sábado, 7 março, 2026
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Conheça o Bait, a charmosa casa da comida libanesa em Curitiba

Para se experimentar os sabores do Líbano, quem mora em Curitiba não precisa atravessar o Oceano Atlântico e percorrer aproximadamente 11 mil quilômetros. Na verdade, basta ir até o Centro da Capital e conhecer uma charmosa casa que fica na Rua Dr. Faivre, número 763. Trata-se da Bait Cozinha Libanesa, um restaurante que apresenta aos curitibanos pratos autênticos do Líbano, não raro com um toque agridoce de romãs. E tudo isso num ambiente acolhedor, que conta com um belo jardim cujos tons são coloridos por flores como Gerânio, rosa Mister Lincoln, Mandevilla e Dália, entre outros.

Um negócio familiar, o Bait é tocado por Nazha Chiah, proprietária do restaurante, junto de sua irmã, Nesrin, e a filha, Zenah. O estabelecimento foi aberto em 2019, mas seu salão só foi começar a receber o público em 2021, por causa da pandemia de Covid-19. A história da família Chiah com a gastronomia, no entanto, é bem mais antiga e começou antes mesmo deles se mudarem para o Brasil.

“Eu trabalho com gastronomia desde quando morava lá no Líbano. Eu vim para cá em 1986 e trabalho desde que eu tinha uns 13 anos na área. Isso foi lá por 1982, 1983…”, relata Nazha, que começou a trabalhar na área por causa do irmão, Hussein, que era um mestre de massas no Líbano. “Ele foi o primeiro da família a trabalhar com gastronomia. Depois eu comecei a trabalhar com isso também, junto da minha família. Até hoje, inclusive, mantemos essa característica de trabalhar em família”, ressalta a empreendora.

Filha de um libanês com uma brasileira, Nazha se mudou para o Brasil com a família na segunda metade da década de 1980, após o pai dela falecer e também ter início uma guerra no país natal. “Minha mãe é catarinense e sempre teve o sonho de voltar pro Brasil. E depois que meu pai faleceu, por causas naturais, acabamos voltando, para fugir da guerra e para voltar pro país, pra terra da minha mãe. Viemos pro Brasil eu, minha mãe, meu irmão e mais quatro irmãs”, diz.

Já em Curitiba, Hussein abriu seu próprio restaurante e sua irmã logo foi trabalhar com ele, junto de outros familiares. “Meu irmão que era o chefe, mas nós sempre trabalhamos em família, juntos. A gente fazia pão árabe, esfirra, ele era o mestre de massa esfirra”, conta ainda ela, que depois de alguns anos, ela se casou e resolveu abrir o seu próprio negócio. Nascia então o Baba Salim, que há 28 anos funciona na Rua Amintas de Barros, nº 45, também no Centro da cidade, próximo do Teatro Guaíra.

Algumas das delícias do Bait Cozinha Libanesa (Foto: Franklin de Freitas)

Algumas das delícias do Bait Cozinha Libanesa (Foto: Franklin de Freitas)

Algumas das delícias do Bait Cozinha Libanesa (Foto: Franklin de Freitas)

Algumas das delícias do Bait Cozinha Libanesa (Foto: Franklin de Freitas)

Baba Salim 2, Bait Nazha e agora só Bait

Originalmente, o restaurante recebeu também o nome de Baba Salim, com o qual operou pelos primeiros dois anos. Com o tempo, porém, Nazha resolveu dar uma cara própria para o seu novo restaurante, já que se tratava de um projeto pessoal. Primeiro, mudou o nome da casa para Bait Nazha, que significa “Casa da Nazha”. O nome, porém, não a agradou. “É muito complicado de ler tudo junto. Meu nome já é complicado, aí eu coloco mais uma palavra e complico ainda mais. Agora, estamos reestruturando a marca e vamos usar apenas o Bait, que quer dizer casa. Fica mais fácil, mais intuitivo”, explica ela.

Os pratos que se encontram na casa são, via de regra, os mesmos que o Baba Salim também oferece. Mas há, também, algumas exclusividades, especialmente no tocante às sobremesas e bebidas. No cardápio de drinks, por exemplo, há quatro opções feitas à base de Arak, uma espécie de cachaça libanesa. A bebida é um destilado de uva aromatizado com anis, transparente. Quando se mistura a bebida com água e gelo, no entanto, acontece uma reação química na bebida, que fica esbranquiçada.

“Temos quatro drinks autorais, bem refrescantes, que são à base de rank. Acabei colocando nas bebidas o nome de figuras históricas femininas do mundo oriental, a maioria de países árabes. Temos Cleópatra; Rainha de Sabá, que foi uma grande líder pro povo dela, muito boa e inteligente; Sheherazade, dos contos de Mil e Uma Noites, que para não morrer contava todo dia uma história diferente; e Fairuz, que não deixa de ser uma rainha do Oriente: ela é uma das cantoras mais clássicas do Líbano, com mais de 3 mil músicas. E também criamos dois drinks não alcoólicos com ingredientes árabes e orientais, um de coalhada, com iogurte e hortelã, e outro que vai com suco de abacaxi, uva e xarope de romã. Usamos muito xarope e melado de romã nos doces, nos salgados, e também nos drinks”, aponta ainda a empresária libanesa.

A história da famosa e premiada pizza libanesa e outras delícias do Bait

No Bait, as esfirras e a pizza libanesa são os carros-chefe da casa. Entre as esfirras, os sabores de carne, queijo e zaatar são os mais pedidos. Já quanto à pizza, o sabor tradicional, de mussarella, é o que mais se destaca.

Embora a pizza seja tradicionalmente redonda, a versão libanesa do prato tem um formato mais oval, com as pontas ou bordas fechadas e gergelim por toda a massa. Uma especiaria que foi criada por Hussein, o mestre de massas do Líbano que era também irmão de Nazha, hoje já falecido.

“A pizza libanesa, que é premiada em Curitiba, é um fruto do trabalho dela, um legado dele. Foi ele quem ganhou o prêmio pelo Baba Salim e aqui eu sirvo essa pizza também, reproduzindo a receita exatamente do jeito que ele criou ela”, afirma Nazha. “A massa da nossa esfirra é a tradicional e os outros pratos nossas também seguem a tradição libanesa, não tem nada de invenção nossa. Só mantemos a originalidade dos pratos. E o Líbano é um dos países que mais come massa assada no mundo, e tem um prato lá que parece uma pizza, mas não damos esse nome. E o meu irmão foi aprimorando a receita libanesa para os brasileiros e depois chamou de pizza libanesa, que foi o nome que ficou.

Na parte de sobremesa, um dos destaques é o Ataif, que é uma releitura de uma sobremesa árabe. É uma massa parecida com crepe, só que mais gordinha. Originalmente, não é assada e recheada com nata e nozes, sendo servida acompanhada de um caldo. Já no Bait, é servida uma releitura do prato, que já é assada e finalizada com cobertura. Ainda entre os doces, outra ótima pedida é a esfirra de queijo com goiabada, que ganhou o nome de Alladin e Jasmine. “E agora, no novo cardápio, vão entrar duas sobremesas maravilhosas, uma releitura de um doce muito tradicional no Líbano e a outra, de um doce que a gente come muito lá”, já anuncia Nazha.

Uma casa com vida própria: conheça o Bait

Embora tenha surgido com o nome de Baba Salim, o Bait foi conquistando ao longo dos anos um público próprio, que cresce cada vez mais. “O pessoal começou a vir e agora tenho meus próprios clientes. Um vai falando pro outro, comentando, e a gente vai ficando conhecido. Quando vi, já estávamos firmes no mercado”, celebra a empreendedora.

Para quem quiser também conhecer e se encantar com o restaurante e suas delícias, a casa fica na Rua Dr. Faivre, número 763, no Centro. Funciona das 18 às 23 horas, de segunda-feira a sábado, mas já está com um projeto para começar a atender no almoço em breve e também para servir um brunch libanês (um pequeno almoço) em ocasiões especiais, em eventos. Além disso, o estabelecimento também trabalha com delivery, através do iFood e de um aplicativo próprio, no site baitnazha.com.br. E quem quer ficar por dentro das novidades, pode seguir o restaurante pelo Instagram (@bait_cozinha_libanesa), que é bastante ativo.
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