A Netflix estreia nesta quarta-feira (28) Dom de Iludir, nova série brasileira que mistura drama familiar, mistério, espiritualidade e uma boa dose de manipulação. Com Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costta nos papéis principais, a produção chega ao catálogo com uma história em que, como o próprio título sugere, nem tudo é exatamente o que parece.
A trama acompanha Lúcia Rossetti, vivida por Marieta Severo, uma sofisticada colecionadora de obras de arte que pertence à elite carioca. A vida aparentemente controlada da personagem começa a desmoronar quando sua filha, Maíra Rossetti, interpretada por Alice Wegmann, é diagnosticada com uma doença misteriosa e sem perspectiva de cura.
Desesperada para encontrar uma solução para a filha, Lúcia acaba recorrendo a uma terapeuta espiritual, personagem de Nanda Costta. É a partir desse encontro que a história começa a ganhar contornos cada vez mais sombrios. Lúcia se torna vítima de um golpe e, ao tentar entender o que aconteceu, acaba entrando em uma teia de segredos que conecta duas famílias.
O que começa como uma tentativa desesperada de salvar uma filha rapidamente se transforma em uma história sobre controle, culpa, ressentimento, amor e manipulação. E é justamente aí que a série promete brincar com a percepção do público: quem está dizendo a verdade? Quem está escondendo alguma coisa? E até onde alguém é capaz de ir quando acredita estar fazendo tudo por amor?
Ambientada no Rio de Janeiro, Dom de Iludir aposta em um melodrama cheio de reviravoltas e relações familiares complicadas. A produção também explora o universo da elite carioca e coloca seus personagens diante de situações nas quais dinheiro, poder e crenças pessoais se misturam.
Com 10 episódios, a série é dirigida por Mauro Mendonça Filho e criada por Diane Maia e Mirna Nogueira. O elenco ainda reúne nomes como José de Abreu, Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Allan Souza Lima e Jonas Bloch.
Mais do que contar uma história sobre um golpe, Dom de Iludir parece interessada em questionar até onde vai a diferença entre acreditar e ser enganado. Afinal, quando uma pessoa está desesperada por uma resposta, talvez ela enxergue exatamente aquilo que deseja acreditar.
E esse é o grande convite da Netflix: entrar nessa história tentando descobrir quem está manipulando quem, antes que a própria série faça isso com o espectador.
