domingo, 15 março, 2026
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Artista brasileiro critica fala de Timothée Chalamet: ‘Não sabe sobre o ofício do ator’

O ator Cassio Scapin, o Nino do seriado de televisão Castelo Rá-Tim-Bum (1994), criticou a declaração de Timothée Chalamet, que concorre para ganhar a estatueta de ‘Melhor Ator’ pelo filme “Marty Supreme” na 98ª edição do Oscar, que acontece no neste domingo (15).

Em recente entrevista, Chalamet comentou sobre não querer trabalhar naquilo que as pessoas não se importam mais, “como balé ou ópera” ao se referir sobre seus futuros papéis no cinema.

Cassio disse que um comentário como o do ator demonstra o surgimento de uma geração de pessoas que não tem uma formação própria dentro do trabalho do ator, mas que se preocupa apenas com o retorno imediato. “Quando nos deparamos com uma fala infeliz como a do ator indicado ao Oscar, percebemos como há a formação de uma geração que não sabe sobre o ofício do ator, da arte humanista que é ser artista”, falou Scapin.

O protagonista de Castelo Rá-Tim-Bum disse ainda que essa fala é consequência de um mundo imediato, onde a tecnologia “tomou conta da nossa realidade”. “Ele está mais preocupado com o sucesso e o dinheiro, como se atuar fosse uma programação de IA que te dá apenas o que você pede”, comentou Scapin.

Declaração Timothée Chalamet

Em entrevista no mês passado, Timothée Chalamet tentou argumentar que não gostaria mais de fazer filmes caso essa arte se tornasse algo que as pessoas não “liguem mais”.

“Eu não quero trabalhar com balé ou ópera ou coisas assim, em que se diz: ‘Vamos manter isso vivo mesmo que ninguém mais se importe’”, afirmou.

Na última semana, a fala ganhou grande repercussão e muitos artistas vieram a público para discordar e criticar Chalamet.

Whoopi Goldberg, atriz de Mudança de Hábito (1992), criticou o ator no program The View. “Você [Chalamet] mesmo vem de uma família de dançarinos, então, quando você desrespeita a arte de outra pessoa, não é bom. Tome cuidado, garoto!”, declarou a atriz.

A bailarina, Misty Copeland, que participou de uma campanha publicitária do filme de Chalamet “Marty Supreme” também comentou sobre a fala do ator. “Ele não seria ator e não teria as oportunidades que tem como estrela de cinema se não fosse pela ópera e pelo balé”, falou a artista.

“Acho importante reconhecermos que, sim, esta é uma forma de arte que não é ‘popular’ e não faz parte da cultura pop como os filmes, mas isso não significa que não tenha relevância duradoura na cultura”, finalizou Copeland.

FALANDO NISSO
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