“Ahhh”, o Natal. As luzinhas acesas, o clima verde e vermelho, papais noeis espalhados, os anjos e estrelas brilhando. Nos últimos anos, Curitiba ficou conhecida como uma cidade natalina, mas muito antes disso uma casinha no meio do Juvevê já fazia a alegria dos amantes da data. Quem está por trás disso é a paisagista Eliane Leichsenring, uma curitibana de 75 anos com alma de Natal.Tudo começou há 30 anos. Eliane, uma apaixonada pelo Natal e de tradição alemã, produziu laços vermelhos e pendurou nas árvores que ficam na frente da sua casa. Uma vizinha gostou da ideia e disse para enfeitarem a rua toda. A ideia se espalhou, a vizinhança entrou no embalo e as luzinhas com os laços vermelhos fizeram um grande sucesso.“Naquela época, o Greca veio inaugurar um mural no asilo aqui do lado, e eu fui correndo lá. Perguntei para ele se ele não teria pelo menos a mão de obra para a gente colocar as luzes de árvore, e ele ajudou mesmo. Foi a primeira e última vez que tive ajuda da prefeitura. Foi uma coisa super simples, mas foi o maior sucesso”, conta Eliane.Desde então, a decoração cresceu e ficou realmente conhecida na cidade. No auge, no fim dos anos 1990, a chamada “rua do Natal” virou quase um ponto turístico. Os ônibus e táxis paravam para que as pessoas pudessem caminhar entre as árvores enfeitadas.Além disso, havia corais, apresentações pontuais e até arrecadação de alimentos, que eram doados ao asilo do bairro. Tudo pensado e executado por Eliane, que também aprendeu a aproveitar os enfeites e até um pouco de elétrica para arrumar as luzinhas.
A rua do Natal chegou ao fim, mas uma casa continuou brilhando
Com o tempo, conta Eliane, o espírito do Natal foi passando e vieram os problemas. O aumento do movimento passou a incomodar parte da vizinhança e o armazenamento das peças se tornou cada vez mais difícil. E, em 2002, a decoração coletiva da rua chegou ao fim.No entanto, a tradição não desapareceu. Hoje, aos 75 anos, a paisagista ainda monta sozinha cada detalhe da decoração, um trabalho que leva cerca de 20 dias. Muitas das luzes usadas são as mesmas de décadas atrás, incandescentes, mantidas com reparos feitos por ela mesma.Ao longo de todos esses anos, Eliane só deixou de fazer a decoração em 2022 e 2023, porque perdeu os seus pais na época. Fora isso, mesmo com o aumento da conta de luz e o cansaço, ela continuou enfeitando a sua casa no Natal e na Páscoa. “Como eu disse, o Natal era uma coisa muito importante, mas agora não tenho mais meus pais. Então para mim começou a ser uma coisa muito triste também. Mas a decoração é o retorno que eu tenho para preencher um pouco desse buraco”, diz emocionada.
Uma casinha de Natal em Curitiba
Mesmo com a alegria e gosto pelo que faz, Eliane diz que esse deve ser seu último ano fazendo a decoração. Mas, claro, não é uma certeza. “Meu marido sempre diz: você fala isso todo ano. E, pois é, mas esse ano eu tô vendo que realmente tá complicado. Mas não sei, vamos ver o que que vai dar.” diz.Para quem quiser conhecer a decoração, a casa fica na rua Manoel Eufrasio, 27. Como é na esquina, ela também está na rua Elbe Pospissil, 126. E vale lembrar que a decoração é externa, ainda na rua, então ela não abre a casa para visitações.
Espetáculo no Parque Tanguá ganha plateia maior em 2025
O espetáculo História da Natividade do Parque Tanguá estreia nesta sexta-feira (19) e será encenado até o dia 23 de dezembro, sempre às 19h30. Para que o público tenha ainda mais conforto, o espelho d´água do local recebeu uma cobertura, transformando-se em uma grande plateia ao ar livre, com capacidade para mais de 3 mil espectadores.Além disso, o espaço verde no bairro Taboão recebe o nostálgico carrossel veneziano e uma decoração com três árvores de Natal e contornos de luz no Belvedere.O espetáculo normalmente fecha a programação do Natal de Curitiba, e costuma levar milhares de visitantes nos dias de apresentação
Ensaios
Nesta semana, começou o ensaio geral para o show. Entre marcações precisas e afinação das cenas, o elenco já trabalhava em perfeita sintonia, guiado pela sensibilidade artística e o olhar atento do diretor Edson Bueno.O ensaio técnico da noite de terça-feira, no palco ao ar livre de um dos mais belos cartões-postais da capital, deu pistas da grandiosidade e emoção que o público terá, a partir de sexta-feira, às 19h30 com a estreia do espetáculo História da Natividade do Parque Tanguá.
Última estreia do Natal
A superprodução do espaço verde do bairro Taboão é o último show ao vivo que estreia na programação oficial do Natal de Curitiba 2025, entre as 40 montagens produzidas pela Fundação Cultural de Curitiba para a festa deste ano.A dedicação do elenco, formado por 120 atores, bailarinos, cantores e artistas circenses, era contagiante e fez muitos visitantes do parque pararem para acompanhar a preparação. No ensaio, todos seguem as orientações do diretor do espetáculo, que une teatro, dança, música, malabarismo e a paisagem imponente do Tanguá.O resultado desse trabalho coletivo promete transformar o parque em cenário que celebra a arte, a luz e a essência do espírito do Natal. Ao final da encenação, o tradicional show de fogos.“O espetáculo do Tanguá é o fechamento mágico de uma grande programação e em grande estilo. Ele acontece como a somatória de todos os espetáculos realizados na cidade, nos parques, praças, regionais e memoriais. É um grande e maravilhoso presente. Um desejo, em forma de música e palavras, de um 2026 amoroso, fraterno e humano para as famílias curitibanas e quem nos visita”, afirma Bueno.
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