Guaíra e Salto del Guairá avançam em parceria entre as Defesas Civis na fronteira

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Fronteira também exige cooperação quando o assunto é prevenção e resposta a emergências. Com esse propósito, o Município de Guaíra recebeu, na manhã desta terça-feira, 18 de agosto, representantes de Salto del Guairá, Paraguai, para uma reunião preparatória destinada à construção de um Acordo de Cooperação Técnica, sem ônus, entre as Defesas Civis dos dois municípios.

O encontro ocorreu no Paço Municipal e marcou mais uma etapa das tratativas entre as cidades fronteiriças. A proposta prevê ações conjuntas nas áreas de prevenção, planejamento, capacitação e resposta a situações de emergência, com atenção às características e aos desafios comuns desta região.

A delegação paraguaia contou com Arnaldo Villalba Fernández, presidente da Defesa Civil; Elvis Villalba Rojas, secretário-geral; Víctor Stanley, tesoureiro; Marcos Golin, comandante; Francisco Muniz, capitão; e Tito Rojas, representante da sociedade civil.

Pelo Município de Guaíra, participaram o prefeito municipal, Gileade Osti e o Secretário Municipal de Segurança Pública e Trânsito e Coordenador da Defesa Civil de Guaíra, Raymundo Castanon Andrade.

Durante a reunião, as equipes discutiram as primeiras diretrizes do futuro acordo e as possibilidades de atuação integrada. Entre os pontos estão o planejamento conjunto, a prevenção de riscos e a preparação das equipes para ocorrências que possam exigir comunicação e resposta coordenada dos dois lados da fronteira.

E essa cooperação não parte apenas de uma possibilidade futura. Durante o encontro, foram relembradas situações em que Guaíra já prestou apoio a Salto del Guairá. Segundo Castanon, equipes da Defesa Civil de Guaíra e do Corpo de Bombeiros participaram do combate a incêndios de grandes proporções registrados nos depósitos da Mitsuo e da Queen Anne, no município paraguaio.

Os exemplos ajudam a dimensionar a importância de estabelecer previamente os caminhos para essa cooperação. Em uma emergência, a capacidade de mobilizar equipes, equipamentos e apoio do outro lado da fronteira pode ampliar a resposta e reduzir o tempo necessário para controlar uma situação de risco.

A atuação da Defesa Civil também vai além dos incêndios. O trabalho contempla a preparação e a resposta diante de diferentes situações, como enchentes, alagamentos, períodos de seca e outros eventos adversos que possam colocar pessoas, estruturas ou comunidades em risco. Embora não tenham sido lembrados, durante a reunião, episódios anteriores de cooperação entre as duas cidades relacionados a eventos climáticos, a possibilidade integra o planejamento discutido entre as equipes.

A proposta de cooperação também contempla palestras, capacitações, intercâmbio de experiências e compartilhamento de boas práticas e conhecimentos técnicos entre as Defesas Civis, Bombeiros Voluntários e outros organismos que possam integrar as ações.

A reunião desta terça-feira permitiu alinhar as primeiras diretrizes e definir encaminhamentos para a continuidade das tratativas. O próximo passo será avançar nos procedimentos necessários para a formalização do Acordo de Cooperação Técnica.

Mais do que aproximar institucionalmente duas cidades vizinhas, a parceria organiza uma cooperação que a própria história da fronteira já mostrou ser necessária. Quando uma emergência exige resposta rápida, a fronteira deixa de ser uma linha que separa e passa a ser um ponto de união para proteger vidas dos dois lados.

DICSI: Fotos e Texto: Izabeli Santos / Revisão: Cintia Marques