A data prevista para a liberdade de Sean “Diddy” Combs, conhecido artisticamente como P. Diddy, sofreu uma alteração depois que o rapper se envolveu em uma altercação dentro da unidade prisional. A expectativa inicial era que ele deixasse a prisão em janeiro de 2028, mas agora a saída foi remarcada para fevereiro do mesmo ano, conforme informações reveladas em 5 de agosto de 2026.
Com 55 anos, o artista encontra-se detido na Instituição Correcional Federal de Fort Dix, localizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ele foi transferido para essa unidade em outubro de 2025, após ter passado aproximadamente um ano no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
A condenação de P. Diddy ocorreu em julho de 2025, resultando em uma pena de quatro anos e dois meses de prisão. Ele foi considerado culpado por duas acusações relacionadas ao transporte de indivíduos para fins de prostituição. As infrações envolviam o deslocamento de acompanhantes contratados para encontros sexuais com duas mulheres que mantinham relações com o rapper.
O caso foi processado sob a Lei Mann, uma legislação norte-americana que tipifica como crime o transporte interestadual de pessoas com o propósito de prostituição. Segundo os promotores, Combs supostamente teria coagido duas mulheres a participarem de encontros sexuais com acompanhantes masculinos e, em algumas situações, teria fornecido substâncias para que elas continuassem envolvidas nas atividades por longos períodos.
Esses encontros, que alegadamente também foram gravados em vídeo, eram conhecidos pela denominação “Freak Offs”.
Detalhes do julgamento de P. Diddy e acusações descartadas
Apesar de sua condenação, P. Diddy não foi responsabilizado pelas acusações mais graves apresentadas durante o processo. Um júri de Nova York o inocentou das acusações de tráfico sexual e conspiração de extorsão.
Desse modo, o rapper foi sentenciado apenas pelos delitos ligados à promoção e facilitação da prostituição. O processo, contudo, trouxe à tona uma série de relatos de supostos abusos que teriam ocorrido ao longo de aproximadamente duas décadas.
Depoimentos de ex-companheiras de P. Diddy durante o processo
No decorrer do julgamento, os promotores argumentaram que Combs teria pressionado duas ex-companheiras, Casandra Ventura e uma mulher identificada judicialmente apenas como “Jane”, a participarem de encontros sexuais com profissionais contratados, em contextos que incluíam o consumo de drogas.
O julgamento teve uma duração de oito semanas, marcado por relatos considerados fortes pelas testemunhas, e gerou intensa repercussão na imprensa dos Estados Unidos.
Após a prolação da sentença, em 3 de outubro, a equipe de defesa do músico solicitou ao juiz Arun Subramanian que a Instituição Correcional Federal de Fort Dix fosse designada para o cumprimento da pena. O objetivo do pedido, segundo os advogados, era “tratar questões relacionadas ao uso de drogas e maximizar as oportunidades de visita familiar e de reabilitação”.
