“A culpa é minha”: Leclerc muda tom na Ferrari, assume erro com Hamilton e minimiza crise na F1

0
18

O piloto monegasco Charles Leclerc admitiu em 10 de setembro de 2026 que cometeu um excesso ao empurrar o companheiro Lewis Hamilton para a brita durante a disputa do GP da Itália no Autódromo de Monza. O competidor declarou que a falha na pista não abalou a convivência interna com o heptacampeão mundial na escuderia italiana.

“Está bem claro que nunca queremos ver um carro da mesma equipe na grama”, afirmou Leclerc ao relatar a conversa com o colega sobre a manobra na Curva 2.

A disputa ocorreu logo na largada no Circuito de Monza quando Leclerc fechou o espaço para defender a terceira colocação. Hamilton caiu da quarta para a décima colocação ao desviar o carro pela área de escape. O inglês perdeu a posição para Oliver Bearman antes de conseguir recuperar o posto na prova.

Os comissários não aplicaram punição. A direção de prova encerrou a investigação do incidente sem penalidades porque Leclerc bateu sozinho na curva Parabolica logo no giro seguinte e abandonou a disputa antes que o colégio de comissários tomasse qualquer deliberação formal sobre a manobra.

Logo após a bandeirada na pista italiana, Hamilton rebateu as declarações iniciais do companheiro que tentavam dividir a responsabilidade pela manobra arriscada entre os dois pilotos.

“Eu estava na frente na Curva 2 e não teve nada de nós nisso”, declarou Hamilton ao encerrar o assunto no circuito. O piloto britânico indicou que trataria da postura do colega de Ferrari apenas em conversas particulares.

O desentendimento ocorreu diante do presidente da Ferrari, John Elkann, que acompanhava a etapa italiana dentro dos boxes da escuderia.

“Se há uma corrida em que você não quer que isso aconteça, é em Monza”, afirmou Leclerc ao reconhecer a pressão interna pelo erro. O piloto disse que a disputa interna recebeu atenção desmedida do público. Ele confirmou que procurou o colega de equipe assim que reviu os vídeos da segunda curva.

Leclerc citou como exemplos de disputas duras as brigas de George Russell contra Kimi Antonelli na Mercedes e de Lando Norris com Oscar Piastri na McLaren. O monegasco avaliou que esses confrontos não provocaram o mesmo alvoroço gerado pelo embate dos carros vermelhos.

“Disse ao Lewis como me senti, Lewis me disse o que sentiu e concordamos plenamente”, informou o competidor de Mônaco sobre a conversa sem a adrenalina da prova. Leclerc declarou que empurrar o parceiro em direção à brita foi uma ação inaceitável para a Ferrari. O competidor previu que novas disputas duras podem acontecer em corridas futuras.

“As repercussões quando se pilota pela Ferrari são muito maiores, mas isso não significa minimizar o que aconteceu e, sim, que não é algo que deva se repetir”, finalizou o piloto ao comentar a visibilidade do time em Monza.