O domingo (22) foi de encontrinho de quem gosta de artes manuais, como crochê, pintura, bordado e colagem no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.
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A história do crochê
Presente na casa da vovó e também nas passarelas de Paris, o crochê atravessa o tempo com uma força silenciosa. Ele é presença discreta no cotidiano em toalhinhas, mantas, vestidos de praia, mas também já foi recurso de sobrevivência e símbolo de sofisticação. Poucas técnicas artesanais carregam uma trajetória tão variada como a arte do crochê.
As origens do crochê se perdem no espaço tempo. Há quem defenda que surgiu 1500 anos antes de Cristo já outros dizem que ele já existia desde os primórdios da civilização, usado por homens em caças e pescas, moldado apenas com os dedos. O crochê, tal como conhecemos hoje, ganha forma no século XVI, provavelmente na Península Arábica, espalhando-se pelo Mediterrâneo e, segundo outras teorias, também pela China.
Onde quer que ele tenha se originado, foi no século XIX que a técnica ganhou um status global quando a francesa Riego de La Branchardière sistematizou padrões e publicou cerca de cem livros, democratizando o acesso às “receitas” de crochê para difundir a técnica . Surgia aí o “crochê no ar”, feito apenas com linha e agulha, como conhecemos atualmente.
No início, era visto como uma versão “mais barata” das rendas e bilros, reservados apenas à elite. Mas a rainha Vitória, da Inglaterra, mudou o rumo dessa percepção ao comprar e produzir crochês, gesto que elevou o trabalho artesanal a um patamar de moda.
Prática vem sendo “redescoberta” por estilistas no século 21
Em meio a explosão da produção em massa no final do século 20, o crochê perdeu espaço. Mas nunca deixou de estar ali atravessando gerações, ensinado de mãe para filha.
Mas, o século 21 trouxe a virada com a valorização do trabalho manual e do slow fashion, o crochê volta às passarelas por marcas de luxo que o reinterpretam, transformando-o em vestidos, bolsas e biquínis que respiram exclusividade e consciência ambiental.
Além disso, tem reconhecido pelo seu valor na saúde mental e também como fonte de renda.
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