Aeroporto do Paraná terá pista ampliada e poderá receber aviões maiores após leilão

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O Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, está entre os 11 terminais que poderão passar para uma nova administração privada após um leilão marcado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para dezembro. A concessão faz parte de uma repactuação do Aeroporto de Brasília e prevê novos investimentos nos terminais regionais incluídos no mesmo bloco. 

Entre as mudanças previstas para o aeroporto paranaense está a ampliação de 150 metros da pista, intervenção que permitirá a operação de jatos regionais de maior porte. A estrutura também deverá ganhar áreas de giro nas duas cabeceiras, aumentando a capacidade operacional e criando condições para receber aeronaves maiores.

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O leilão do aeroporto de Brasília está marcado para 17 de dezembro de 2026. A vencedora ficará responsável não apenas pelo terminal da capital federal, mas também pela administração dos aeroportos regionais incluídos no pacote.

O que vai mudar no Aeroporto Sant’Ana, nos Campos Gerais do Paraná

A principal intervenção prevista para o Aeroporto de Ponta Grossa é o prolongamento da pista em 150 metros. A mudança é importante porque amplia as possibilidades de operação do terminal e permite que aeronaves regionais maiores utilizem a estrutura.

Entre os modelos citados estão os Embraer E2, família de jatos produzida no Brasil que possui autonomia de cerca de 1.400 quilômetros e capacidade para transportar até 136 passageiros. Aeronaves desse tipo já são utilizadas em diferentes rotas da aviação comercial brasileira.

Além da extensão da pista, o projeto prevê a implantação de áreas de giro nas duas cabeceiras. A adequação deve ampliar a capacidade operacional do aeroporto e contribuir para que o terminal possa receber aeronaves de maior porte.

A inclusão no novo pacote de concessão ocorre enquanto o Aeroporto Sant’Ana já está em processo de modernização. Em 2025, o Governo Federal anunciou R$ 35 milhões em investimentos para obras de infraestrutura no terminal de Ponta Grossa.

O pacote inclui a ampliação da pista, a construção de um novo terminal de passageiros, a pavimentação do pátio e a construção de uma taxiway, estrutura utilizada para a circulação das aeronaves entre a pista e outras áreas do aeroporto.

Com a entrada no Programa AmpliAR, o aeroporto dos Campos Gerais passa a integrar uma nova etapa de investimentos voltada à ampliação e modernização da infraestrutura aeroportuária regional.

Aeroporto de Ponta Grossa entra em pacote com 11 terminais

O Aeroporto Sant’Ana está entre os dez terminais regionais que serão concedidos junto com o Aeroporto de Brasília. Além de Ponta Grossa, o bloco inclui aeroportos de Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; e Barreiras, na Bahia.

A estratégia faz parte do Programa AmpliAR, iniciativa do governo federal voltada à modernização e ampliação da infraestrutura de aeroportos regionais brasileiros.

A lógica do programa é incluir terminais de menor demanda e menos atrativos ao mercado em blocos junto a aeroportos de maior porte. Dessa maneira, ativos maiores podem ajudar a viabilizar investimentos em estruturas regionais que, isoladamente, poderiam despertar menos interesse de empresas privadas.

Para Ponta Grossa, a inclusão no pacote representa uma nova possibilidade de investimentos e de ampliação da capacidade do aeroporto.

Como será o novo leilão do Aeroporto de Brasília

O processo está relacionado à repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, atualmente administrado pela Inframerica. A solução foi conduzida de forma consensual pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A proposta prevê a venda da totalidade das ações da Inframerica e a transferência da administração do Aeroporto de Brasília para a empresa que vencer o novo processo competitivo. A mesma concessionária ficará responsável pelos dez aeroportos regionais incluídos no bloco.

O leilão será realizado em um processo competitivo simplificado e terá uma particularidade: a atual concessionária será obrigada a participar da disputa. A Inframerica poderá continuar à frente dos aeroportos caso apresente a melhor proposta, mas perderá a concessão se outra empresa oferecer uma proposta superior.

A Inframerica é controlada pela Corporación América Airports, conglomerado que administra aeroportos em seis países: Argentina, Armênia, Brasil, Equador, Itália e Uruguai.

Segundo a concessionária, o pedido de repactuação foi motivado pela baixa demanda registrada no Aeroporto de Brasília ao longo dos últimos anos.

Quando será o leilão

De acordo com o cronograma divulgado pela Anac, as empresas interessadas no bloco poderão solicitar esclarecimentos complementares sobre o edital até 23 de outubro de 2026.

Nos dias 9 e 10 de dezembro, as proponentes deverão protocolar documentos relacionados às declarações preliminares, à representação e à garantia da proposta. O leilão está previsto para 17 de dezembro de 2026.

Segundo a Anac, a repactuação busca recuperar a sustentabilidade econômico-financeira da concessão e estabelecer novos investimentos no Aeroporto de Brasília. Ao mesmo tempo, o novo contrato deverá incluir obrigações de investimento e operação nos dez aeroportos regionais.

A agência afirma ainda que a competição entre as empresas interessadas definirá o valor da outorga que será pago ao Poder Público.
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