Em 2025, o tapete vermelho se consolidou como palco de ousadia e criatividade, com celebridades como Timothée Chalamet e Bianca Censori liderando escolhas que geraram debates nas redes sociais. Eventos como o Grammy Awards, o Met Gala e a estreia de Marty Supreme foram marcados por figurinos que desafiaram convenções, misturando tendências como o method dressing a acessórios extravagantes. A pressão por atenção transformou o red carpet em um espaço onde a moda é tão comentada quanto os eventos. Abaixo, um panorama dos looks mais marcantes do ano.
- Method dressing em alta: Celebridades como Chalamet usaram cores e temas ligados aos seus projetos, como o laranja vibrante para Marty Supreme.
- Polêmicas visuais: Looks quase nus, como o de Bianca Censori, e acessórios inusitados, como o castelo de Jaden Smith, dominaram as manchetes.
- Críticas nas redes: Fãs e críticos analisaram cada detalhe, com reações mistas sobre ousadia versus exagero.
O impacto cultural desses eventos reflete a busca por inovação em um cenário onde a moda é julgada em tempo real.
O fenômeno do method dressing
O method dressing foi a tendência mais forte de 2025, com estrelas alinhando seus looks aos projetos que promovem. Timothée Chalamet, por exemplo, adotou tons de laranja na estreia de Marty Supreme, em Los Angeles, remetendo à estética vibrante do filme. Ele e Kylie Jenner apareceram coordenados, ecoando casais icônicos como Britney Spears e Justin Timberlake.
Essa abordagem não se limitou a Chalamet. Cynthia Erivo e Ariana Grande canalizaram as personagens Glinda e Elphaba de Wicked em eventos como o Oscar, com looks que misturavam drama e sofisticação. A estratégia reforça a narrativa dos filmes e cria momentos memoráveis no tapete vermelho.

Looks que chocaram o público
Algumas escolhas de 2025 ultrapassaram os limites do convencional. Bianca Censori, na cerimônia do Grammy, em Los Angeles, revelou um look quase nu sob um casaco de pele, usando apenas um tecido de malha transparente. A aparição, ao lado de Kanye West, gerou controvérsia e críticas por sua ousadia extrema.
Jaden Smith, também no Grammy, surpreendeu com um acessório inusitado: um castelo preto equilibrado na cabeça, combinado a um terno clássico da Louis Vuitton. O visual dividiu opiniões, com comentários nas redes variando de “gênio criativo” a “exagero sem propósito”.
Julia Fox, por sua vez, levou a teatralidade ao extremo com um vestido de meia-calça transparente, luvas de látex amarelas e uma jaqueta de couro, remetendo a uma estética improvisada e irreverente.
Polêmicas e debates nas redes
As escolhas de 2025 não passaram despercebidas nas redes sociais, onde fãs e críticos analisaram cada detalhe. O look de Lisa, do Blackpink, no Met Gala, gerou controvérsia por um bordado que alguns associaram à ativista Rosa Parks. A artista por trás da peça esclareceu que a imagem era de um vizinho, mas o debate já havia viralizado.
Hailey Bieber, por outro lado, foi criticada por um look considerado “sem graça” no Met Gala, um vestido blazer minimalista que contrastou com o tema Superfine: Black Tailoring Style. Para alguns, a simplicidade foi uma ousadia por si só.
Kim Kardashian também dividiu opiniões com um vestido de couro com recortes, comparado a uma mistura de Crocodile Dundee e estética country. As redes questionaram a adequação ao tema do evento.
Acessórios que roubaram a cena
Acessórios excêntricos marcaram presença em 2025. Teddy Swims, no Brit Awards, usou um terno coberto por bichos de pelúcia, incluindo unicórnios e elefantes, elevando a tendência de elementos lúdicos na moda.
Jacob Collier, no Grammy, optou por um terno multicolorido e brilhante, descrito como uma “árvore de Natal humana”. Já Lyas Medini, no British Fashion Awards, chocou com um bodysuit da Jean Paul Gaultier que simulava um corpo masculino nu, completo com detalhes gráficos.
Impacto cultural da moda no tapete vermelho
O red carpet de 2025 transcendeu a moda, tornando-se um reflexo de narrativas culturais e pessoais. Celebridades usaram o espaço para expressar identidades, promover causas e desafiar normas. Megan Salter, no MTV Music Awards, apareceu como uma xícara de Dunkin’ Donuts, reforçando sua persona performática.
A pressão por visibilidade intensificou a competição por looks memoráveis, com estilistas e marcas como Louis Vuitton e Jean Paul Gaultier desempenhando papéis centrais. O resultado foi um ano de moda que provocou, inspirou e polarizou.
Moda como estratégia de marketing
A moda no tapete vermelho também serviu como ferramenta de marketing. A coordenação de Chalamet e Jenner na estreia de Marty Supreme foi vista como uma jogada para reforçar a imagem do casal e do filme. Marcas como Chanel, que vestiu Lupita Nyong’o no Oscar com um vestido de 22 mil bordados, usaram o red carpet para destacar seu trabalho artesanal.
O impacto financeiro foi significativo. Dados do Hollywood Reporter indicam que as marcas no Oscar de 2025 geraram US$ 101 milhões em engajamento, um aumento de 15% em relação a 2024. A moda, assim, consolidou-se como parte essencial da indústria do entretenimento.
