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O Conselho Deliberativo do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu) definiu, na manhã desta sexta-feira (19/06), uma série de medidas para contenção de despesas e reequilíbrio financeiro da entidade. A reunião foi realizada na sede do consórcio, em Cascavel, e reuniu prefeitos e representantes dos municípios consorciados com o objetivo de evitar a necessidade de ampliação dos aportes municipais até o fim de 2026.
Entre os principais assuntos discutidos esteve a macrorregulação da Central de Leitos. Conforme apresentado pelo presidente do Consamu e prefeito de Corbélia, Thiago Stefanello, e pela equipe administrativa do consórcio, a contrapartida financeira do Governo do Estado tem sido insuficiente para cobrir os custos gerados pelo sistema, especialmente nas transferências de pacientes para unidades de saúde localizadas em cidades mais distantes.
Os dados apresentados durante o encontro mostram que, somente nos cinco primeiros meses de 2026, as viagens de longa distância geraram um custo adicional de aproximadamente R$ 135 mil. O aumento das horas extras das equipes foi apontado como um dos principais fatores para a elevação das despesas. Também foram identificados custos com transportes destinados a atendimentos clínicos e psiquiátricos, serviços que não fazem parte das atribuições diretas do Consamu, mas que impactam o orçamento da entidade.
Diante do cenário, o Conselho Deliberativo aprovou a implantação de um teto para horas extras, a concessão apenas da reposição salarial aos servidores e a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle financeiro e operacional.
Outra medida definida foi a criação de um grupo técnico formado pelos secretários municipais de Saúde dos municípios consorciados. A equipe terá prazo de 15 dias para analisar o atual modelo de regulação de leitos e apresentar alternativas que permitam otimizar os fluxos e reduzir os custos das transferências de pacientes.
Também será colocado em prática um plano de contingenciamento que prevê maior controle das horas extras, acompanhamento rigoroso da manutenção da frota e fiscalização mais rígida sobre a emissão de empenhos e demais despesas administrativas.
Segundo os números apresentados durante a reunião, o impacto financeiro estimado das medidas necessárias para restabelecer o equilíbrio das contas do Consamu é de R$ 1.474.896,30. A expectativa dos gestores é garantir a sustentabilidade financeira do consórcio e manter a qualidade dos serviços prestados à população sem aumentar os custos para os municípios participantes.
Fonte: SOT
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