Duas escolas de Curitiba têm iniciativas reconhecidas pelo Ministério da Educação

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Iniciativas criadas em parceria com alunos do período integral das escolas municipais CEI Francisco Frischmann, localizada no Pinheirinho, e CEI Augusto César Sandino, no bairro Santa Cândida, foram reconhecidas e ganharam visibilidade no Ministério da Educação (MEC).

As atividades envolvem o Jornalistas Mirins, projeto que simula o funcionamento de uma redação jornalística. Os alunos atuam como repórteres, cinegrafistas ou editores, sob a orientação de um professor. Eles fazem a cobertura de eventos escolares, entrevistas e editam o material que produzem.

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Na Escola Francisco Frischmann, as ações desenvolvidas pelos estudantes vão compor o Mapa de Experiências o Caderno de Narrativas do MEC. E a Augusto César Sandino comporá o Mapa de Experiências.

Na última semana, uma equipe técnica do MEC esteve em Curitiba para conhecer a experiência Mídias Digitais e Protagonismo Estudantil do CEI Francisco Frischmann. O projeto, chamado Frischcast, surgiu da necessidade de integrar as práticas da educação integral, valorizando aprendizagens, as culturas da comunidade e o território educativo. 

Após a aprovação na Feira da Cultura Científica, promovida pela Secretaria Municipal da Educação em parceria com a Fundação Araucária, o projeto foi ampliado para atender às demandas da educação integral, incorporando novos eixos temáticos como o cultural e o literário. 

Essa ampliação consolidou o Frischcast como um espaço permanente de autoria, investigação e expressão estudantil, no qual os estudantes participam de todas as etapas do processo produtivo, desde a pesquisa e análise de fontes até a elaboração de roteiros, gravação e divulgação dos episódios.

Desperdiçômetro

Outra experiência que chamou a atenção do MEC foi o projeto do Prato ao Planeta, que culminou na criação do Desperdiçômetro. Preocupados com o desperdício de alimentos nas refeições do CEI Augusto César Sandino, os Jornalistas Mirins da unidade desenvolveram o projeto para reduzir o volume de comida que ia parar no lixo.

O desperdiçômetro é um quadro no refeitório, onde ficam anotadas diariamente as quantidades que vão para a lixeira após cada refeição (como almoço ou lanche). Quando o volume aumenta, os estudantes já emitem um alerta para a escola.

Dos cerca de 75 kg por semana que iam para a lixeira na escola, o volume caiu para menos de 25 km, considerando a alimentação dos 543 estudantes matriculados.

Segundo o secretário municipal da Educação, Paulo Schmidt, que durante sua primeira gestão, há 25 anos, instituiu o projeto Jornalistas Mirins, a iniciativa traz grandes possibilidades pedagógicas. 

“Ações como essas enriquecem o aprendizado deles e desenvolvem potenciais”, disse o secretário.

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