O processo de contagem dos votos para o segundo turno da eleição presidencial peruana, ocorrido no domingo (7), segue em andamento pelas autoridades. A nação sul-americana manifesta uma polarização social expressiva, que se manifesta intensamente nesta disputa eleitoral pelo controle do governo.
O início desta semana foi marcado por um ritmo lento na tabulação dos sufrágios. Até esta altura, os dados revelam que 99,111% das seções eleitorais tiveram seus resultados contabilizados.
A candidata Keiko Fujimori, representando a direita, registra um percentual de 50,099% dos votos válidos, ao passo que Roberto Sánchez, com sua plataforma de esquerda, acumula 49,901%. Essa margem estreita representa uma vantagem de 35.973 votos para Fujimori.
No que tange aos votos provenientes do exterior, 97,3% das atas já foram apuradas. Nestas seções fora do território nacional, Fujimori mantém a liderança com 63,2% dos votos, enquanto Sánchez obteve 36,7%.
Andamento dos resultados eleitorais e as margens de diferença
Os momentos cruciais da apuração, com a flutuação das diferenças de votos entre os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, foram registrados da seguinte forma:
Segunda-feira (16)
* Às 19h36, a vantagem de Keiko Fujimori sobre Roberto Sánchez era de 35.973 sufrágios, com 99,111% das urnas contadas.* Às 18h27, a diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez alcançava 35.752 votos, com 99,089% das seções apuradas.* Às 12h22, Fujimori liderava Sánchez por 33.620 votos, com 99,054% das urnas contabilizadas.* Às 11h05, a margem de Fujimori era de 33.101 votos, com 99,050% das urnas apuradas.
Segunda-feira (15)
* Às 23h34, Keiko Fujimori tinha uma dianteira de 30.621 votos sobre Roberto Sánchez, com 98,9% das urnas processadas.* Às 19h11, a diferença entre Fujimori e Sánchez era de 25.014 votos, com 98,8% das seções apuradas.* Às 18h39, a candidata Fujimori estava à frente de Sánchez por 23.788 votos, com 98,8% das urnas computadas.
Domingo (14)
* Às 02h15, Fujimori detinha uma vantagem de 18.488 votos sobre Sánchez, com 98,5% da apuração finalizada.
Sábado (13)
* Às 15h56, Keiko Fujimori tinha 8.486 votos a mais que Roberto Sánchez, com 98,3% das urnas apuradas.* Às 06h10, a diferença em favor de Fujimori era de 4.519 votos, com 98,3% das urnas processadas.* Às 00h14, Fujimori liderava Sánchez por 4.501 votos, com 98,3% das seções contabilizadas.
Sexta-feira (12)
* Às 20h45, a candidata Keiko Fujimori possuía 3.616 votos a mais que Roberto Sánchez, com 98,3% das urnas apuradas.* Às 17h13, a margem para Fujimori era de 1.551 votos, com 98,2% dos votos contados.* Às 15h19, Fujimori tinha 1.616 votos de vantagem sobre Sánchez, com 98,2% da apuração realizada.* Às 14h04, a liderança de Keiko Fujimori era de 1.664 votos, com 98,2% das urnas computadas.* Às 11h36, Fujimori liderava com 1.303 votos de diferença, com 98,2% das seções apuradas.* Às 07h30, a vantagem de Keiko Fujimori era de 1.303 votos, com 98,2% das urnas processadas.* Às 00h11, Fujimori mantinha 1.303 votos a mais que Sánchez, com 98,2% da contagem.
Quinta-feira (11)
* Às 20h41, Keiko Fujimori estava à frente de Roberto Sánchez por 1.027 votos, com 98,2% das urnas apuradas.* Às 19h07, a diferença em favor de Fujimori era de 688 votos, com 98,2% dos votos contados.* Às 18h39, Fujimori tinha 584 votos a mais que Sánchez, com 98,2% da apuração.* Às 16h53, a candidata Keiko Fujimori tinha uma dianteira de 859 votos, com 98,2% das urnas processadas.* Às 11h00, a margem de Fujimori era de 561 votos, com 98,2% dos votos computados.* Às 01h20, Keiko Fujimori possuía 651 votos a mais que Roberto Sánchez, com 98,2% das urnas apuradas.
Quarta-feira (10)
* Às 23h03, Roberto Sánchez liderava Keiko Fujimori com uma diferença de cerca de 6,7 mil votos, com 97,9% das urnas apuradas.* Às 19h55, Sánchez tinha uma vantagem de aproximadamente 9,7 mil votos sobre Fujimori, com 97,9% da apuração.* Às 19h08, Roberto Sánchez estava à frente de Keiko Fujimori por cerca de 9,5 mil votos, com 97,9% das urnas contadas.* Às 16h31, a margem de Sánchez era de aproximadamente 8,5 mil votos, com 97,8% das seções processadas.* Às 15h55, Sánchez liderava Fujimori por cerca de 6 mil votos, com 97,8% das urnas apuradas.* Às 14h31, Roberto Sánchez tinha uma diferença de aproximadamente 5,8 mil votos, com 97,8% da apuração.* Às 13h12, a vantagem de Sánchez era de cerca de 4,8 mil votos, com 97,8% dos votos computados.* Às 12h17, Roberto Sánchez liderava com aproximadamente 11 mil votos, com 97,1% das urnas apuradas.* Às 10h12, Sánchez tinha uma dianteira de cerca de 24 mil votos sobre Fujimori, com 97,1% da apuração.* Às 04h32, a diferença em favor de Roberto Sánchez era de aproximadamente 25 mil votos, com 97% das urnas contadas.* Às 02h40, Sánchez tinha uma vantagem de cerca de 31 mil votos, com 96,8% das seções processadas.
Terça-feira (9)
* Às 22h24, Roberto Sánchez liderava Keiko Fujimori com uma diferença de aproximadamente 41 mil votos, com 96,4% das urnas apuradas.* Às 19h54, Sánchez tinha uma dianteira de cerca de 42 mil votos, com 96,2% da apuração.* Às 18h51, Roberto Sánchez estava à frente por aproximadamente 36 mil votos, com 96,2% das urnas contadas.* Às 17h04, a margem de Sánchez era de cerca de 20 mil votos, com 96% das seções processadas.* Às 16h32, Sánchez liderava Fujimori por aproximadamente 20 mil votos, com 96% das urnas apuradas.* Às 09h38, a vantagem de Roberto Sánchez era de cerca de 25 mil votos, com 95,7% da apuração.* Às 06h20, Sánchez tinha aproximadamente 26 mil votos a mais, com 95,6% dos votos computados.* Às 04h45, Roberto Sánchez liderava por cerca de 28 mil votos, com 95,5% das urnas contadas.* Às 03h30, a diferença para Sánchez era de aproximadamente 38 mil votos, com 95,3% das seções processadas.
Segunda-feira (8)
* Às 23h51, Roberto Sánchez tinha uma vantagem de cerca de 41 mil votos sobre Keiko Fujimori, com 95,1% das urnas apuradas.* Às 22h08, a liderança de Sánchez era de aproximadamente 42 mil votos, com 95% da apuração.* Às 21h08, Roberto Sánchez estava à frente por cerca de 36 mil votos, com 94,9% das urnas contadas.* Às 20h33, a margem de Sánchez era de aproximadamente 35 mil votos, com 94,9% das seções processadas.* Às 20h08, Roberto Sánchez tinha uma dianteira de cerca de 34 mil votos.* Às 19h31, a vantagem de Sánchez era de aproximadamente 33 mil votos.* Às 18h10, Roberto Sánchez liderava com cerca de 26 mil votos.* Às 17h45, a diferença para Sánchez era de aproximadamente 21 mil votos.* Às 16h03, Roberto Sánchez tinha cerca de 16 mil votos a mais que Keiko Fujimori.* No dia 8 de junho, às 15h18, Roberto Sánchez reverteu a situação, superando Keiko Fujimori na apuração geral dos votos.* Às 14h34, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham uma diferença de aproximadamente 2 mil votos.* Às 14h10, a margem entre Fujimori e Sánchez era de cerca de 3 mil votos.* Às 14h01, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham uma diferença de aproximadamente 5 mil votos.* Às 13h25, a candidata Fujimori e o candidato Sánchez tinham uma diferença de cerca de 6 mil votos.* Às 13h20, a margem entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez era de aproximadamente 7 mil votos.* Às 13h05, Fujimori liderava Sánchez por cerca de 8 mil votos.* Às 12h13, a diferença em favor de Keiko Fujimori era de aproximadamente 19 mil votos.* Às 10h37, Keiko Fujimori tinha uma vantagem de cerca de 50 mil votos sobre Roberto Sánchez.
Aprofundamento da crise política peruana e seus reflexos na eleição
Especialistas na área política concordam que este pleito presidencial expõe uma séria fragilidade na legitimidade das instituições do Peru. O país se prepara para escolher seu nono chefe de Estado em apenas dez anos, um cenário que se consolidou após diversos líderes serem removidos da função ou renunciarem, envoltos em inúmeros casos de corrupção. Atualmente, quatro ex-presidentes cumprem pena de prisão, evidenciando a profunda instabilidade que alimenta a desconfiança pública e reflete-se na polarização da votação atual.
O analista político Jeffrey Radzinsky ressaltou que esta eleição carece de uma liderança consolidada e é marcada por uma significativa desconfiança no processo eleitoral. Radzinsky adicionou que “a importância do presidente da República diminuiu consideravelmente na percepção geral da população.”
Urpi Torrado, diretora executiva da consultoria Datum Internacional, apontou que a maior parte dos eleitores está votando movida pela aversão aos candidatos, e não por um apoio entusiasmado. Para muitos peruanos, a escolha resume-se a selecionar o “mal menor”. Torrado concluiu: “Nenhum dos postulantes apresenta uma visão clara e mobilizadora.”
Concorrendo pela quarta vez à presidência, Keiko Fujimori centrou sua campanha em propostas rigorosas de combate à criminalidade, remetendo à imagem e ao legado de seu pai, já falecido.
Por outro lado, Roberto Sánchez, que é visto como sucessor político do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo, atualmente encarcerado, adotou uma postura mais moderada em suas propostas de reestruturação econômica. O objetivo era conquistar a preferência de eleitores de centro e acalmar o mercado financeiro.
Quem for eleito para a presidência enfrentará um Congresso com intensa fragmentação, uma escalada na criminalidade e uma sociedade onde aproximadamente metade dos cidadãos demonstra ceticismo de que o próximo presidente conseguirá cumprir integralmente seu mandato de cinco anos.
