CBF estabelece pausa obrigatória de mais de um mês no calendário do futebol para Copa do Mundo Feminina de 2027

0
18

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou aos clubes, na data de 4 de agosto de 2026, a determinação de uma interrupção integral das atividades durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. O período de paralisação abrangerá os dias entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, afetando tanto o futebol feminino quanto o masculino.

O campeonato mundial, que acontecerá em solo brasileiro, contará com a participação de 32 seleções em um total de 64 partidas. Oito cidades foram selecionadas para receber os jogos, dentre as 12 candidaturas apresentadas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre. A escolha dessas cidades foi estratégica, buscando abranger diferentes regiões do país.

Muitos dos estádios que serão utilizados para a Copa do Mundo Feminina são palcos habituais de partidas dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Essas arenas ficarão à disposição da FIFA com várias semanas de antecedência, implicando em um planejamento complexo para o calendário nacional. Essa medida visa garantir a estrutura ideal para o evento, demonstrando o compromisso da CBF com a excelência na organização da competição.

A CBF já está trabalhando intensamente na organização do calendário de 2027, mas ainda não divulgou oficialmente os ajustes necessários em virtude da realização do Mundial no próximo ano. A expectativa é que, em breve, os detalhes sobre as alterações sejam apresentados, para que clubes e torcedores possam se organizar.

Thiago Jannuzzi, diretor de operações da Copa de 2027 da FIFA, expressou a meta de superar o público de 2 milhões de pessoas nos estádios registrado na edição anterior, em 2023, o que representa uma média superior a 33 mil espectadores por jogo.

“Atualmente, já contamos com mais de 730 mil pessoas inscritas para adquirir ingressos. Destes, a metade é de brasileiros e a outra metade é composta por estrangeiros. Há uma grande demanda de países como México, Estados Unidos, Argentina e Colômbia”, informou Jannuzzi, indicando o interesse global pelo torneio.