sábado, 7 março, 2026
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Advogado do Paraná passa endereço errado para assassinos e homem é morto por engano na frente da mulher e da filha

Um advogado foi preso nesta terça-feira (2 de dezembro) no Paraná, suspeito de causar a morte de um motorista de ônibus após passar um endereço errado para os assassinos. O crime ocorreu em setembro de 2024, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

Prendeu-se o advogado José Maurício Barros Junior junto com outras seis pessoas na operação “Coordenada Falsa”, informa o portal UOL. Ele utilizava um sistema do Tribunal de Justiça para rastrear o endereço de desafetos dos seus clientes e, então, repassava essas informações para uma quadrilha.

Numa dessas ocasiões, informou que o alvo dos bandidos moraria na casa 25 de um bairro em Ponta Grossa. Contudo, o verdadeiro alvo era vizinho da vítima e residia no número 12. A confusão ocorreu após uma leitura equivocada de uma conta de consumo, revelaram áudios de conversas do advogado com outro integrante do grupo criminoso. Isso porque o alvo primário dos atiradores morava no número 12, e o lote do endereço é que era 25.

Vítima dormia com a família quando assassinos invadiram sua casa

O crime ocorreu quando Everton dormia com a mulher e a filha bebê na mesma cama. Primeiro, dispararam vários tiros na altura da janela do quarto da família. Felizmente e por sorte, a mulher e a filha escaparam dos disparos. Everton, contudo, correu para o banheiro e lá acabou sendo executado pelos criminosos.

Logo no início da investigação, a hipótese de erro no assassinato já surgiu. Isso porque Everton era motorista de ônibus e, ao que tudo indicava, não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e a guerra entre facções e famílias rivais na disputa por pontos de tráfico na cidade paranaense.

As investigações sobre o caso duraram mais de um ano. Além dos seis suspeitos presos no Paraná e em Santa Catarina, outros dois indivíduos que teriam ligação com a quadrilha acabaram mortos no curso do inquérito. Uma outra advogada, cujo nome não se divulgou, também é suspeita de envolvimento. A exemplo do colega, ela consultaria informações em sistemas judiciais para descobrir o endereço de pessoas que utilizavam tornozeleira eletrônica.
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