O atacante Folarin Balogun destacou-se nos primeiros 45 minutos da atuação dos Estados Unidos como anfitrião da Copa do Mundo de 2026. O jogador de 24 anos, atualmente no Monaco, balançou as redes duas vezes na goleada de 4 a 1 sobre o Paraguai na última sexta-feira (12), em partida realizada em Los Angeles.
É interessante notar que Balogun poderia estar defendendo outra nação no torneio mundial, como a Inglaterra, seleção pela qual atuou nas categorias de base, ou até mesmo a Nigéria, país de origem de seus pais. Contudo, um acontecimento fortuito foi determinante para que seu nascimento ocorresse em solo norte-americano.
A permanência que resultou no nascimento de Balogun no Brooklyn, Nova York, durou apenas dois meses. Sua mãe, Florence, residia em Londres, mas viajou para os Estados Unidos em 2001 para passar férias, já grávida de sete meses de Folarin. Seu plano inicial era retornar à Inglaterra para dar à luz.
Entretanto, a companhia aérea responsável pelo voo de retorno de Florence para casa negou seu embarque. “Minha barriga estava muito grande”, revelou ela em entrevista à ESPN, em 2023, explicando o motivo do impedimento.
A mãe de Balogun necessitava de uma autorização médica de seu profissional em Londres para ser liberada para a viagem. Ela optou então por permanecer em um apartamento de dois quartos da cunhada, localizado no Brooklyn, e foi assim que o atual camisa 20 da seleção dos EUA na Copa do Mundo nasceu como cidadão nova-iorquino. Para o futebol norte-americano, essa decisão se revelou crucial, preenchendo uma lacuna de artilheiros que persistia há anos.
“Não acredito que as coisas acontecem por sorte. Acredito que o fato de eu ter ido para os Estados Unidos e ele ter nascido ali era algo que realmente era para ser. Mesmo quando ele nem pensava em tomar uma decisão sobre seleção, eu sabia que ele deveria escolher os EUA”, afirmou Florence, evidenciando uma visão de destino.
Balogun nasceu em julho e, no final de agosto, já estava de volta a Londres, onde passou sua infância e cresceu. No cenário do futebol, ele emergiu como uma das grandes promessas das categorias de base do Arsenal e representou a seleção inglesa em todas as divisões inferiores antes de receber sua primeira convocação pelos EUA, em 2018.
Aquela convocação para o time sub-18, entretanto, não era definitiva, pois não se tratava de uma competição oficial profissional. Somente em 2023, aos 21 anos, Balogun anunciou seu compromisso formal com a seleção norte-americana, apesar do forte interesse tanto da Inglaterra quanto da Nigéria em tê-lo em suas equipes.
Naquele período, Balogun já se destacava significativamente na Europa, após ter deixado o Arsenal e marcado 21 gols em uma temporada de empréstimo ao Reims, na França. Em agosto de 2023, o Monaco investiu 40 milhões de euros para garantir sua contratação, apostando em seu potencial.
Para a seleção dos EUA, Balogun representou o fim de uma busca que perdurava por muitos anos por um atacante capaz de ser um goleador consistente, uma característica que a equipe não tinha desde as aposentadorias de ícones como Landon Donovan e Clint Dempsey. Seus dois gols no início da Copa de 2026 indicam que essa longa procura pode, finalmente, ter chegado ao fim.
