A seleção brasileira enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 21h30 (horário de Brasília), em El Alto, a 4.150 metros de altitude, no último confronto pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Já classificada, a equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti busca consolidar sua preparação, testando novos jogadores e estratégias para o Mundial. O jogo, disputado em condições desafiadoras devido à altitude, promete testar a resistência física e tática do time, que vem de uma vitória por 3 a 0 contra os bolivianos na semana passada. A partida marca o encerramento de uma campanha sólida, com Ancelotti aproveitando a oportunidade para avaliar atletas como Luiz Henrique e Douglas Santos.
O confronto em El Alto representa mais do que um simples jogo, mas uma chance de adaptar o grupo a cenários extremos, comuns em competições sul-americanas. A altitude, um dos maiores desafios, exige ajustes táticos e físicos, com o treinador italiano promovendo mudanças na escalação para preservar titulares e dar minutos a novos nomes. A preparação incluiu consultas com jogadores experientes em atuar nessas condições, visando minimizar o impacto do ar rarefeito.
- Principais desafios do jogo:
- Altitude de 4.150 metros em El Alto, que afeta o desempenho físico.
- Adaptação tática para um jogo com menor intensidade física.
- Integração de novos jogadores ao estilo de Ancelotti.
Estratégia de Ancelotti para a altitude
Carlo Ancelotti, conhecido por sua abordagem pragmática, planeja alterações na equipe titular para enfrentar a Bolívia. A decisão reflete a necessidade de gerenciar o desgaste físico dos jogadores, especialmente em um ambiente onde a oxigenação é reduzida. O treinador destacou a importância de consultar atletas com experiência em jogos na altitude, como os que já enfrentaram a Bolívia em edições anteriores das Eliminatórias. A estratégia inclui um ritmo de jogo mais controlado, com foco na posse de bola e transições rápidas para explorar a defesa adversária.
A provável escalação conta com Alisson no gol, uma linha defensiva formada por Wesley, Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique, um meio-campo com Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, e um ataque liderado por Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison. A escolha por jogadores como Luiz Henrique, que se destacou contra o Chile, reforça a intenção de testar jovens talentos em situações desafiadoras. Ancelotti também destacou a atitude do grupo como um dos pontos fortes observados nos últimos jogos, o que pode ser decisivo para manter o desempenho mesmo em condições adversas.
Impacto da altitude no desempenho
Jogar a 4.150 metros de altitude em El Alto é um dos maiores desafios para qualquer equipe de futebol. A redução de oxigênio no ar afeta diretamente a resistência física, exigindo uma preparação específica. Estudos indicam que jogadores não aclimatados podem sofrer uma queda de até 20% no desempenho aeróbico em altitudes acima de 3.000 metros. Para minimizar esse impacto, a seleção brasileira realizou treinos específicos, incluindo simulações de menor oxigenação, e priorizou a hidratação e recuperação dos atletas.
O zagueiro Gabriel Magalhães, titular no último jogo contra a Bolívia, enfatizou a mentalidade da equipe: o foco está em superar as dificuldades impostas pelo ambiente e manter o padrão de jogo da seleção. A experiência de jogadores como Alisson e Bruno Guimarães, que já atuaram em condições semelhantes, será fundamental para orientar os mais jovens. Além disso, a Bolívia, apesar de não estar entre as favoritas, costuma aproveitar o fator casa para complicar os adversários, tornando o jogo um teste de paciência e disciplina tática.
- Fatores que influenciam o desempenho na altitude:
- Menor disponibilidade de oxigênio, reduzindo a resistência física.
- Necessidade de maior controle de bola para evitar desgaste excessivo.
- Adaptação à velocidade da bola, que é afetada pelo ar rarefeito.
- Estratégias de substituição para manter a intensidade no segundo tempo.

Novidades na escalação e testes para 2026
Com a vaga garantida para a Copa do Mundo de 2026, Ancelotti tem usado as Eliminatórias como um laboratório para novos talentos. Jogadores como Douglas Santos e Luiz Henrique, que tiveram atuações destacadas nos últimos jogos, ganharam a confiança do treinador. Luiz Henrique, em particular, brilhou ao entrar no segundo tempo contra o Chile, mostrando velocidade e capacidade de decisão no ataque. Essa abordagem reflete a intenção de construir uma base sólida para o Mundial, mesclando jovens promessas com atletas experientes.
A rotação no elenco também permite que Ancelotti avalie diferentes formações táticas. Contra a Bolívia, a equipe deve adotar um 4-3-3 com ênfase em transições rápidas, aproveitando a versatilidade de jogadores como Lucas Paquetá e Bruno Guimarães. A escolha por Fabrício Bruno e Alex na zaga indica uma preocupação com a solidez defensiva, essencial em um jogo onde erros podem ser mais custosos devido à altitude. A preparação para 2026 inclui, ainda, a adaptação a diferentes condições de jogo, algo que será crucial em um torneio disputado em três países (Estados Unidos, México e Canadá).
Histórico contra a Bolívia
O Brasil tem um retrospecto favorável contra a Bolívia nas Eliminatórias. Nos últimos cinco confrontos, a seleção brasileira venceu quatro, incluindo o recente 3 a 0 em casa, com gols de jogadores como Richarlison e Lucas Paquetá. No entanto, jogos em El Alto sempre foram desafiadores. Em 2008, por exemplo, o Brasil empatou em 0 a 0, sofrendo com a altitude e a pressão da torcida local. Esse histórico reforça a necessidade de uma abordagem cautelosa, mas sem abrir mão da qualidade técnica que caracteriza a seleção.
A Bolívia, por sua vez, busca encerrar sua campanha em casa com uma atuação competitiva. Apesar de não ter chances de classificação, a equipe aposta na altitude e no apoio da torcida para surpreender. Jogadores como Marcelo Moreno, ídolo local, podem ser peças-chave na tentativa de explorar contra-ataques e bolas paradas. Para o Brasil, manter a concentração será essencial para evitar surpresas.
- Últimos resultados do Brasil contra a Bolívia:
- 2025: Brasil 3 x 0 Bolívia (Eliminatórias, em casa).
- 2020: Brasil 5 x 0 Bolívia (Eliminatórias, em casa).
- 2019: Brasil 3 x 0 Bolívia (Copa América).
- 2008: Bolívia 0 x 0 Brasil (Eliminatórias, em El Alto).
Preparação para a Copa de 2026
A partida contra a Bolívia marca o fim das Eliminatórias, mas o trabalho de Ancelotti está apenas começando. Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a seleção brasileira entra em uma fase de consolidação do elenco e refinamento tático. A competição, que será a primeira a contar com 48 seleções, exigirá maior versatilidade e profundidade de elenco, algo que o treinador italiano tem priorizado. A integração de jovens como Andrey Santos e Samuel Lino ao grupo principal é um indicativo dessa estratégia.
Além disso, o Brasil enfrenta a pressão de recuperar o protagonismo global após eliminações precoces nas últimas Copas. A campanha nas Eliminatórias, com a vaga garantida com antecedência, dá confiança ao grupo, mas também reforça a necessidade de adaptação a desafios como os enfrentados em El Alto. A experiência adquirida nesses jogos será valiosa para o torneio, especialmente em partidas disputadas em condições climáticas variadas nos Estados Unidos, México e Canadá.
- Prioridades de Ancelotti para 2026:
- Consolidar uma base de jogadores versáteis e adaptáveis.
- Testar formações táticas em diferentes cenários de jogo.
- Garantir a integração de jovens talentos ao elenco principal.
- Manter a solidez defensiva, com destaque para Alisson e Gabriel Magalhães.
Expectativas para o jogo
O confronto em El Alto é visto como uma oportunidade para o Brasil encerrar as Eliminatórias com uma atuação convincente, mesmo com as dificuldades impostas pela altitude. A Bolívia, embora eliminada, deve adotar uma postura defensiva, buscando explorar erros do adversário em contra-ataques. Para a seleção brasileira, o desafio será manter a posse de bola e evitar o desgaste físico excessivo, especialmente no segundo tempo.
A torcida brasileira espera não apenas uma vitória, mas também um desempenho que mostre a evolução do time sob o comando de Ancelotti. A combinação de experiência e juventude no elenco, aliada à liderança de jogadores como Bruno Guimarães, pode ser o diferencial em um jogo tão peculiar. O resultado, embora não altere a classificação, será um indicativo do potencial da equipe para a Copa de 2026.

