sexta-feira, 6 março, 2026
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UFPR adota plano para evitar crise após ameaça de corte no orçamento

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) adotou novas medidas para proteger o funcionamento da instituição diante das incertezas no orçamento federal. Mesmo após a recomposição anunciada pelo governo, a universidade decidiu manter um plano rigoroso de controle de despesas para evitar riscos futuros.

No fim de 2025, durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), as instituições federais de ensino sofreram um corte de R$ 488 milhões. Segundo a Andifes, a redução representava 7,05% dos recursos discricionários, verba usada para despesas essenciais como energia elétrica, limpeza, vigilância, água, manutenção, insumos de pesquisa e parte da assistência estudantil.

Em janeiro, o governo federal recompôs os valores que haviam sido reduzidos. A UFPR ainda recebeu R$ 12,7 milhões em crédito suplementar para reforçar o caixa.

Assistência estudantil recebe reforço, mas preocupação continua

No dia 5 de fevereiro, a universidade recebeu mais R$ 2,4 milhões destinados à assistência estudantil de graduação. Antes da recomposição, o corte nessa área chegava a cerca de R$ 100 milhões em todo o país, o que impactaria diretamente a Política Nacional de Assistência Estudantil.

Mesmo com o reforço, a UFPR já vinha se preparando para um cenário de restrição. A prioridade, segundo a gestão, continuará sendo o atendimento a estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

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A preocupação é que a instabilidade nos repasses federais possa limitar a entrada de novos bolsistas caso haja novas restrições.

Novo modelo de distribuição do orçamento

Para enfrentar a imprevisibilidade, a universidade estruturou uma nova metodologia de distribuição interna dos recursos.

Antes, cada unidade solicitava um valor nominal em reais para o ano. Agora, a proposta é trabalhar com percentuais. Se o orçamento total aumentar, todas as unidades recebem mais; se diminuir, a redução ocorre de forma proporcional.

Estratégias para evitar paralisações

Além da mudança no modelo de distribuição, a universidade implementou uma série de ações preventivas:

criação de fundos institucionais voltados à infraestrutura, manutenção, obras e tecnologia;

limites mais rígidos para despesas centralizadas;

possibilidade de suspensão de contratos em caso de extrapolação de gastos;

ampliação da captação de recursos externos, como emendas parlamentares e convênios;

criação de reserva contingencial para proteger serviços essenciais.

A UFPR já opera há anos sob restrição orçamentária e afirma que o custo dos contratos cresce acima da atualização do orçamento. Por isso, mesmo com a recomposição anunciada, o controle de gastos seguirá como prioridade para garantir aulas, pesquisa, serviços administrativos e assistência estudantil.
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