Grêmio une Felipão e Renato Portaluppi contra o Botafogo; entenda o plano

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Felipão e Renato Gaúcho - Lucas Uebel/Grêmio

O Grêmio enfrenta o Botafogo no estádio Nilton Santos, em 16 de setembro de 2026, com Luiz Felipe Scolari e Renato Portaluppi dividindo a área técnica para tentar afastar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após a demissão de Luís Castro. A estratégia é emergencial.

A diretoria manteve Luiz Felipe Scolari na gestão direta da equipe nesta partida, depois de o profissional conduzir as atividades preparatórias nos dois dias anteriores ao confronto. Renato Portaluppi assume a função de assistente imediato no gramado antes de iniciar integralmente os trabalhos da nova comissão técnica. Scolari atende as obrigações formais de imprensa antes e depois do jogo.

Regularizado no Boletim Informativo Diário da CBF para sua quinta passagem pelo Grêmio, Renato Portaluppi encontrou os atletas no hotel da delegação no Rio de Janeiro e fica apto ao banco ao lado de Luiz Felipe Scolari, que trabalhou como treinador pela última vez em 2024 no comando do Atlético-MG.

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A cúpula gremista entende que o coordenador técnico reúne diagnósticos precisos sobre as carências do elenco para repassar ao novo comandante. Luiz Felipe Scolari permanece como o membro mais antigo da diretoria de futebol após a posse do presidente Odorico Roman em dezembro.

O dirigente desembarcou em Porto Alegre em abril de 2025, contratado pelo então presidente Alberto Guerra junto com Mano Menezes para substituir a gestão de Gustavo Quinteros. A rotina principal de Scolari concentrou-se na supervisão das categorias de base. Nesse período, o profissional alinhou diretrizes com técnicos formadores e indicou jovens para o grupo principal.

O coordenador participou da estruturação do elenco de 2025, mantendo peças titulares como Carlos Vinicius, Villasanti Noriega, Kannemann, Marlon, Amuzu e Pavon. Scolari também autorizou a ascensão definitiva de jovens revelados na base: Luís Eduardo, Pedro Gabriel, Tiaguinho, Jefinho, Zortea e Riquelme.

A vivência diária permitiu a Luiz Felipe Scolari mapear o rendimento dos atletas durante as duas últimas passagens de treinadores, facilitando a troca direta de impressões com Renato Portaluppi graças à proximidade pessoal entre ambos.

A dinâmica interna de trabalho sofreu alterações quando Luís Castro substituiu Mano Menezes. Na passagem de Mano, Scolari frequentava as conversas táticas, sugeria reforços ao departamento e discursava no vestiário ao término dos jogos. Com a chegada do técnico português, o dirigente limitou sua atuação às divisões inferiores.

Luiz Felipe Scolari decidiu conceder autonomia total para Luís Castro se ambientar ao Grêmio nos meses anteriores. O dirigente reduziu a presença nos treinamentos de campo, interrompendo o hábito diário de acompanhar as atividades no banco de reservas como fazia rotineiramente ao lado de Mano Menezes.

O retorno de Renato Portaluppi recoloca Luiz Felipe Scolari no cotidiano imediato do elenco profissional para dar sustentação tática nos próximos jogos.

Os dois comandantes concentram as principais taças da história gremista. Scolari venceu a Copa do Brasil de 1994, a Copa Libertadores de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996. Renato Portaluppi conquistou a Copa do Brasil de 2016 e a Copa Libertadores de 2017 pelo Grêmio.

Na contagem histórica de partidas à frente do Grêmio, Renato Portaluppi lidera o ranking com 543 confrontos oficiais acumulados em cinco períodos. Luiz Felipe Scolari ocupa a segunda posição da história do clube com 385 partidas disputadas.