Ancelotti ignora críticas a seu trabalho: ‘Não afetam a ideia que tenho para futuro da seleção’

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Bastante cobrado após a péssima apresentação da seleção brasileira na estreia do novo ciclo, com sofrido empate por 1 a 1 com a Austrália, Carlo Ancelotti se defendeu nesta segunda-feira (28), garantindo que as críticas não afetam suas ideias “Temos futuro.” O comandante ainda mostrou confiança nos jovens convocados.

“A crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Essa crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção e desses jogadores. Quanto ela pode afetar? Zero”, afirmou o treinador, bastante questionado por causa de sua insistência em atuar com quatro atacantes e vir perdendo a disputa no meio-campo até mesmo diante de rivais de menor expressão.

“Estamos trabalhando para a seleção brasileira ser protagonista. A expectativa de ser o técnico da seleção é muito alta. Aqui, você tem de ganhar a Copa do Mundo e não pensar em chegar aos primeiros lugares”, admitiu. “Temos de dar o máximo para nosso trabalho ser da melhor maneira possível”, se defendeu.

Depois de sofrer diante da Austrália no amistoso de sexta-feira, o comandante italiano realizará sete trocas na escalação inicial para o embate desta terça-feira, novamente com a seleção da Oceania. E o meio reforçado é a principal novidade.

Ancelotti poupará os garotos Estêvão e Endrick das cobranças, com as entradas de Gabriel Bontempo reforçando o meio ao lado de Bruno Guimarães e Danilo e com Rayan aparecendo na frente com Vini Júnior e Raphinha, agora como centroavante. O italiano pede calma com a dupla ofensiva, reserva em Chelsea e Real Madrid, respectivamente, e ressalta ter uma safra promissora.

“Os jovens que estão aqui, eu gosto de todos. Breno (Bidon) é um jogador que tem muita qualidade, e está muito bem no Campeonato Brasileiro. Gostei muito do Arthur Dias que não conhecia. Dos goleiros, do Gabriel Bontempo, do Jair… São todas surpresas positivas”, afirmou, satisfeito.

Em sua visão, a renovação dará frutos logo e cobra calma. “A prioridade agora é construir uma nova geração que possa acompanhar a seleção na Copa América e na Copa do Mundo. Temos de acompanhar os jovens que possam representar o futuro. Se pensamos que é bom para o futuro da seleção, vamos chamá-los.”