sexta-feira, 6 março, 2026
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Miami FL x Ole Miss 17 x 13 no intervalo da semifinal do College Playoff em confronto vibrante no Arizona

O Miami Hurricanes encerrou o primeiro tempo da semifinal do College Football Playoff (CFP) com uma vantagem apertada de 17 a 13 sobre o Ole Miss Rebels. A partida, que define um dos finalistas para o campeonato nacional, acontece no State Farm Stadium, em Glendale, Arizona, com emoção e reviravoltas.

Desde o pontapé inicial, o confronto mostrou-se intenso, com momentos de brilho individual e estratégias ofensivas ousadas de ambos os lados. A disputa pela vaga na grande final mantém a tensão elevada, prometendo um segundo tempo ainda mais decisivo para as duas equipes.

Os times buscam sua primeira aparição na final do CFP, adicionando um peso histórico considerável a cada jogada. Os fãs de futebol americano universitário acompanham de perto cada lance, enquanto a expectativa cresce para a definição do adversário de Indiana ou Oregon, que se enfrentam na outra semifinal.

Destaques do primeiro tempo e placar parcial

Miami

O primeiro quarto foi dominado por Miami, que abriu o placar com um field goal, mantendo Ole Miss sem pontuação. Os Hurricanes foram agressivos desde o início, optando por uma quarta descida e duas jardas em sua primeira campanha ofensiva, uma demonstração clara de sua postura no jogo.

A defesa de Miami mostrou-se impenetável na abertura da partida, limitando os Rebels a jardas negativas no chão e apenas oito jardas aéreas, forçando dois punts consecutivos. Já no segundo quarto, Ole Miss reagiu com uma corrida explosiva de 73 jardas do running back Kewan Lacy, virando o placar. Miami, contudo, não demorou a responder, com um passe longo de Carson Beck e um touchdown de CharMar “Marty” Brown, garantindo a liderança ao intervalo.

Lances cruciais e performances individuais

O kicker Lucas Carneiro, de Ole Miss, destacou-se com um impressionante field goal de 58 jardas, demonstrando sua precisão em momentos de alta pressão. Carneiro já havia convertido chutes de 55 e 56 jardas em jogos anteriores do playoff, consolidando sua reputação como um especialista em lances longos.

Pelo lado de Miami, o quarterback Carson Beck apresentou uma mudança notável na estratégia ofensiva, arriscando mais passes em profundidade. Ele lançou uma bomba de 52 jardas para Keelan Marion, colocando os Hurricanes novamente à frente, e completou cinco passes de mais de dez jardas, superando seu histórico anterior de playoffs.

Outros jogadores também brilharam, como Malachi Toney, que quebrou um tackle e garantiu uma primeira descida crucial para Miami. CharMar Brown, por sua vez, converteu uma jogada difícil em touchdown, mostrando resiliência e habilidade de corrida mesmo sob forte marcação. A corrida de 73 jardas de Kewan Lacy foi um espetáculo de bloqueios e velocidade, deixando a defesa adversária para trás.

Desafios e estatísticas da primeira metade

Ole Miss enfrentou dificuldades significativas nas terceiras descidas, não convertendo nenhuma das cinco tentativas no primeiro tempo. Essa incapacidade de estender as campanhas ofensivas limitou o tempo de posse de bola da equipe e permitiu que Miami mantivesse a pressão.

Miami, por outro lado, acumulou quatro penalidades que totalizaram 34 jardas, em contraste com as duas penalidades e quatro jardas de Ole Miss. Essas faltas, em momentos cruciais, permitiram que os Rebels permanecessem no jogo, minimizando a vantagem que os Hurricanes poderiam ter construído.

A posse de bola foi um fator determinante, com Miami controlando o relógio por 22 minutos e 44 segundos, enquanto Ole Miss teve a bola por apenas 7 minutos e 16 segundos. Embora a corrida longa de Lacy tenha distorcido a estatística para Ole Miss, o domínio de Miami no tempo de posse refletiu sua capacidade de controlar o ritmo da partida.

Uma preocupação para Ole Miss é a condição física de Kewan Lacy, que não retornou ao campo após sua corrida de 73 jardas. Sua potencial ausência no segundo tempo pode impactar significativamente a capacidade ofensiva dos Rebels, que dependem de sua explosividade no ataque terrestre.

Confronto histórico e ambiente do Fiesta Bowl

Este jogo marca o primeiro encontro entre Miami e Ole Miss desde 1951, adicionando uma camada de rivalidade histórica à semifinal do CFP. A partida é disputada no State Farm Stadium, em Glendale, Arizona, conhecido por seu campo de grama retrátil, apesar de ser um estádio coberto.

Ambas as equipes têm experiência em campos de grama natural, com Ole Miss registrando 11 vitórias em 12 jogos nesta superfície na temporada, e Miami com 10 vitórias em 12 partidas. Curiosamente, Miami possui um histórico de 0-4 em Fiesta Bowls, tornando este jogo uma chance de quebrar um tabu e avançar na competição.

No pré-jogo, o sorteio da moeda foi vencido por Ole Miss, que optou por receber a bola. Quanto aos uniformes, Ole Miss escolheu a combinação pó-pó-branco, com a qual possui um histórico invicto de 3-0. Miami vestiu branco-branco-branco, combinação que lhe rendeu quatro vitórias em quatro jogos recentes, criando um cenário onde uma das sequências seria quebrada.

Caminho para a final e questões para a etapa decisiva

O segundo tempo trará consigo diversas questões a serem observadas, como a possível volta de Kewan Lacy ao campo. A capacidade de Miami em reduzir suas penalidades será crucial, assim como a habilidade de Ole Miss em finalmente converter suas terceiras descidas, um ponto fraco evidente na primeira metade.

O controle do tempo de posse de bola de Miami também será um fator-chave, pois pode ditar o ritmo do jogo e limitar as oportunidades ofensivas dos Rebels. Ole Miss já demonstrou em outras partidas de playoff sua capacidade de virar jogos após estar em desvantagem no intervalo, recuperando-se contra Florida e Georgia. Miami, por sua vez, tem um histórico forte ao liderar no intervalo, vencendo 10 de 11 jogos nessas condições, com a única derrota ocorrendo na prorrogação contra SMU. O vencedor avançará para enfrentar o ganhador do Peach Bowl, que reúne Indiana e Oregon.

Experiência dos quarterbacks e running backs

Os quarterbacks Carson Beck, de Miami, e Trinidad Chambliss, de Ole Miss, trazem consigo experiências distintas. Beck, ex-Georgia, tem um histórico de 1-1 contra Ole Miss em sua carreira universitária, com média de 246 jardas de passe e uma taxa de conclusão de 50%.

Chambliss, por sua vez, é um nome conhecido no pós-temporada do futebol americano universitário, tendo liderado a Universidade Estadual de Ferris, da Divisão II, a um campeonato nacional no ano anterior. No semifinal da DII em 2024, ele teve uma performance impressionante com passes e corridas.

O running back CharMar Brown, de Miami, também possui experiência em campeonatos, liderando a equipe da Divisão I FCS North Dakota State ao título nacional no ano passado. Ele foi reconhecido com o Prêmio Jerry Rice como o calouro do ano na FCS, destacando o talento e a vivência de grandes jogos entre os atletas em campo.

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