Cultivo de lavanda vira fonte de renda e atração turística no Paraná

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O cultivo de lavanda no Paraná se consolida como alternativa de renda e atração turística, movimentando R$ 13,2 milhões – Foto: AEN

O cultivo de lavanda vem ganhando espaço no Paraná como alternativa de diversificação de renda no campo e atração para o turismo rural. Criada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em 2022, a Rota das Lavandas já recebeu 255,9 mil visitantes e movimentou R$ 13,2 milhões em renda bruta nos três primeiros anos. Atualmente, 13 áreas de cultivo integram a iniciativa e outros 20 produtores estão em processo de preparação para ingressar na rota.

Semeando Informação: o destaque da lavanda no Paraná

O tema é o destaque do novo episódio do Semeando Informação, da TV Assembleia, que recebe o produtor rural Jacir Antonio Wiezbicki, do Recanto das Lavandas, em Araucária, e Laís Adamuchio, assessora estadual de projetos do IDR-Paraná.

Durante o programa, os convidados explicam como a atividade vem se desenvolvendo no Estado, os desafios de adaptação das diferentes variedades ao clima e ao solo paranaenses e as possibilidades de utilização da planta, que vão muito além da produção de flores.

Do cultivo experimental ao empreendimento turístico

Jacir conta como duas mudas de lavanda adquiridas pela família deram início a uma nova atividade na propriedade. O que começou como um cultivo experimental acabou se transformando em um empreendimento voltado ao turismo rural, com restaurante, café, loja e produtos como sorvete, bolo e cerveja artesanal produzidos ou comercializados com lavanda.

“Foi do zero mesmo. A gente teve que errar para acertar”, relata o produtor ao lembrar dos primeiros passos no cultivo.

Variedades de lavanda e o perfil dos produtores

Laís explica que a lavanda dentata é atualmente uma das variedades que melhor se adapta às diferentes regiões do Paraná e apresenta características favoráveis ao turismo por manter períodos prolongados de floração. Já a lavanda angustifolia, conhecida como lavanda inglesa ou lavanda fina, tem potencial para a produção de óleo essencial de maior valor agregado.

A entrevista também aborda o perfil dos produtores que estão aderindo à atividade, muitos deles chamados de neorrurais, que retornam ao campo em busca de novas possibilidades de empreendimento. Segundo Laís, a lavanda pode contribuir ainda para a sucessão familiar e para a permanência das novas gerações nas propriedades rurais.

Orientação técnica e expansão do mercado

Outro assunto discutido é a estrutura necessária para transformar o cultivo em um produto turístico. O IDR-Paraná acompanha os produtores interessados, orientando desde a escolha das variedades e o manejo da lavoura até a preparação da propriedade para receber visitantes.

Para quem pretende começar a produzir, a recomendação é testar diferentes variedades, realizar análise de solo e procurar orientação técnica antes de ampliar o cultivo. A lavanda exige áreas ensolaradas e não tolera encharcamento das raízes.

O programa também mostra como a produção pode gerar valor a partir da venda direta de produtos e experiências aos visitantes, além de apresentar as perspectivas para a expansão do mercado de óleos essenciais no Estado.

Fonte: ALEP
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