Renan Santos rejeita os dois finalistas, Cury evita se posicionar e Caiado aguarda conversa com Kassab; Zema anuncia oposição frontal ao PT
Cascavel – A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o resultado deste domingo (4), os principais candidatos derrotados adotaram posições distintas: Renan Santos (Missão) recusou apoio aos dois concorrentes, Augusto Cury (Avante) preferiu não se manifestar e Ronaldo Caiado (PSD) condicionou uma decisão pessoal à conversa com a direção partidária. Romeu Zema (Novo) declarou que estará contra o PT, mas não anunciou expressamente apoio a Flávio.
Com 99,74% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,09% dos votos válidos e Lula, 45,09%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral reproduzidos pela CNN Brasil na noite de domingo. Os percentuais eram parciais e confirmavam a necessidade de uma nova votação.
Renan recusa apoio e libera eleitores
Quarto colocado na disputa presidencial, Renan Santos afirmou, em transmissão no YouTube, que não apoiará Lula nem Flávio e que seus eleitores podem fazer a própria escolha. Também disse que não pretende promover campanha pelo voto nulo. “Façam o que vocês quiserem”, declarou. Apesar de rejeitar os dois finalistas, afirmou considerar certa a vitória do candidato do PL.
Renan dirigiu críticas aos dois adversários, a quem chamou de “bandidos”, e concentrou parte dos ataques em Flávio e no PL. Ao avaliar o desempenho do Missão, classificou o resultado como ruim e disse que a legenda ficaria abaixo da cláusula de barreira; o partido elegeu deputado federal e um estadual.
Caiado aguarda conversa; PSD libera filiados
Ronaldo Caiado, quinto colocado, afirmou que conversará com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice em sua chapa, antes de definir sua posição. O ex-governador de Goiás disse que pretende preservar a coerência de sua trajetória. “Neste momento, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, declarou.
Ao comentar a derrota, Caiado agradeceu aos aliados e disse ter orgulho da campanha. Também criticou a falta de debates sobre propostas e classificou a eleição como atípica Ainda na noite de domingo, Kassab anunciou que o PSD manterá neutralidade na disputa presidencial. Diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes poderão escolher quem apoiar.
Cury evita apoio e diz que deixará a política
Terceiro colocado, Augusto Cury concedeu entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), onde acompanhou a apuração com a família e o candidato a vice, Júlio Delgado (Podemos). O escritor disse que não pretende continuar na política e evitou indicar preferência no segundo turno. “Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política”, afirmou.
Cury declarou respeitar a escolha dos eleitores, embora tenha lamentado a continuidade da polarização. Também afirmou que ninguém está autorizado a anunciar apoio em seu nome ou no de Júlio Delgado.
Zema garante oposição firme ao PT
Romeu Zema apresentou uma posição diferente dos outros derrotados ao reafirmar sua oposição ao PT. O ex-governador de Minas Gerais não citou Flávio como candidato apoiado, mas deixou explícita a rejeição à candidatura de Lula. “Onde houve PT no segundo turno, eu vou estar contra”, declarou.
Zema também comemorou o desempenho do Novo nas disputas legislativas e afirmou esperar que a renovação do Senado permita mudanças no Supremo Tribunal Federal. A declaração contra o PT sinaliza seu posicionamento para a nova etapa, embora seja distinta de um anúncio formal de apoio ao concorrente do PL.
O post Flávio e Lula vão ao segundo turno; derrotados divergem sobre apoio apareceu primeiro em O Paraná – Jornal de Fato.

