Mais de quarenta anos após dividirem a atenção do público infantil na televisão brasileira, Xuxa Meneghel, de 63 anos, e Mara Maravilha, de 58, reacenderam publicamente sua antiga rivalidade, agora no ambiente digital. A mais recente controvérsia, que se intensificou em 17 de agosto de 2026, teve início com críticas de Mara à fase atual da antiga colega, trazendo à tona comparações e episódios que marcaram a trajetória de ambas. Diferente da década de 1980, quando a disputa era por audiência na TV aberta, o embate contemporâneo aborda questões de imagem, etarismo e o legado de suas carreiras.
A origem da disputa nos programas infantis
A história de competição entre as apresentadoras começou a tomar forma em 1986, quando Maria da Graça Meneghel, então modelo, estreou o “Xou da Xuxa” na TV Globo. O programa se tornou um fenômeno televisivo, combinando brincadeiras, músicas e o sucesso das Paquitas, o que consolidou Xuxa como a Rainha dos Baixinhos. Cerca de um ano depois, em 1987, Eliemary Silva da Silveira surgiu no SBT com o “Show Maravilha”, estabelecendo-se como uma das principais apresentadoras da emissora de Silvio Santos.
Os anos de ouro da televisão e a comparação inevitável
Com a ascensão de Mara Maravilha, a comparação entre as duas se tornou parte do cenário televisivo. Durante os anos de maior audiência dos programas infantis, Xuxa e Mara, juntamente com suas emissoras, eram vistas como concorrentes diretas. Cada uma desenvolveu uma identidade marcante:
- Xuxa Meneghel: Conhecida pelo fenômeno das Paquitas, a expansão internacional com o “El Show de Xuxa”, a consolidação de sua marca infantil e o icônico cenário da “nave”.
- Mara Maravilha: Desenvolveu uma imagem mais popular e irreverente, com forte identificação com o público brasileiro e uma carreira musical que, posteriormente, se enraizou no segmento gospel.
A dinâmica da televisão infantil foi ainda mais alterada com a chegada de Angélica e Eliana, que, junto a Xuxa e Mara, formaram o quarteto que definiu uma geração.
O afastamento e as declarações que reacenderam a rivalidade
Com o encerramento da era de ouro dos programas infantis, Xuxa e Mara trilharam caminhos cada vez mais distintos. Enquanto Xuxa manteve uma forte associação com a televisão, cinema, música e grandes empreendimentos comerciais, Mara diversificou sua carreira e se aproximou do cenário gospel. As diferentes trajetórias foram marcadas também por posicionamentos ideológicos divergentes, especialmente em questões políticas e direitos LGBTQIA+.
Mesmo com a diminuição da exposição constante da relação, declarações pontuais mantiveram viva a percepção de questões não resolvidas entre elas. Um exemplo notável ocorreu em um programa de Xuxa na Record, quando Mara, apesar de elogiar a colega, proferiu uma indireta que a expressão de Xuxa não deixou passar despercebida. Em maio de 2026, Mara chegou a expressar um “sentimento de injustiça” em relação à dinâmica com Xuxa, afirmando: “Aconteceram algumas coisas que não achei legais. Se eu era amiga dela, ela perdeu uma amiga, não ganhou uma inimiga. Mas isso não quer dizer que vou deixar de falar as verdades”.
O grupo de WhatsApp que evidenciou a distância entre as apresentadoras
Em 2020, um fato simples ganhou grande repercussão e explicitou a ausência de Mara Maravilha em um círculo próximo de suas antigas colegas de profissão:
- Formou-se um grupo de WhatsApp.
- Os membros eram Xuxa, Angélica e Eliana.
- A ausência de Mara Maravilha chamou a atenção, dado que as quatro foram figuras centrais da mesma geração da televisão infantil.
Angélica, no entanto, esclareceu que o grupo não foi criado com o intuito de reunir todas as antigas apresentadoras infantis, mas sim a partir da amizade consolidada entre as três que o integravam.
As primeiras farpas sobre etarismo e a busca por novos espaços
Em 2025, a rivalidade ganhou novos contornos com as primeiras alfinetadas mais explícitas por parte de Mara Maravilha. A cantora começou a fazer comentários públicos sobre o envelhecimento e a permanência de antigas apresentadoras na televisão. Ela defendeu que as “coroas” deveriam ceder espaço para novas gerações. “As novas Mara Maravilhas, as novas apresentadoras que se destacaram, que são crianças, adolescentes, que estão aí na internet, elas precisam vir, e a gente tem que abrir. Por isso que sou Maravilha, né, meu amor?”, declarou em uma entrevista. Embora Xuxa não tenha sido citada nominalmente, as falas foram amplamente interpretadas como indiretas e reacenderam a comparação.
A escalada da briga nas redes sociais em 2026
A troca de farpas intensificou-se em 2026, quando Mara Maravilha passou a criticar a aparência e os figurinos de Xuxa durante a turnê “O Último Voo da Nave”. Questionando as escolhas de roupas mais ousadas para a fase atual da apresentadora, Mara chegou a compartilhar um vídeo em tom provocativo. Posteriormente, em um comentário sobre a repercussão dos figurinos, fez referência aos “grandes lábios” de Xuxa.
A discussão ganhou um novo capítulo com a intervenção de Luiza Brunet, que saiu em defesa de Xuxa e criticou as declarações de Mara. Em resposta, Mara ironizou o episódio de violência doméstica sofrido por Luiza, o que provocou uma forte reação da modelo. Diante da repercussão, Xuxa se desculpou com Luiza Brunet por ela ter sido envolvida na disputa, demonstrando que a antiga rivalidade persiste e se adapta aos novos palcos das redes sociais.


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