Assessores do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, vieram ao Brasil no ano passado e conversaram com autoridades sobre a atuação de organizações criminosas no Brasil e em outros países. A informação foi confirmada à Jovem Pan pelo promotor Lincoln Gakiya, um dos interlocutores procurados pelos norte-americanos.
Os auxiliares de Rubio estiveram em Brasília e em São Paulo. Na capital federal, também conversaram com policiais federais.
Gakiya, que é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-SP, disse que falou com os assessores sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). O promotor é uma das referências internacionais no combate à organização criminosa.
Terrorismo
Como o colunista Eliseu Caetano, da Jovem Pan, noticiou na segunda-feira (9), os EUA planejam classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como terroristas.
Após a notícia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Rubio conversaram ao telefone para discutir a relação entre os países. Integrantes do governo brasileiro temem que a classificação possa dar verniz legal a intervenções militares na América Latina, e lembram da operação de captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
No Brasil, assessores de Marco Rubio conversaram com Lincoln Gakiya sobre PCC
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