Mercado prevê inflação de 5% e Selic a 13,75% no fim de 2026

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A previsão para a inflação oficial do Brasil em 2026 caiu para 5%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Selic e PIB também foram atualizados – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 caiu de 5,01% para 5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central. O levantamento reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

Apesar da leve redução, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece acima do teto da meta de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite superior é de 4,5%.

Em julho, os preços dos alimentos recuaram e contribuíram para a desaceleração da inflação pelo quarto mês consecutivo. O IPCA registrou alta de 0,07% no mês e acumulou 4,44% em 12 meses.

O resultado fez a inflação voltar para dentro do intervalo da meta, embora a previsão do mercado para o ano continue acima do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A inflação de agosto será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (11).

Para 2027, a expectativa para o IPCA passou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as projeções permanecem em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Selic

A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir os juros em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, na quarta queda consecutiva.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas. A partir de março, o Copom iniciou uma sequência de cortes diante do cenário de desaceleração da inflação.

Na avaliação do mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2026 em 13,75% ao ano. Para 2027, a projeção é de 12%. Em 2028, a expectativa é de 10,5%, enquanto para 2029 a taxa deve chegar a 10%.

O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 15 e 16 de setembro.

A Selic é utilizada pelo Banco Central para influenciar o custo do crédito e o nível de atividade econômica. Quando os juros sobem, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros, reduzindo o consumo e os investimentos e ajudando a conter a pressão sobre os preços. Já a redução dos juros tende a estimular o crédito, o consumo e a produção.

PIB e dólar

A previsão do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2026 passou de 1,92% para 1,93%, de acordo com o Focus. Para 2027, a estimativa permanece em 1,5%. As projeções para 2028 e 2029 são de crescimento de 1,96% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% na comparação com os três primeiros meses do ano. Em 12 meses, a economia acumula expansão de 1,9%.

Em 2025, o PIB brasileiro avançou 2,3%, no quinto ano consecutivo de crescimento, segundo o IBGE.

Para o câmbio, os analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a previsão de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para o fim de 2027, a estimativa é de R$ 5,30.

Fonte: Agência Brasil
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