Descubra as últimas atualizações da Selic e como isso afeta a economia do Brasil. A expectativa é de uma redução significativa – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza, nesta semana, nova reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. Segundo o boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa semanal com instituições financeiras, a expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano e é o principal instrumento do BC para atingir a meta de inflação. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Copom manteve os juros estáveis na última reunião, em janeiro, pela quinta vez consecutiva. A taxa atual é a mais alta desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Em ata, o colegiado sinalizou que iniciará a redução dos juros na reunião de março, marcada para terça (17) e quarta-feira (18), caso a inflação se mantenha sob controle, mantendo a taxa em níveis ainda restritivos.
A previsão inicial do mercado para o corte era de 0,5 ponto percentual, mas a elevação das expectativas de inflação mudou o cenário. Entre os fatores que influenciaram a revisão está o impacto econômico da guerra no Irã, com aumento do preço do petróleo pressionando a inflação futura. A estimativa para a Selic até o fim de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de redução para 10,5% e 10%, respectivamente, e para 2029, 9,5% ao ano.
Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter a demanda aquecida, tornando o crédito mais caro e incentivando a poupança, o que pode frear a expansão econômica. Já a redução dos juros tende a baratear o crédito, estimular o consumo e a produção, e incentivar a atividade econômica, embora possa pressionar a inflação.
Inflação
A projeção do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,91% para 4,1% em 2026. Para 2027, permanece em 3,8%, e para 2028 e 2029, em 3,5%. Apesar da alta, os números permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com variação de ±1,5 ponto percentual, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
Em fevereiro, o IPCA registrou alta de 0,7%, influenciado por transportes e educação, acelerando em relação a janeiro (0,33%). No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 3,81%.
PIB e câmbio
O boletim Focus revisou ligeiramente a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano, de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a projeção é de 1,8%, e para 2028 e 2029, de 2% ao ano. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, com destaque para o setor agropecuário, marcando o quinto ano consecutivo de expansão.
A previsão para a cotação do dólar é de R$ 5,40 ao final deste ano e R$ 5,47 no fim de 2027.
Fonte: Agência Brasil
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