Uma noite memorável para a seleção argentina e um jornalista venezuelano se concretizou, superando até mesmo o temporal que atingiu o Alabama. Antes da Copa do Mundo de 2026, a Argentina garantiu uma vitória de 3 a 0 sobre a Islândia no Estádio Jordan-Hare, com Lionel Messi desempenhando um papel crucial.
O craque argentino, atual campeão mundial, mais uma vez demonstrou seu talento. Mesmo iniciando a partida no banco de reservas, o camisa 10 entrou em campo no segundo tempo e marcou um gol de pênalti após a pausa para hidratação, garantindo o segundo tento da equipe.
Com essa jogada, o atacante alcançou a marca de 117 gols pela seleção e se tornou o jogador mais velho a balançar as redes pela Argentina, aos 38 anos, 11 meses e 18 dias, superando o recorde anterior de Ángel Labruna. Nos momentos finais do jogo, Thiago Almada selou o placar de 3 a 0, contando com a participação direta do capitão.
No entanto, o ponto alto da noite ocorreu após o término da partida. Enquanto distribuía autógrafos e interagia com os torcedores, Messi notou o chamado de Manu Gutiérrez, um jornalista venezuelano que utiliza cadeira de rodas devido à paralisia cerebral e cobre eventos esportivos.
Em meio ao tumulto e à agitação da multidão, o ídolo interrompeu seu percurso, aproximou-se do repórter, apertou sua mão e aceitou responder às suas perguntas. Gutiérrez questionou se Messi almejava tornar-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
O argentino declarou que nunca priorizou recordes individuais. Segundo o camisa 10, seu foco permanece nos objetivos coletivos, encarando cada jogo passo a passo e sempre buscando o melhor para o grupo.
Messi afirmou: “A verdade é que nunca me concentrei em recordes individuais. Tento alcançar os objetivos da equipe, o que for melhor para o time, para o grupo, e vamos encarar um jogo de cada vez, dar o nosso melhor e competir como temos feito.”
Em seguida, o jornalista perguntou como Messi percebeu que ainda teria condições de participar de mais uma Copa do Mundo. O capitão explicou que a decisão surgiu naturalmente, lembrando que, após o último Mundial, imaginava que o próximo ciclo seria muito longo. Contudo, destacou que nunca parou de competir, manteve o ritmo no Inter Miami e novamente se sentiu preparado para vestir a camisa da seleção.
O craque albiceleste comentou: “Aconteceu naturalmente. A última vez que disse isso foi na última Copa do Mundo; senti que ainda havia um longo caminho a percorrer, que esperar quatro anos tornou difícil para mim estar lá. Mas nunca parei de competir, mesmo tendo ido para o Inter Miami, onde estou há algum tempo, sempre tentei dar o meu melhor. Aconteceu naturalmente, comecei a me sentir bem e é uma alegria estar aqui.”
Horas mais tarde, o jornalista compartilhou um depoimento nas redes sociais, revelando que entrevistar Messi sempre foi um sonho maior do que apenas conseguir uma foto ou um autógrafo. Na publicação, o repórter explicou que insistiu em chamá-lo da arquibancada, identificou-se como jornalista e confiou que seria ouvido.
De acordo com o venezuelano, Messi atravessou a multidão para atendê-lo e ofereceu muito mais do que uma simples entrevista. Gutiérrez escreveu: “Não sei como, mas ele me viu, passou por todo mundo e me deu assistência não só para um, mas para dois gols. Leo, se você ler isso, o que seria demais, eu só quero te agradecer porque você não só me deu mais uma das suas assistências impossíveis, como também me deixou incrivelmente feliz com a sua generosidade, e ver a cara dos meus amigos e familiares depois não tem preço.”
