorosos, priorizando opções neutras e de baixo risco. Essa simplificação permitiria reconstruir confiança com estúdios, que evitam perfis associados a polêmicas.

A consultora destacou que o mercado de Hollywood valoriza narrativas coesas, e Sweeney tem potencial para reverter o quadro com escolhas estratégicas.

O que os números revelam sobre os prejuízos

Os fracassos de bilheteria somam perdas estimadas em mais de US$ 60 milhões para os envolvidos nos três filmes. “Americana” retornou menos de 10% de seu investimento inicial, enquanto “Éden” mal cobriu 8% do orçamento. “Christy”, apesar de buzz por possível indicação ao Oscar para Sweeney, projeta prejuízo total acima de US$ 13 milhões.

Dados de sites especializados como Box Office Mojo indicam que estreias abaixo de US$ 2 milhões em mais de 2 mil salas são raras para atores em ascensão. Sweeney, que liderou “Immaculate” em 2024 com US$ 35 milhões em um orçamento de US$ 9 milhões, viu uma inversão em 2025.

Fatores externos, como a greve de roteiristas em 2023, atrasaram lançamentos e enfraqueceram campanhas. Estúdios relataram queda geral de 15% na bilheteria anual, mas projetos de Sweeney sofreram mais devido à sobreposição com a controvérsia publicitária.

Possíveis caminhos para recuperação

Sweeney filma a terceira temporada de “Euphoria”, com custos por episódio acima de US$ 25 milhões, o que reforça sua relevância em TV. Projetos como “Barbarella” em desenvolvimento indicam interesse contínuo de estúdios em seu talento.

Especialistas preveem que gêneros como thrillers ou horror elevado, onde Sweeney brilhou em “Immaculate”, podem impulsionar retornos. Uma pausa estratégica em parcerias controversas permitiria foco em atuações premiadas, como em “Christy”.

A atriz expressou em entrevistas que prioriza impacto social sobre números comerciais, citando “Christy” como exemplo de arte transformadora. Essa postura pode atrair diretores independentes, diversificando sua filmografia.

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