Após estragos espalhados por toda a cidade por conta do temporal desta terça, 3,, equipes das 10 regionais de Curitiba trabalham no levantamento dos prejuízos. Em Curitiba, foram registrados 55 mm de chuva em um curto período de tempo.
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Em poucos minutos, o volume de chuva foi suficiente para transformar algumas ruas em rios e dificultar a circulação de veículos e pedestres.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a dimensão dos estragos. Em um dos vídeos, um Fiat Uno é levado pela correnteza, enquanto o motorista precisa sair às pressas e abandonar o veículo.
Desde a noite desta terça, Defesa Social e Trânsito, Defesa Civil, Fundação de Ação Social (FAS), Meio Ambiente, Obras e administrações regionais estão mobilizadas para garantir a segurança da população.
O temporal foi equivalente a cerca de um terço de toda a chuva esperada para o mês de fevereiro, o que provocou impactos na cidade.
O prefeito Eduardo Pimentel determinou agilidade nas providências.
“Todas as nossas equipes estão nas ruas. Não temos desabrigados nem desalojados e isso é fruto de um trabalho preventivo e da eficiência das nossas equipes”, disse o prefeito.
Chuva reduz em Curitiba nesta quarta, diz Simepar
Segundo o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen, a situação meteorológica muda bastante e para esta quarta, 4, não há previsão de chuvas intensas no Paraná, exceto na região litorânea.
Um sistema de baixa pressão pode gerar instabilidade entre a Serra do Mar e a faixa litorânea, mas com volume de chuva inferior aos dias anteriores.
Em Curitiba, são esperadas chuvas entre 10 e 20 milímetros, concentradas no período da tarde e noite, um volume bem menor que o registrado na terça-feira.
Alagamentos
Em Curitiba, o trabalho contínuo da Prefeitura, com investimentos em obras estruturais, manutenção urbana, campanha educativa, prevenção e políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, tem contribuído para reduzir impactos e ajudado a capital a atravessar períodos de chuva intensa com mais segurança, menos prejuízos e resiliência.
Nesta terça, o alto volume de água causou alagamentos, que, na maioria das situações, se dissiparam rapidamente após o fim da precipitação, devido às ações já tomadas pela administração municipal.
Também foram registrados pontos de erosão, entre eles na Rua Desembargador Westphalen, no Centro, onde houve a abertura de um buraco na pista. O local foi imediatamente sinalizado e as equipes da Prefeitura estão avaliando a situação para definir as medidas necessárias de reparo e garantir a segurança dos usuários da via.
Nesta quarta-feira (4/2), desde as primeiras horas da manhã, equipes da Prefeitura estão nas ruas avaliando as ocorrências registradas durante a chuva. Serão realizados mutirões de atendimento e manutenção nas regiões mais afetadas como o Centro, Boqueirão e Parolin.
Os semáforos funcionam normalmente e neste momento a Guarda Municipal dá apoio às ações da Defesa Civil.
Galhos e árvores
Árvores e galhos cederam à pressão mecânica exercida pelos ventos fortes desta terça e as equipes de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente estão mobilizadas desde a noite para a retirada dos resíduos das ruas, assim como de outros serviços rotineiros. Caminhões e trabalhadores estão em algumas partes da cidade.
Além do material orgânico, também está sendo feito o recolhimento de materiais que foram danificados pela chuva e deixados nas ruas, como colchões, para que a destinação incorreta não cause mais prejuízos.
A Defesa Civil registrou em seu boletim mais recentes, das 5h30 desta madrugada, o pedido de atendimento por causa da queda de dez árvores. Porém, as atividades serão intensas nesta quarta e quinta-feira (5/2) e devem continuar pelos próximos dias. A definição das áreas prioritárias é feita pelas administrações regionais.
Precauções
O coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Nelson Ribeiro, ressalta alguns cuidados para casos como esse.
“Quando for possível, o ideal é adiar a saída de casa, a pé ou de carro, durante o temporal. Os veículos de comunicação e o aplicativo Curitiba APP, da Prefeitura, trazem informações em tempo real sobre onde está chovendo, volume de água, danos de momento para o cidadão se prevenir e evitar localidades onde existam ocorrências provocadas pela chuva”, sugeriu.
Fatores como baixa luminosidade e efeitos imprevistos devem ser levados em conta.
Quem estiver em casa deve retirar aparelhos elétricos da tomada, para evitar risco de curtos-circuito ou até de um princípio de incêndio.
Enquanto houver descarga elétrica, a orientação é que se evite o uso de aparelhos como telefone celular (principalmente se conectado à tomada), batedeira, chuveiro e secador. No período natalino também é importante desligar as decorações luminosas ao sair de casa e durante a chuva.
Se a água começar a subir ou entrar dentro de casa, o ideal é colocar os móveis em uma superfície elevada, além de retirar alimentos e documentos das prateleiras mais baixas.
Na rua, os motoristas devem redobrar a atenção: os faróis devem ser ligados e a velocidade diminuída.
Se perder a visibilidade por causa da chuva, o motorista deve parar o carro no acostamento, evitando ficar embaixo de árvores e em postos de gasolina, para não correr riscos de queda de galhos ou de estruturas metálicas.
“Em caso de alagamento deve ser observado o nível da água: o limite é no meio da roda do carro. Se aumentar, a pessoa precisa parar o carro assim que possível e, mesmo sob chuva, com a janelas aberta para facilitar a saída do veículo se a situação piorar”, completou Ribeiro.
Após a chuva
É indicado que o morador faça a limpeza de utensílios, objetos e cômodos que tenham entrado em contato com a água, para evitar doenças.
Em uma emergência ou se tiver dúvidas, o cidadão pode ligar para o telefone de emergência 199 da Defesa Civil. Para retirada de árvores da via pública, o contato é a Central 156 de Atendimento ao Cidadão
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