Descubra quantos jogos tem a temporada regular da NBA. Entenda a lógica dos 82 jogos, como funciona o Play-in, a nova Copa NBA e o calendário completo.
A Maratona Insana da NBA: 82 Jogos e Minha Coluna Doendo Só de Assistir
Trinta e cinco anos nas costas e a paixão continua a mesma, desde a época em que precisava brigar com a antena da TV pra conseguir um sinal chuviscado das finais dos anos 90. Basquete corre na veia. NBA é vida, rotina e motivo de olheiras profundas. Muita gente pergunta, a temporada não acaba nunca? Parece infinita. A resposta curta é simples: são 82 jogos por equipe na temporada regular. Oitenta e dois. É jogo pra caramba. Haja joelho, tornozelo e paciência pra aguentar tanta viagem de avião. Jogadores atravessam os Estados Unidos mais vezes que caminhoneiro em época de safra. Se estiver procurando uma análise detalhada sobre onde apostar com segurança nesses jogos todos, dá uma olhada com calma na Nine Casino review, mas volta aqui rápido porque o assunto é quadra e suor.

A estrutura da coisa é uma doideira matemática feita pra maximizar lucro e destruir cartilagens. Cada time joga 41 vezes em casa e 41 fora. Simples na teoria, caótico na prática. Enfrentam os rivais de divisão quatro vezes. Depois, jogam contra os outros times da mesma conferência (Leste ou Oeste) três ou quatro vezes. E pra completar, jogam duas vezes contra os times da outra conferência (uma em casa, uma fora). Isso garante que o Lakers vá jogar em Nova York contra o Knicks pelo menos uma vez por ano, e que o Curry vá dar show em Miami. Todo mundo joga contra todo mundo. É democrático, mas exaustivo.
Começa lá em outubro. O cheiro de tênis novo, a esperança do torcedor (até do torcedor do Wizards, coitados) tá lá no alto. Vai rolando, rolando, passa Natal, passa Ano Novo, e a maratona continua até abril. São uns seis meses de pancadaria ininterrupta. Tenta correr na quadra do parque por 20 minutos e vê como o pulmão reclama. Imagina fazer isso 82 vezes contra uns monstros genéticos de dois metros de altura que correm que nem velocistas olímpicos.
Por que diabos 82 jogos?
Dinheiro. Bilheteria. Direitos de TV. Não tem muito segredo. Existe uma discussão eterna pra diminuir pra 72 ou até menos, pra preservar a saúde dos atletas, mas duvido que aconteça tão cedo. Menos jogos significa menos grana entrando. E dono de franquia não gosta de perder dinheiro. Nem jogador quer ganhar menos. Então, seguem os 82. O problema é o tal do “back-to-back”. Jogar hoje à noite em Chicago e amanhã à noite em Milwaukee. O corpo não recupera. A galera chega no hotel às 4 da manhã, dorme mal, come rápido e vai pro ginásio.
Nota aleatória aqui: nunca, jamais compre requeijão de marca duvidosa se a embalagem estiver levemente estufada. Fiz isso semana passada e perdi dois dias de vida no banheiro. Sério, não vale a economia de dois reais.
Voltando ao basquete. Antigamente, nos anos 80 e 90, os caras jogavam os 82 jogos e não reclamavam. Jordan, Malone, Stockton… era orgulho estar em quadra toda noite. Hoje tem o tal “load management”. Gerenciamento de carga. Basicamente, poupar o astro num jogo teoricamente mais fácil ou num back-to-back pra ele não estourar pro playoff. Faz sentido fisiologicamente? Faz. Irrita quem pagou 300 dólares no ingresso pra ver o LeBron e viu o reserva do reserva jogar? Com certeza. É o dilema moderno. A temporada é longa demais pro ritmo frenético do jogo atual. O jogo tá muito rápido, muita correria, muito arremesso de três. O impacto nas articulações é maior.
Outra coisa que irrita: o aplicativo oficial da NBA trava mais que meu joelho em dia de chuva. Esses dias abri pra ver o box score e apareceu a estatística de um jogo de 2014. Do nada. E tem uns anúncios de remédio pra calvície que parecem direcionados pessoalmente pra mim, o que considero uma ofensa, mesmo sendo verdade que o telhado tá ficando ralo.
Copa NBA e a confusão das quadras coloridas
Recentemente inventaram o “In-Season Tournament”, agora Emirates NBA Cup. Isso bagunçou a cabeça de muita gente. “São mais jogos?” Não, calma. Os jogos do torneio contam pros 82 da temporada regular. A liga pega as terças e sextas de novembro, pinta as quadras com umas cores neons que quase queimam a retina da gente (sério, vermelho vivo na quadra inteira não dá), e diz que aquilo é Copa. Só a final desse torneio, que acontece em dezembro em Las Vegas, é que é um jogo extra. O jogo da final não conta pra classificação, não conta estatística pra média da temporada. É o jogo 83 pros dois finalistas. O resto da galera continua nos 82.
Foi uma boa sacada? Foi. Deu uma animada em novembro e dezembro, meses que geralmente a galera tá meio sonolenta assistindo. Mas ver o time jogar numa quadra cinza com garrafão roxo me fez questionar se minha TV tava com defeito nas cores.
A verdade é que 82 jogos separam os homens dos meninos. É teste de resistência mental. O time entra numa sequência de derrotas em janeiro, o vestiário azeda, o técnico balança. Aí ganha cinco seguidas em fevereiro e vira candidato ao título. É uma montanha-russa emocional. Acompanhar time na NBA é sofrer em parcelas semanais. Tem semana que o time parece o Golden State de 2017, na outra parece um time de pelada da praça. Essa oscilação é normal numa temporada tão longa. Ninguém consegue manter o foco máximo por seis meses seguidos. Nem monge budista conseguiria, imagina um bando de garoto milionário de 20 e poucos anos.
Ah, um conselho do nada: se for trocar a resistência do chuveiro, desliga o disjuntor. Parece óbvio, mas levei um choque ontem que me fez lembrar o nome da minha professora da primeira série. Dona Lourdes, um beijo onde quer que esteja.
Play-in, Playoffs e o fim da linha
Quando acaba a maratona dos 82 em abril, a coisa fica séria. Do 1º ao 6º colocado de cada conferência, vaga garantida nos playoffs. Moleza. Agora, do 7º ao 10º, entra o Play-in. É a repescagem. A última chance. Jogos únicos ou vida ou morte pra decidir quem pega as vagas de 7º e 8º nos playoffs reais. O Play-in não conta nos 82 jogos estatísticos. É pós-temporada, mas pré-playoff. Confuso? Um pouco. Emocionante? Demais.
Aí sim, começam os playoffs. Melhores de sete jogos. O basquete muda. A defesa aperta. As faltas ficam mais duras (ou deveriam ficar, dependendo da boa vontade do juiz). É outro esporte. O que aconteceu nos 82 jogos anteriores serve só pra definir mando de quadra. Já vi time ganhar 60 jogos na temporada regular e ser varrido na primeira rodada dos playoffs. Acontece. A temporada regular é um laboratório; os playoffs são a prova final.
O fã da NBA vive num ciclo vicioso. Reclama que a temporada é grande, que tem jogo demais, que os astros descansam. Mas quando chega agosto e setembro, sem jogo nenhum, fica assistindo highlight de treino no Instagram com abstinência. Somos viciados. Gostamos do barulho do tênis na madeira, da bola caindo na rede (aquele “chuá” satisfatório), da polêmica de arbitragem, da troca de jogadores no último minuto da janela de transferências.
Oitenta e dois jogos. Multiplica por 30 times. É basquete todo dia. Tem dia que tem 12, 13 jogos na mesma noite. O League Pass (o serviço de streaming deles) vira uma árvore de natal piscando com tanto jogo acontecendo ao mesmo tempo. É impossível acompanhar tudo, mas tentamos. No fim, só queremos ver história sendo feita. Ver o próximo recorde cair. Ver a nova geração enterrar na cabeça dos veteranos. E, claro, torcer pra nossa aposta bater ou pro nosso time não passar vergonha nacional. Falando nisso, se quiser dar aquele palpite maroto no próximo campeão ou no MVP, confere a Leon Bet review antes de fazer qualquer loucura. Agora vou nessa, preciso alongar a lombar, ficar sentado escrevendo não é pra atleta de fim de semana como eu.
