Força não é solidão

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Descubra a importância da liderança eficaz e responsabilidade divina na gestão. A reflexão do Salmo 82 vai além da crítica aos maus governantes

Existe uma história sobre um menino que tentava retirar um pesado tronco do caminho. Empurrava de um lado, puxava do outro, fazia força até se cansar. O pai, observando a cena, perguntou por que ele não utilizava toda a sua força. Irritado, o garoto respondeu que já estava fazendo tudo o que podia. Foi quando ouviu: “Não, filho. Você ainda não me pediu ajuda”.Talvez muita gente esteja passando pela vida exatamente assim.Confundimos força com autossuficiência. Crescemos ouvindo que gente forte resolve, suporta, enfrenta, não reclama e, sobretudo, não depende de ninguém. No mundo profissional, essa ideia ganhou ainda mais prestígio. O executivo que sabe tudo, o empresário que decide tudo, o líder indispensável, o profissional que não precisa perguntar.Parece competência. Nem sempre é. Há momentos em que a insistência deixa de ser perseverança e passa a ser orgulho.Davi viveu uma situação bastante diferente da imagem convencional de um líder poderoso. Quando chegou à caverna de Adulão, segundo 1 Samuel 22, estava fugindo. E foi justamente naquele momento que começaram a aproximar-se dele pessoas aflitas, endividadas e insatisfeitas. Cerca de quatrocentos homens. Não era exatamente uma seleção de talentos corporativos.Mesmo assim, daquele grupo surgiria uma força extraordinária.Davi entendeu algo que continuamos demorando a aprender: liderança não é demonstrar que não precisamos dos outros. É saber reunir pessoas, desenvolver capacidades e transformar indivíduos dispersos em uma comunidade capaz de caminhar na mesma direção.Essa é uma diferença importante. O homem que deseja provar sua força tenta levantar sozinho o tronco. O líder maduro olha ao redor e pergunta quem pode ajudá-lo a removê-lo.Isso vale para uma empresa, um casamento, uma família, uma carreira e até para a própria vida interior.Há empresários esgotados porque criaram organizações dependentes deles. Há gestores reclamando da falta de iniciativa dos funcionários depois de anos concentrando todas as decisões. Há pessoas que desejam relacionamentos profundos, mas nunca permitem que ninguém se aproxime de suas fragilidades.Queremos confiança sem vulnerabilidade, cooperação sem dependência e compromisso sem construção de vínculos. Não funciona.Há ainda outra consequência. Quem insiste em fazer tudo sozinho limita-se ao tamanho das próprias capacidades. Quando criamos alianças verdadeiras, incorporamos conhecimentos, experiências, perspectivas e forças que não possuímos.Talvez, portanto, o grande problema não seja falta de força. Talvez seja uma compreensão infantil sobre o que significa ser forte.O menino da história não precisava de músculos maiores. Precisava perceber que o pai também fazia parte dos recursos que estavam à sua disposição. Maturidade começa quando entendemos isso.E aqui surge uma segunda questão, ainda mais difícil: se precisamos de pessoas, quais pessoas devemos permitir que caminhem conosco? Esse será o nosso próximo tronco.Na Mentoria em Cristocracia e BioLiderança®, trabalhamos justamente esse processo: amadurecimento, liderança, relacionamentos, princípios e capacidade de governar primeiro a si mesmo para, então, influenciar pessoas e organizações. Se esse tipo de reflexão confronta a forma como você vem conduzindo sua vida ou sua liderança, conheça a mentoria.

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