Sanepar inicia mapeamento inédito de 1,3 mil poços para garantir água no futuro no Paraná

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A Sanepar deu início a um mapeamento inédito e estratégico para garantir o abastecimento de água no Paraná para as próximas décadas. O projeto vai monitorar a qualidade e a quantidade da água em aproximadamente 1,3 mil poços subterrâneos de todo o estado, começando pelas primeiras coletas no Litoral. A iniciativa é uma resposta aos crescentes desafios climáticos e visa assegurar a segurança hídrica da população.

As primeiras atividades de campo foram realizadas em Guaraqueçaba e Morretes, marcando o início operacional do projeto Segurança Hídrica com Águas Subterrâneas (SegHidro). Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o programa representa um avanço no gerenciamento sustentável dos recursos hídricos do estado.

“Essa é uma das maiores campanhas de amostragem de águas subterrâneas já feitas no país, sendo um monitoramento inédito em seu formato e abrangência”, disse.

Ester lembra ainda que o SegHidro busca o estabelecimento de parcerias, convênios e investimentos visando a segurança da água e a garantia de disponibilidade do recurso em quantidade e qualidade suficientes para o abastecimento público. Ela informa que o estudo sobre as águas subterrâneas ocorre em parceria com UFPR por meio do Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas (LPH) da Universidade, que tem quase três décadas de trabalho com análises de águas e as pesquisas em hidrogeologia.

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DESAFIO – No Litoral, as amostras foram coletadas pelo funcionário da Sanepar Jonas Alves Machado, que recebeu treinamento específico para o trabalho do SegHidro. Segundo ele, o primeiro desafio de uma coleta é o acesso, pois nem sempre os locais são fáceis de chegar.

“Em Guaraqueçaba, por exemplo, apenas para o acesso a uma mina precisamos percorrer 1.200 metros a pé dentro da mata. Para o local, levamos equipamentos e instrumentos que permitem a coleta de modo seguro e adequado e também a realização de análises de alguns parâmetros, como temperatura, pH e condutividade”, conta Jonas.

Assim como Jonas, todos os demais empregados amostradores da Sanepar (pessoal treinado para coletar amostras) levam para o campo uma maleta especial com um equipamento de medição e soluções específicas de calibragem da sonda multiparamétrica. Além das análises no local da coleta, os amostradores devem ter outros cuidados específicos, como a manutenção das amostras a uma temperatura que não ultrapasse os 6º C, uma exigência para análises microbiológicas em laboratório.

Os resultados das análises alcançados no momento da coleta são inseridos em um aplicativo de caracterização de dados de campo, o CDC, criado por Ronaldo Wander Fernandes, outro empregado da Sanepar. A partir das inserções, os dados poderão gerar uma “fotografia” de como estão as fontes subterrâneas analisadas. 

AGENDA – As próximas coletas de águas subterrâneas ocorrerão em dezembro em poços e minas da região de Foz do Iguaçu e de Toledo, no Oeste. De acordo com Ester, a fase de coleta de amostras levará nove meses, mas o trabalho do SegHidro possui outras etapas e, pelo convênio atual, seguirá, pelo menos, até 2030.

“O trabalho foca na disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas, à prática das atividades econômicas e à conservação dos ecossistemas aquáticos, com a possibilidade de serem desenvolvidos outras atividades e outros projetos para a segurança hídrica, conservação e restauração do meio ambiente e promoção da saúde”, explica.

As águas subterrâneas representam 18% do total de fontes de abastecimento no Paraná, atendendo 630 localidades. As amostras coletadas no SegHidro seguem para análises na Gerência de Avaliação de Conformidades da Sanepar (GACF) e para o LPH da UFPR.
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