Neymar fica de fora do álbum da Copa 2026 e Panini explica critério de escolha

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Quarenta anos de tradição em colecionáveis de Copa do Mundo ganham novo capítulo. O álbum da edição de 2026 já está pronto para as bancas e traz uma ausência marcante.

Neymar não integra os 980 cromos da coleção. A Panini lançou o produto neste sábado em evento em São Paulo e confirmou que o atacante ficou de fora da seleção brasileira do álbum. O craque participou das últimas três Copas e respectivos álbuns, mas a última convocação dele para a Seleção ocorreu em outubro de 2023.

Seleção de jogadores segue dados de convocações

Figurinhas de Neymar nos álbuns das últimas Copas do Mundo
Figurinhas de Neymar nos álbuns das últimas Copas do Mundo – reprodução

A escolha dos 18 atletas que representam o Brasil no álbum partiu de uma equipe especializada da Panini na Itália. Raul Vallecillo, CEO da empresa no Brasil, detalhou o processo em entrevista.

Um departamento específico monitora convocações e calcula probabilidades de cada jogador estar na Copa. O critério considera desempenho recente e histórico de chamadas. Lesões, surpresas ou mudanças de técnico podem alterar o cenário, mas a decisão final se baseia nesses números.

  • Alisson, Bento, Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Danilo e Wesley formam o grupo de goleiros e defensores
  • Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães aparecem no meio-campo
  • Luiz Henrique, Vinícius Jr, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão completam o ataque

A lista inclui Rodrygo, que atualmente é desfalque, e Estêvão, que se recupera de lesão muscular grave. A produção dos cromos começou ainda em 2025, quando as seleções se classificavam para o Mundial.

Produção do álbum começou logo após a Copa anterior

O trabalho para a coleção de 2026 iniciou no dia seguinte ao fim da Copa de 2022. A Panini definiu conceito, tamanho e artes conforme as seleções garantiam vaga. Para esta edição, o número maior de participantes exigiu ajustes na fábrica brasileira.

A operação no Brasil atende toda a América Latina, exceto México, Estados Unidos e Canadá. O país lidera a demanda regional por causa da população de mais de 200 milhões e da forte paixão pelo futebol. O álbum se tornou um evento que atrai desde crianças até adultos.

Fábrica opera 24 horas para atender demanda

O aumento no número de seleções praticamente dobrou o tamanho da coleção. A Panini ampliou a fábrica e passou a trabalhar em três turnos contínuos. A produção da Copa representa multiplicação de 10 a 15 vezes em relação a uma coleção comum.

Todas as figurinhas são impressas na mesma quantidade. A sensação de raridade surge da demanda do público, que guarda mais os cromos de jogadores populares. Não existe diferença de fabricação entre uma figura e outra.

Álbum e pacotes chegam às lojas a partir de 30 de abril

O produto completo e os pacotes individuais estarão disponíveis a partir de 30 de abril. Por enquanto, a pré-venda ocorre pela internet. Cada pacotinho com sete figurinhas custa R$ 7.

A coleção mantém elementos já conhecidos, como adesivos holográficos e versões diferentes de algumas figurinhas. O livro traz páginas dedicadas à seleção brasileira com fotos e detalhes dos atletas escolhidos.

A Panini prepara o terreno para o torneio que começa em junho de 2026. Enquanto a convocação definitiva da seleção brasileira só sai em 18 de maio, o álbum já permite aos colecionadores montar o time que a empresa considera mais provável.