A Justiça do Paraná decidiu nesta quinta-feira (11) pela prescrição e extinção das punições aplicadas a Allana Brittes, filha de Edison Brittes, assassino confesso do caso Daniel Corrêa Freitas. Também foram confirmadas as absolvições de David Willian Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Cristiana Rodrigues Brittes. Além disso, o órgão manteve, nos termos da sentença elaborada após o júri popular, a condenação de Edison Luiz Brittes Júnior a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo homicídio triplamente qualificado do jogador.
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Segundo a advogada de defesa de Allana e Edison, Caroline Mattar Assad, a decisão garante que Allana “não responde mais ao processo criminal e tampouco ostentará antecedentes”. Allana tinha sido condenada a 6 anos e 5 meses de prisão em regime fechado.
Com relação ao pedido de redução de pena de Edison Brittes, a advogada de defesa informou que vai recorrer às Cortes Superiores. “Vamos pleitear a correta aplicação das normais penais, buscando uma dosimetria proporcional e adequada ao caso concreto”.
Relembre o Caso Daniel
Com passagens por clubes como Botafogo, São Paulo e Curitiba, Daniel Corrêa Freitas jogava no São Bento (SP) quando veio a Curitiba para participar de uma festa de aniversário de Allana Brittes, numa casa noturna de Curitiba em 26 de outubro de 2018. Depois da balada, o jogador e outros amigos de Allana foram para a casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, para dar continuidade aos festejos.
Na casa da família, porém, o jogador acabou fazendo fotos e mandou áudios para um grupo de amigos no WhatsApp se exibindo por estar na cama deitado ao lado de Cristiana Brittes, esposa do dono da casa, Edison Brittes. Depois disso, o marido acabou descobrindo as mensagens enviadas pelo atleta e teve início uma sessão de espancamento, com outros convidados da festa ajudando o pai de Allana.
Daniel (Foto: Reprodução/Vídeo)
Após as agressões, Daniel foi colocado dentro do porta-malas de um carro e levado até uma plantação de pinus na Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais, onde o corpo foi encontrado na manhã seguinte ao crime por um morador da região. Além de ter sido espancado, Daniel foi parcialmente decapitado e teve o pênis decepado.
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